Um dos grandes erros da vida cristã é achar que ela esta dissociada da vida normal. No dia a dia, não precisas acordar pela manhã e perguntar se é a vontade de Deus para escovar os dentes, não é mais santo pensar no Pão da Vida do que no pão dos seus filhos. Deus quer que a vida real seja exclusiva sendo inclusiva Nele, e não uma ficção ou utopia do não manuseies isto ou não toques naquilo. Pois, uma vez salvos, regenerados e resgatados, o propósito de Deus através de Jesus Cristo cumpre-se em nós, como em Adão, em governar a criação. Louvar é apenas pequena parte do trabalho que realizamos, porque tudo que fazemos é adoração. Bater com enxada na terra durante o dia, reconhecendo que é Ele que a faz produzir o pão, tem mais valia do que os lábios, por vezes mentirosos, que o louvam à noite. O Viver cristão é viver o melhor possível a vida que Deus nos deu como um retrato da Vida Eterna. É entender que Cristo nos satisfaz e nada mais é preciso.
quinta-feira, 29 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Visão 3D - O Pedestre
O pedestre de Santiago, o cidadão santiaguense, é em tudo muito inocente. E, assim como, não há nada porque lhe possa culpar, mas senão abrir-lhe os olhos. Santiago esta crescendo. Antes disso, mas agora o asfalto, motoristas mais afoitos, carros velozes. É quem atravessa as ruas atendendo o celular, expõe-se na faixa de pedestres sem avisar, atravessa mesmo ao sinal verde, pede parada fora da faixa. Às vezes, imagino que o pedestre aqui imagina o carro como uma extensão do corpo do motorista, que pode a qualquer momento reduzir a velocidade e parar. Não pensa que, na realidade, o motorista nunca tem o controle total do automóvel. Além disso, outros santiaguenses já alcançaram voos maiores e estão em cidades maiores, que não perdoam inocências, onde o trânsito é uma fera cruel. Melhor aprender a vencer a fera agora. Três ações ajudariam a nós pedestres da Terra do Poetas: 1) Não atravessar ao sinal verde; 2) Não atender o celular ao atrevessar a via; 3) e fazer o sinal com a mão antes de passar a passagem de pedestres. Enquanto isso, vou-me disciplinado como motorista e também pedestre desta cidade.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Visão 2D - O Condutor
Seria uma irresponsabilidade atingir todos os motoristas pelo mal de uns poucos. Mas para alguns condutores de Santiago, RS, é bonito ser feio. O que quero dizer com isto? Que ainda preserva em alguns poucos que o bom motorista é aquele que anda a 80km/h em uma via que não suporta 60km/h, que arranca no sinal e durante a madrugada faz pegas motivado por um som alto afoito. A população parece já ter se acostumado. Pelo menos eu, depois de um ano, já consigo dormir morando quase vizinho de um sinal com muito movimento, inclusive às madrugadas, uma façanha adaptativa do ser humano. Mas o fato é que os bons motoristas terminam pagando o pato dos maus que, no mínimo, para contê-los, a administração pública se vê na responsabilidade de sancionar “o trânsito” colocando obstáculos, quando não terminam sendo-lhes vítimas. O grande mal é esta ética invertida, o que ocorre aqui, ocorre em outros municípios também. Mas serve de alerta a quantidade de acidentes que ocorrem na área. Não tenho as estatísticas, mas creio serem muitos para uma cidade de 49 mil habitantes. E pensar que boa parte dos acidentes que vejo nos noticiários gaúchos, não ocorrem por colisão (pechada, acho que assim se escreve), mas por saírem da pista, em alta velocidade. Irresponsabilidade que mata. Devemos entender que o bom motorista dirige em baixa velocidade, respeita a sinalização, respeita o pedestre e está pronto para assumir seus erros. Sim, o bom motorista também erra. Eu mesmo confesso que já entrei umas duas vezes na contramão em ruas de Santiago, RS, e não foi por querer, pura falta de atenção, mas, com certeza, se um guarda me parrasse, prontamente assumira o erro de ser bisonho naquele momento. Assumir a nossa falibilidade no trânsito é uma prerrogativa para torná-lo melhor. Há um engano comum de que o automóvel é uma extensão do corpo. É uma alavanca útil, mas não é o sujeito que o guia. Com tempo de direção, todos nós terminamos nos sujeitando a isto. Para reverter este quadro, uma boa política educacional para o trânsito e fiscalização, inclusive à madrugadas, para punir os irresponsáveis.
domingo, 11 de março de 2012
Visão 1D - A Administração Pública
Em Santiago, RS, há alguns equívocos que eu consideraria cruciais que fossem resolvidos, basicamente relacionados à sinalização. A faixa de pedestres “zebrada” não pode ser seguida de outra faixa zebrada na passagem de um cruzamento, a que deve seguir após o cruzamento é uma faixa por duas paralelas. O pedestre ao atravessar deve observar o veículo que parou na faixa zebrada. Caso contrário, esperá-lo passar antes de cruzar a rua. Assim, acaba o problema da obrigatoriedade do condutor parar no meio do cruzamento. Outra, como sinalização errada não se executa, se, infelizmente, algum dia, um pedestre for machucado em uma faixa zebrada mal colocada, o condutor poderá safar-se juridicamente culpando a má sinalização.
Outro problema é a falta de lógica nas vias preferenciais. A Rua dos Poetas (Rua Venâncio Aires), por exemplo, é preferencial da Av. 7 de setembro até a Av. Tito Becon. A partir dali não é mais. Entende-se a importância arquitetônica que a rua tem para a cidade, mas o bom observador verá que o fluxo de veículos da Rua Getúlio Vargas e da Rua Benjamin Constant é maior do que aquelas em horários e dias de pico. Da Tito Beccon até a “Artilharia” (19º GAC), seguindo a Rua Venâncio Aires e adjacências, as ruas que se cruzam não têm qualquer relação lógica de preferenciais. Uma placa de PARE nos surpreende em uma quadra e em outra não. Entendendo a lógica do fluxo de veículos da cidade, na minha opinião, e creio estar certíssima, todas as ruas a oeste da Av. Pinheiro Machado deviam ser preferenciais. É logicamente inconcebível, por exemplo, que a Rua Mal. Deodoro não seja preferencial com a Rua Getúlio Vargas, mas que tenha preferência em relação à Rua Benjamin Constant. São pequenos detalhes que mudariam bastante a cara do trânsito aqui.
Tomando retorno à Rua dos Poetas, o ideal é que fosse transformada em um grande calçadão, deixando apenas as duas passagens da Benjamin Constant e da Getúlio Vargas. Não dá para relatar tudo, creio que já cansei o leitor com referências de ruas e questões espaciais difíceis de descrever. Mas, enfim, espero haver contribuído.
O Trânsito em Santiago: uma visão 3D
O trânsito é hoje um dos problemas sociais mais comentados no mundo. Em Santiago não chega a ser um grande problema da cidade, mas já incomoda. Se não solucioná-lo hoje, poderá tornar-se grande problema no futuro. Um grande equívoco é focá-lo como apenas um problema do condutor e esquecer o papel do poder público e do pedestre, o que nos propõe uma visão tridimensional, à princípio. É possível haver outras. Por hora, permaneçamos com a visão em 3D: a administração pública, condutor e pedestre como responsáveis pelo Trânsito.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Um visitante em Santiago
Antes de
titular este “post”, pensei em diversas versões da opção
acima: “Um extraterrestre em Santiago”, “Um visitante de outra
galáxia em Santiago” ou “Um visitante intergaláctico em
Santiago”. Finalmente decidi pelo que ali está, não um visitante
comum, ou aquele que está de passagem, simplesmente. Mas como aquele
visitante que vem de outro mundo e chega para quase ficar. A ideia
não é minha, pertence a Eric J. Hobsbawm* quando diz: “Suponha-se
que um dia, após uma guerra nuclear, um historiador intergaláctico
pouse em um planeta então morto para inquirir sobre as causas da
pequena e remota catástrofe registrada pelos sensores de sua
galáxia.” E assim vindo de outra galáxia, resolvi narrar minha
impressões sobre a cidade de Santiago, RS. Confesso que a vontade é
antiga, tive receio de ser mal interpretado, mas acho que os quase
dois anos vivendo como um cidadão da polis, pagando meus impostos
aqui e vivendo sob o estatuto da cidade, isso me confere o direito de
relatar e comentar algo sobre a vivência dessa urbe. Mostrar como
quem olha um jogo de xadrez estando fora do jogo, que normalmente vê
mais jogadas do que a dupla que ali está concentrada. Sou visitante,
desejo contribuir, venho e escrevo em paz.
*Nações e Nacionalismo desde 1780.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Governo brasileiro pode interceder pelo pastor iraniano
A ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (29) que o governo quer se certificar sobre os motivos da prisão do pastor iraniano Youssef Nadarkhani para então se posicionar formalmente sobre o caso.
Nadarkhani, 33, nasceu numa família muçulmana e se converteu ao cristianismo aos 19 anos. Ameaçado de execução por abandonar a fé, o caso ganhou destaque internacional. O governo iraniano, no entanto, afirma que ele foi condenado por crimes como estupro e ameaça à segurança nacional.
"Nós já temos feito contato com nosso embaixador no Irã - o Itamaraty também tem feito contato - para saber efetivamente qual é a causa da prisão, e levar os nossos posicionamentos sobre a defesa dos direitos humanos. (...) O ministro Patriota ficou, entre hoje e amanhã, de ter um relatório mais detalhado, e a gente tendo isso vai ter uma manifestação formal", afirmou a ministra pós participar de evento no Palácio do Planalto.
Segundo Gleisi, o Brasil não tem a "pretensão de ser intermediador" no caso. Na tarde de hoje, a ministra deve se reunir com congressistas evangélicos para tratar do assunto. A intenção dos parlamentares é que o Ministério das Relações Exteriores atue a favor de Nadarkhani.
Fonte: FOLHA
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Estação da Vida
Cidades diversas têm como símbolo fundante uma Estação de trem. A mim coincidentemente coube morar em duas, em Nova Cruz, RN, cidade de meu pai conde cresci e vivi, e em Santiago, RS, onde agora resido. As estações, ambas sem operação, sintetizam o que cada cidade é, locus de encontros e despedidas. Santiago e Nova Cruz são assim como é a vida; a estação é assim como é a vida. Uns vão, outros vêm.
Para o observador da estação, uns chegam para ficar; outros vão para nunca mais voltar; alguns partem, mas querem ficar; e outros chegam para olhar, somente. Todos nós estamos assim na vida, em uma viagem, e com uma missão. Não somos passageiros sozinhos, ninguém passa despercebidamente. Ninguém viaja sem propósito, ainda que seja para olhar, somente.
O observador sentado no banco da estação, pode observar além dos passageiros, no trem da vida há um Maquinista muitas vezes desconhecido, imperceptível.
Na grande viagem da vida, e nas pequeninas, Deus conduz-nos a algum lugar para que cumpramos Sua vontade. Sempre com um propósito, ainda que seja para olhar outros. "O trem que chega é o mesmo trem de partida."
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Felicidade...
Ainda que não se admita, todos de alguma maneira buscam a felicidade; querer paz, bem-estar e qualidade de vida são formas de buscá-la. Nesta busca, há alguns equívocos, como achar que ela está em fatores externos como bens materiais e pessoas; complementam, mas não são a causa da felicidade. A felicidade está na simplicidade, nas coisas pequenas da vida, em olhar a imagem de Deus no ser humano, está no que realizamos não somente para nós, mas para com outrem. Não é um sonho inalcançável. É uma conquista da alma. Por Deus, se alguém não encontrá-la em si mesmo, será inútil buscá-la em outro lugar.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Ao que se atribui, Mário Quintana estava errado...
O segredo para cuidar bem de seu jardim é mandar as borboletas embora para que não se encha de lagartas e as flores possam brotar.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Estudante de igreja batista regular do Acre é selecionada para os Jovens Embaixadores de 2012
| Estudante acreana é selecionada para os Jovens Embaixadores de 2012 |
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Dia da Reforma Protestante
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Insatisfação
A mais comum patologia do espírito é a insatisfação. Inquietude e ativismo inútil são produtos da insatisfação. Acompanham-nas a indecisão e a incapacidade de fazer escolhas definitivas. O inquieto, o insatisfeito, não se realiza na vida pública e também não se realiza na vida privada, interioriza as suas próprias pulsões negativas e vive a perseguir toda e qualquer novidade. É uma forma de buscar esquecer de si mesmo logo que se descobre. São sintomas dessa doença: as viagens sem destino.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Artigo "O fator religioso e sua participação para assegurar a segurança da nação e a defesa da sociedade"
Palestra proferida por David Gorodovits na Escola Superior de Guerra.
Texto publicado no Jornal ALEF, da comunidade judaica
“Sonhar um sonho impossível” (versão livre de “To dream an impossible dream”, do musical “The man of La Mancha”)
Sonhar mais um sonho impossível,
Lutar, quando é fácil ceder
Vencer um inimigo imbatível
Negar, quando a regra é vender.
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar no limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão.
Não importa saber se é terrível demais,
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de Paz
E se amanhã ,este chão que eu beijei
For meu leito final.
Saberei que valeu
Delirar e morrer de paixão.
Porque assim , seja lá como for,
Um dia, vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do infinito chão.
Porque escolhi as palavras deste poema para iniciar meu pronunciamento? Tentarei explicar. O dia da Independência de Israel, ou seja, o dia da proclamação do Estado de Israel, ocorre segundo o calendário religioso judaico de 5 de Iyar, que corresponde do calendário corrente a 15 de maio. Além de todas as celebrações cívicas, serviços religiosos são também conduzidas nesta data, com a recitação de salmos de louvor e agradecimento ao Eterno, pela transformação em realidade do sonho de 2000 anos de retorno a Terra Prometida. A concretização deste sonho, logo após a tragédia do Holocausto, nos conduz a pensar numa profecia de Ezekiel, que transcrevemos abaixo:
Ezequiel Capitulo 37
E pousou sobe mim a mão do Eterno e ela me transportou em espírito e me colocou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez passar por entre eles; eis que eram muito numerosos no grande vale e estavam completamente secos. E me perguntou: “Ó filho do homem! Porventura poderão estes ossos viver?” e eu respondi: “Só Tu o sabes ò Eterno”.Então me disse: “Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ó ossos secos! Ouvi a palavra do Eterno!” Assim disse o Eterno Deus a estes ossos: “Eis que porei alento em vós e vivereis!. E porei sobre vós nervos, farei crescer sobre vós carne, vos infundirei alento e vivereis; e sabereis que Eu sou o Eterno.”E profetizei conforme me fora ordenado, e quando profetizava ouvi um estrondo; houve uma grande comoção, e os ossos começaram a se unir, osso com osso. E observei que surgiam nervos sobre eles, e a seguir surgiu a carne, e foram cobertos de pele, mas neles não havia alento.Então Ele me disse: “Profetiza ao alento! Profetiza filho do homem, e diz: Assim disse o Eterno Deus: Vem dos 4 ventos, ó alento, entra nestes mortos para que vivam” E profetizei como Ele havia ordenado e o alento veio a eles e viveram, e se puseram sobre seus pés, constituindo um exercito imenso.E ele me disse: “Ó filho do homem! Esses ossos são toda a casa de Israel! Eis que dizem: Secos estão nossos ossos e perdida esta nossa esperança. Estamos totalmente acabados. Portanto profetiza e diz-lhes: Assim disse o Eterno Deus: Eis que abrirei os vossos sepulcros e de lá vos tirarei, ó Povo Meu, e vos trarei a terra de Israel! E sabereis que Eu sou o Eterno quando tiver aberto vossas tumbas e vos tiver feito sair de vossos sepulcros, ó povo Meu. Porei em vós o Meu espírito e vivereis, e vos porei em vossa proporia terra e sabereis que Eu o Eterno assim determinei e farei cumprir”.
Os sobreviventes do Holocausto, mais cadáveres que seres viventes, pareciam realmente mortos retirados de suas tumbas. Foram conduzidos através da Europa, para seguir para a terra de Israel, mas ainda tiveram que sofrer a internação em novos campos de concentração em Chipre, impedidos que estavam pela marinha da potencia mandatária. A Inglaterra tinha recebido da Liga das Nações mandato de administração sobre a Palestina, de desembarcar na terra prometida. Mesmo assim chegaram a Israel a tempo de participar da Guerra da Independência em 1948. Não será este, um milagre que ocorreu em nossa geração, da mesma dimensão dos que pontilham a estória Bíblica?
Assinar:
Postagens (Atom)





