Segunda-feira, voltava pela rua dos poetas ao QG logo após verificar preparativos para a Páscoa dos Militares em Santiago, RS. No cruzamento da Getúlio Vargas com a Deodoro, um gringo pelo duro dirigindo um Celta prata avança a faixa de pedestres e quase atropela um índio que instantaneamente propala imprecações e palavrões. O gringo pára e retruca de fazer chover saliva. O pedestre quase vítima, quase acidente, aproveitando-se da oportunidade, do motorista sentado, trancado e sob o cinto de segurança, desfere dois ou três golpes em forma de soco; nova discussão. Fardado, meto-me no meio quase que instintivamente, peço para pararem a briga:: “está bom, vamos embora." O gringo acelera e sai com essa: “negro de merda.” O índio grita: "repita!" E o gringo: “negro de merda.” E enfim, o índio diz: “eu vou te pegar.” Só pensei no momento, não racionei pegar a placa do automóvel, também fiquei nervoso e a adrenalina a mil naquele momento. Três erros cometidos em questão de segundos: uma transgressão de trânsito por falta de atenção, agressão física e preconceito racial. Todos errados.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A aula depois da guerra
FONTE: REVISTA EDUCAÇÃO
Estevan Muniz (texto e imagens)
No ano em que completa duas décadas de paz, Moçambique se vê em meio a outra batalha: a reconstrução de seu sistema educacional
Estevan Muniz (texto e imagens)
| A Escola Comunitária de Magude, na periferia de Maputo, está localizada no bairro Luiz Cabral (conhecido como Drenagem, por estar próximo ao dreno do rio Matola). A região é imprópria para moradia. Ali, não há saneamento básico. O sistema de saúde e a rede de energia também são precários |
Moçambique completa duas décadas de paz neste ano. Após dez anos de Guerra de Independência contra Portugal e mais 16 de guerra civil, o país africano, um dos 20 mais pobres do mundo, com o quarto pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), encontra-se em fase de reconstrução. Durante os últimos anos, seu sistema educacional passou por uma grande expansão: hoje, mais de 90% das crianças estão matriculadas no ensino primário (equivalente ao ensino fundamental brasileiro), segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e cerca de 12 milhões de crianças estudam em salas apropriadas. Apesar das conquistas, a incapacidade de abrigar de forma eficaz o grande número de estudantes, a insuficiência de professores, a falta de formação de boa parte deles e a ausência de uma política de educação infantil indicam que o cenário ainda é desafiador.
sábado, 12 de maio de 2012
Gen Bini exorta para que os militares quebrem a Lei do Silêncio
LEI DO SILÊNCIO
Romulo Bini Pereira - O Estado de S.Paulo
Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.
Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável. Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia. Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.
Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.
No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade. De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo. Os seus defensores - alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário - já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.
No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo. Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro. Os diversos delitos cometidos - assassinatos, atentados, roubos e sequestros - também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a "derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado", e não uma democracia, como apregoam seus defensores. Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.
domingo, 22 de abril de 2012
Quixote - Vão-se os livros e ficam os textos
"— Tão rigorosa talvez que o seja — respondeu o nosso D. Quixote — porém tão necessária, duvido muito; porque, se se há-de dizer toda a verdade, não faz menos o soldado que executa o que lhe manda o capitão, do que o próprio capitão, que lho ordena. Venho a dizer que os religiosos, com toda a paz e sossego, pedem ao céu o bem da terra; e nós, os soldados e cavaleiros, executamos o que eles só requerem, porque a defendemos com o valor do nosso braço, e ao fio da nossa espada, não debaixo de teto, mas em campo descoberto, oferecidos em alvo aos insofridos raios do sol do verão, e aos arrepiados gelos do inverno. Deste modo, somos ministros de Deus na terra, e braço pelo qual se executa no mundo a sua justiça. E como as coisas da guerra, e as concernentes a elas, não se podem pôr em execução senão suando, cansando, e trabalhando excessivamente, segue-se que os que a professam têm sem dúvida maior trabalho que os outros, que em sossegada paz estão pedindo a Deus que favoreça aos que podem pouco. Não quero eu dizer (nem pelo pensamento me passa) que é tão bom estado o de cavaleiro andante, como o de religioso na sua clausura; só quero inferir que isto que eu padeço é sem comparação mais trabalhoso e aperreado, mais faminto e sedento, miserável, roto, e bichoso, pois é certíssimo que os cavaleiros andantes passados contavam muitas aventuras ruins no decurso de suas vidas, e, se alguns chegavam a ser Imperadores, pelo esforço do seu braço, à fé que bastante suor e sangue lhes custou; e se àqueles, que a tais graus subiram, houvessem faltado encantadores e sábios para os ajudarem, bem defraudados teriam ficado de suas esperanças."
(D. Quixote, Cervantes)
terça-feira, 10 de abril de 2012
Introdução ao Salmo 119
O maior salmo acróstico
da Bíblia e também seu maior capítulo é uma coleção de
observações da Palavra de Deus e seus preceitos. Todos os versos
tratam das escrituras pela exposição de sinônimos, hipônimos e
hiperônimos. Um acróstico do alfabeto hebraico, cada conjunto de
oito versos é contemplado com uma letra hebraica; vinte e oito
conjuntos, portanto. A massorá denomina este salmo como o Grande
Alfabeto. A composição acróstica tem por objetivo facilitar sua
memória e cantilação. Todo conjunto é uma demonstração
fervorosa do salmista pela Palavra de Deus.
O secular alfabeto
hebraico é consonantal. Durante a idade média, os massoretas
acrescentaram os sinais vocálicos a fim de que a fonética de língua
não fosse perdida. Mesmo assim, até o penúltimo século, a
pronúncia da língua restringia-se a uns pouquíssimos eruditos
judeus, até ganhar força com o moimento sionista e a restauração
do estado de Israel.
Dividindo o salmo em
outros capítulos, temos a seguinte proposta:
CAPÍTULO 1 – Álefe,
as bem-aventuranças da Palavra de Deus; vs. 1-8.
CAPÍTULO 2 – Beit,
Guardo a tua Palavra; vs. 9-16.
CAPÍTULO 3 – Guímel,
Abre meus olhos; vs. 17-24.
CAPÍTULO 4 – Dálet,
Ajuda-me a compreender; vs. 25-32.
CAPÍTULO 5 – Hê,
Dá-me entendimento; vs. 33-40.
CAPÍTULO 6 – Waw,
Anunciarei as tuas ordens; vs. 41-48.
CAPÍTULO 7 – Zayin,
No sofrimento, eu fui consolado; vs. 49-56.
CAPÍTULO 8 – Hêt,
De todo coração, eu te peço; vs. 57-64.
CAPÍTULO 9 – Têt,
Eu andava errado; vs. 65-72.
CAPÍTULO 10 – Yôd,
Peço que o teu amor me console; vs. 73-80.
CAPÍTULO 11 – Caf,
Sou tão inútil; vs. 81-88.
CAPÍTULO 12 – Lâmed,
A tua fidelidade permanece; vs. 89-96.
CAPÍTULO 13 – Mem,
Eu te amo, Senhor; vs. 97-104.
CAPÍTULO 14 – Nûn,
Na Tua Luz; vs. 105-112.
CAPÍTULO 15 – Samek,
Dá-me Forças; vs. 113-120.
CAPÍTULO 16 – Ayin,
Age, Senhor; vs. 121-128.
CAPÍTULO 17 – Pê,
Minhas lágrimas como um rio; vs. 129-136.
CAPÍTULO 18 – Tsade,
Os sofrimentos e a ansiedade me atingem; vs. 137-144.
CAPÍTULO 19 – Qof,
Responde-me, Senhor; vs. 145-152.
CAPÍTULO 20 – Resh,
Defende a minha causa; vs. 153-160.
CAPÍTULO 21 –
Sin/Shin, Eu te louvo; vs. 161-178.
CAPÍTULO 22 – Tav,
Meu grito de socorro; vs. 169-176.
domingo, 8 de abril de 2012
A Páscoa me fez lembrar
Hoje é domingo de
Páscoa, lembrei do Cristo, mas lembrei de quem o Cristo me fez
lembrar. Por alguma razão, lembrei de Ivo Maia, amigo/irmão do qual
perdi contatos. Ivo segregou-se, o que sempre soube ser/fazer.
Conheci este ser humano ainda no fervor de minha conversão a Cristo.
Ivo, permita-me repetir diversas vezes o nome, chegara em Ceará-Mirim
oriundo de Catolé do Rocha com uma grande missão, implantar o casa
de recuperação a dependentes de drogas; e assim o fez. Ivo fundou a
Casa de Assistência Espiritual a Dependentes de Drogas – CAEDD em
Ceará-Mirim. Obra pela qual Ivo dedicou e sacrificou boa parte de
sua vida e família, até mesmo uma cadela vira-lata sabida que
levava e trazia recados de casa quando ter uma linha telefônica era
coisa de granfinos. Como sempre visitava a CAEDD e conversava com Ivo
por horas a fio, eu sabia das dificuldades que passava, a vida de
semi mendicância que levou tinha um ideal, Ivo havia sido liberto do
cárcere das drogas por Jesus e a única coisa que desejava na vida
era ver outros jovens também livres das drogas. Um dos passatempos
do desencarcerado era, dentro das diversas terapias que realizava na
casa, pintar e exercitar as artes plásticas. Vi Ivo pintar de
plantas proféticas, ao tabernáculo e à Santa Ceia; razão também
porque dele lembrei. Por ironia da vida, sem apoio material, que já
era escasso, e também espiritual, Ivo Maia abandonou o ideal e saiu
perambulando por aí, por motivos diversos. Mas eu sabia onde encontrá-lo, sempre que queria vê-lo,
ia para frente do Banco do Brasil no centro da cidade em Natal, Ivo
estava lá, expondo suas novas pinturas, a nova razão que encontrou
para viver, expor a vida pela arte, matéria em que já era perito.
Eu fui embora, sem muito ter visto depois o irmão Ivo. Sei onde
encontrá-lo ainda hoje no Beco das Cores, beco que ele assim
denominou e morada fez.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Vida cristã
Um dos grandes erros da vida cristã é achar que ela esta dissociada da vida normal. No dia a dia, não precisas acordar pela manhã e perguntar se é a vontade de Deus para escovar os dentes, não é mais santo pensar no Pão da Vida do que no pão dos seus filhos. Deus quer que a vida real seja exclusiva sendo inclusiva Nele, e não uma ficção ou utopia do não manuseies isto ou não toques naquilo. Pois, uma vez salvos, regenerados e resgatados, o propósito de Deus através de Jesus Cristo cumpre-se em nós, como em Adão, em governar a criação. Louvar é apenas pequena parte do trabalho que realizamos, porque tudo que fazemos é adoração. Bater com enxada na terra durante o dia, reconhecendo que é Ele que a faz produzir o pão, tem mais valia do que os lábios, por vezes mentirosos, que o louvam à noite. O Viver cristão é viver o melhor possível a vida que Deus nos deu como um retrato da Vida Eterna. É entender que Cristo nos satisfaz e nada mais é preciso.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Visão 3D - O Pedestre
O pedestre de Santiago, o cidadão santiaguense, é em tudo muito inocente. E, assim como, não há nada porque lhe possa culpar, mas senão abrir-lhe os olhos. Santiago esta crescendo. Antes disso, mas agora o asfalto, motoristas mais afoitos, carros velozes. É quem atravessa as ruas atendendo o celular, expõe-se na faixa de pedestres sem avisar, atravessa mesmo ao sinal verde, pede parada fora da faixa. Às vezes, imagino que o pedestre aqui imagina o carro como uma extensão do corpo do motorista, que pode a qualquer momento reduzir a velocidade e parar. Não pensa que, na realidade, o motorista nunca tem o controle total do automóvel. Além disso, outros santiaguenses já alcançaram voos maiores e estão em cidades maiores, que não perdoam inocências, onde o trânsito é uma fera cruel. Melhor aprender a vencer a fera agora. Três ações ajudariam a nós pedestres da Terra do Poetas: 1) Não atravessar ao sinal verde; 2) Não atender o celular ao atrevessar a via; 3) e fazer o sinal com a mão antes de passar a passagem de pedestres. Enquanto isso, vou-me disciplinado como motorista e também pedestre desta cidade.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Visão 2D - O Condutor
Seria uma irresponsabilidade atingir todos os motoristas pelo mal de uns poucos. Mas para alguns condutores de Santiago, RS, é bonito ser feio. O que quero dizer com isto? Que ainda preserva em alguns poucos que o bom motorista é aquele que anda a 80km/h em uma via que não suporta 60km/h, que arranca no sinal e durante a madrugada faz pegas motivado por um som alto afoito. A população parece já ter se acostumado. Pelo menos eu, depois de um ano, já consigo dormir morando quase vizinho de um sinal com muito movimento, inclusive às madrugadas, uma façanha adaptativa do ser humano. Mas o fato é que os bons motoristas terminam pagando o pato dos maus que, no mínimo, para contê-los, a administração pública se vê na responsabilidade de sancionar “o trânsito” colocando obstáculos, quando não terminam sendo-lhes vítimas. O grande mal é esta ética invertida, o que ocorre aqui, ocorre em outros municípios também. Mas serve de alerta a quantidade de acidentes que ocorrem na área. Não tenho as estatísticas, mas creio serem muitos para uma cidade de 49 mil habitantes. E pensar que boa parte dos acidentes que vejo nos noticiários gaúchos, não ocorrem por colisão (pechada, acho que assim se escreve), mas por saírem da pista, em alta velocidade. Irresponsabilidade que mata. Devemos entender que o bom motorista dirige em baixa velocidade, respeita a sinalização, respeita o pedestre e está pronto para assumir seus erros. Sim, o bom motorista também erra. Eu mesmo confesso que já entrei umas duas vezes na contramão em ruas de Santiago, RS, e não foi por querer, pura falta de atenção, mas, com certeza, se um guarda me parrasse, prontamente assumira o erro de ser bisonho naquele momento. Assumir a nossa falibilidade no trânsito é uma prerrogativa para torná-lo melhor. Há um engano comum de que o automóvel é uma extensão do corpo. É uma alavanca útil, mas não é o sujeito que o guia. Com tempo de direção, todos nós terminamos nos sujeitando a isto. Para reverter este quadro, uma boa política educacional para o trânsito e fiscalização, inclusive à madrugadas, para punir os irresponsáveis.
domingo, 11 de março de 2012
Visão 1D - A Administração Pública
Em Santiago, RS, há alguns equívocos que eu consideraria cruciais que fossem resolvidos, basicamente relacionados à sinalização. A faixa de pedestres “zebrada” não pode ser seguida de outra faixa zebrada na passagem de um cruzamento, a que deve seguir após o cruzamento é uma faixa por duas paralelas. O pedestre ao atravessar deve observar o veículo que parou na faixa zebrada. Caso contrário, esperá-lo passar antes de cruzar a rua. Assim, acaba o problema da obrigatoriedade do condutor parar no meio do cruzamento. Outra, como sinalização errada não se executa, se, infelizmente, algum dia, um pedestre for machucado em uma faixa zebrada mal colocada, o condutor poderá safar-se juridicamente culpando a má sinalização.
Outro problema é a falta de lógica nas vias preferenciais. A Rua dos Poetas (Rua Venâncio Aires), por exemplo, é preferencial da Av. 7 de setembro até a Av. Tito Becon. A partir dali não é mais. Entende-se a importância arquitetônica que a rua tem para a cidade, mas o bom observador verá que o fluxo de veículos da Rua Getúlio Vargas e da Rua Benjamin Constant é maior do que aquelas em horários e dias de pico. Da Tito Beccon até a “Artilharia” (19º GAC), seguindo a Rua Venâncio Aires e adjacências, as ruas que se cruzam não têm qualquer relação lógica de preferenciais. Uma placa de PARE nos surpreende em uma quadra e em outra não. Entendendo a lógica do fluxo de veículos da cidade, na minha opinião, e creio estar certíssima, todas as ruas a oeste da Av. Pinheiro Machado deviam ser preferenciais. É logicamente inconcebível, por exemplo, que a Rua Mal. Deodoro não seja preferencial com a Rua Getúlio Vargas, mas que tenha preferência em relação à Rua Benjamin Constant. São pequenos detalhes que mudariam bastante a cara do trânsito aqui.
Tomando retorno à Rua dos Poetas, o ideal é que fosse transformada em um grande calçadão, deixando apenas as duas passagens da Benjamin Constant e da Getúlio Vargas. Não dá para relatar tudo, creio que já cansei o leitor com referências de ruas e questões espaciais difíceis de descrever. Mas, enfim, espero haver contribuído.
O Trânsito em Santiago: uma visão 3D
O trânsito é hoje um dos problemas sociais mais comentados no mundo. Em Santiago não chega a ser um grande problema da cidade, mas já incomoda. Se não solucioná-lo hoje, poderá tornar-se grande problema no futuro. Um grande equívoco é focá-lo como apenas um problema do condutor e esquecer o papel do poder público e do pedestre, o que nos propõe uma visão tridimensional, à princípio. É possível haver outras. Por hora, permaneçamos com a visão em 3D: a administração pública, condutor e pedestre como responsáveis pelo Trânsito.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Um visitante em Santiago
Antes de
titular este “post”, pensei em diversas versões da opção
acima: “Um extraterrestre em Santiago”, “Um visitante de outra
galáxia em Santiago” ou “Um visitante intergaláctico em
Santiago”. Finalmente decidi pelo que ali está, não um visitante
comum, ou aquele que está de passagem, simplesmente. Mas como aquele
visitante que vem de outro mundo e chega para quase ficar. A ideia
não é minha, pertence a Eric J. Hobsbawm* quando diz: “Suponha-se
que um dia, após uma guerra nuclear, um historiador intergaláctico
pouse em um planeta então morto para inquirir sobre as causas da
pequena e remota catástrofe registrada pelos sensores de sua
galáxia.” E assim vindo de outra galáxia, resolvi narrar minha
impressões sobre a cidade de Santiago, RS. Confesso que a vontade é
antiga, tive receio de ser mal interpretado, mas acho que os quase
dois anos vivendo como um cidadão da polis, pagando meus impostos
aqui e vivendo sob o estatuto da cidade, isso me confere o direito de
relatar e comentar algo sobre a vivência dessa urbe. Mostrar como
quem olha um jogo de xadrez estando fora do jogo, que normalmente vê
mais jogadas do que a dupla que ali está concentrada. Sou visitante,
desejo contribuir, venho e escrevo em paz.
*Nações e Nacionalismo desde 1780.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Governo brasileiro pode interceder pelo pastor iraniano
A ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (29) que o governo quer se certificar sobre os motivos da prisão do pastor iraniano Youssef Nadarkhani para então se posicionar formalmente sobre o caso.
Nadarkhani, 33, nasceu numa família muçulmana e se converteu ao cristianismo aos 19 anos. Ameaçado de execução por abandonar a fé, o caso ganhou destaque internacional. O governo iraniano, no entanto, afirma que ele foi condenado por crimes como estupro e ameaça à segurança nacional.
"Nós já temos feito contato com nosso embaixador no Irã - o Itamaraty também tem feito contato - para saber efetivamente qual é a causa da prisão, e levar os nossos posicionamentos sobre a defesa dos direitos humanos. (...) O ministro Patriota ficou, entre hoje e amanhã, de ter um relatório mais detalhado, e a gente tendo isso vai ter uma manifestação formal", afirmou a ministra pós participar de evento no Palácio do Planalto.
Segundo Gleisi, o Brasil não tem a "pretensão de ser intermediador" no caso. Na tarde de hoje, a ministra deve se reunir com congressistas evangélicos para tratar do assunto. A intenção dos parlamentares é que o Ministério das Relações Exteriores atue a favor de Nadarkhani.
Fonte: FOLHA
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Estação da Vida
Cidades diversas têm como símbolo fundante uma Estação de trem. A mim coincidentemente coube morar em duas, em Nova Cruz, RN, cidade de meu pai conde cresci e vivi, e em Santiago, RS, onde agora resido. As estações, ambas sem operação, sintetizam o que cada cidade é, locus de encontros e despedidas. Santiago e Nova Cruz são assim como é a vida; a estação é assim como é a vida. Uns vão, outros vêm.
Para o observador da estação, uns chegam para ficar; outros vão para nunca mais voltar; alguns partem, mas querem ficar; e outros chegam para olhar, somente. Todos nós estamos assim na vida, em uma viagem, e com uma missão. Não somos passageiros sozinhos, ninguém passa despercebidamente. Ninguém viaja sem propósito, ainda que seja para olhar, somente.
O observador sentado no banco da estação, pode observar além dos passageiros, no trem da vida há um Maquinista muitas vezes desconhecido, imperceptível.
Na grande viagem da vida, e nas pequeninas, Deus conduz-nos a algum lugar para que cumpramos Sua vontade. Sempre com um propósito, ainda que seja para olhar outros. "O trem que chega é o mesmo trem de partida."
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Felicidade...
Ainda que não se admita, todos de alguma maneira buscam a felicidade; querer paz, bem-estar e qualidade de vida são formas de buscá-la. Nesta busca, há alguns equívocos, como achar que ela está em fatores externos como bens materiais e pessoas; complementam, mas não são a causa da felicidade. A felicidade está na simplicidade, nas coisas pequenas da vida, em olhar a imagem de Deus no ser humano, está no que realizamos não somente para nós, mas para com outrem. Não é um sonho inalcançável. É uma conquista da alma. Por Deus, se alguém não encontrá-la em si mesmo, será inútil buscá-la em outro lugar.
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