O brasileiro, como povo, é tão mal educado, anestesiado de sua condição ignorante, que tragédias na Educação não têm importância alguma. Um verdadeiro escândalo fora da mídia foi revelado pelo Censo Escolar, caiu a quantidade de escolas de 2001 a 2011. Estaduais e municipais são as que mais fecharam. O Censo Escolar mostra que em 2011 o Brasil tem 11% a menos de escolas do que em 2001. Em 2001, eram 218.383 e em 2011, 193.047 escolas. No período, o número de escolas federais dobrou, com ênfase no ensino superior, enquanto que as de ensino base estão sumindo. De 2000 a 2010, a população brasileira cresceu 21 milhões/hab e perdeu 25.336 escolas. O Brasil aumentou mais de 11% e, como dito acima, perdeu 11% de escolas. Em uma década, o Brasil fechou 7 (sete) escolas por dia. Os dados do Censo Escolar estão no site do INEP.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
Steven Naifeh: “Van Gogh provavelmente não se matou”
Depois de examinar milhares de documentos, escritor Steven Naifeh reconstrói a vida do pintor holandês e diz que ele nunca desejou o suicídio
GUILHERME PAVARIN
É provável que Vincent Van Gogh (1853 — 1890) não tenha se suicidado. A tese é dos escritores Steven Naifeh e Gregory White, autores da biografia Van Gogh: A Vida(Companhia das Letras, 1080 páginas, R$ 79,50), que chega dia 5 de dezembro às livrarias brasileiras.
A base do argumento dos biógrafos é que o holandês, influenciado pela sua criação calvinista, achava o suicídio uma “covardia moral”. A expressão estaria em cartas inéditas descobertas pelos autores. Segundo o próprio Van Gogh teria escrito, ainda que atormentado e imerso em melancolia, ele nunca cogitou acabar com a própria vida.
A versão que se tornou aceita, a de um tiro disparado contra si mesmo, nunca pôde ser confirmada. Evidências como a arma do crime jamais foram encontradas. Mas diante de um Van Gogh deprimido, de péssima aparência — sem a maioria dos dentes — e tomado por crises depressivas, parecia plausível que se suicidaria em 1890. O boato se espalhou pela Holanda, depois pela Europa. Anos mais tarde, o livro Sede de Viver (1934) e sua adaptação cinematográfica (1956) popularizaram Van Gogh como um suicida pelo mundo.
Naifeh e White acreditam num disparo acidental. A hipótese deles é que o tiro tenha ocorrido após uma briga entre o pintor e René Secrétan, um estudante de 16 anos, a cerca de 1,5 km da pousada. Visto sempre fantasiado de caubói, Secrétan andava com um revólver que usava para caçar pássaros, emprestado por Gustave Ravoux, o dono da pousada — e quem espalhou a notícia de suicídio. O garoto, conforme consta em entrevistas recuperadas, adorava azucrinar o pintor. No dia do acidente, um Van Gogh bêbado teria encontrado com o garoto e, depois de acalorada discussão, teria ocorrido a tragédia. “Na comunidade científica a descoberta foi recebida muito bem”, diz Steven Naifeh a ÉPOCA.
Destaque nos Estados Unidos desde seu lançamento oficial, em outubro de 2011, o livro é resultado de mais de 10 anos de pesquisa por documentos históricos acerca da vida do artista. Contando com a ajuda de onze tradutores e um sistema que digitalizou cartas inéditas em posse do Museu Van Gogh, os autores conseguiram reconstruir, “minuto a minuto”, a consciência do artista, como um romance.
Naifeh fala a ÉPOCA sobre o processo de pesquisa, explicita as dificuldades de escrever e comenta algumas das passagens do livro.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Uma Bênção
Hodiernamente, a maioria das pessoas desejam uma vida abençoada como sinônimo pragmático de uma vida à parte de problemas, materialmente próspera e incondicionalmente feliz. As Escrituras são fartas de textos provas sobre o assunto. Nela, Deus promete uma vida abençoada, mas não exclui que tenhamos dificuldades, elas entram no progresso da bênção. Antes de tudo, em lugar de buscar exclusivamente uma bênção que nos torna abençoados, bastante é egoísta, portanto, devemos ser bênção na vida de outrem. Significa basicamente permitir que a graça de Deus nos envolva e com ela dar alívio ao cansado, direcionar o perdido, utilizando sempre os talentos, dons, e inteligência em favor do próximo. Todos aqueles que receberam bênçãos foram bênção na vida de outras pessoas. A ordem não é buscar ser abençoado, mas "Sê tu uma bênção!" (Gn 12:2)
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
“Chega de igualdade! Mulher não dá para ser soldado!” – diz capitã dos Marines
Luis Dufaur
“Mulher nunca deveria ser soldado de infantaria”, escreveu a capitã dos Marines Katie Petrônio na revista“Marine Corps Gazette”, segundo informou a agência LifeSiteNews.
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| “Chega disso! Nós não fomos criados todos iguais” |
“Mulher nunca deveria ser soldado de infantaria”, escreveu a capitã dos Marines Katie Petrônio na revista“Marine Corps Gazette”, segundo informou a agência LifeSiteNews.
No artigo intitulado “Chega disso! Nós não fomos criados todos iguais”, a capitã defende que a anatomia feminina não é capaz de resistir às asperezas de uma longa carreira militar que envolve operações de infantaria.
Ela adverte que os Fuzileiros Navais (Marines) vão sofrer “um aumento colossal no número de mulheres incapacitadas e obrigadas a concluir sua carreira por causas médicas”.
Katie Petronio se baseia na experiência pessoal, adquirida em situação de combate. Esta acabou lhe causando sérios danos físicos, malgrado um promissor começo na elite da oficialidade da arma.
A capitã escreveu que “preenchia todas as condições” para ser uma mulher-soldado ideal quando começou a carreira. “Eu era uma estrela no hóquei sobre gelo no Bowdoin College, pequena escola de elite em Maine, com um título em Direito e Administração”.
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| “Cinco anos depois, eu não sou a mulher que uma vez fui” |
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Santiago sem Água por Nocaute Técnico
A Vida é o bem mais precioso e a água é o bem mais precioso da vida. Biologicamente falando, sem água nega-se a vida. Como nordestino, filho de pais nordestinos, no sertão, comumente sem água ou com pouca, aprendemos a dizer não, ver a morte sem chorar. Na situação em que se encontra a barragem por estes lados do boqueirão, em qualquer região da seca, seu fornecimento já teria sido suspendido. E seria a imagem, a entrada comumente de carros-pipas, flagelados com suas latas e reservatórios à mão, a fila para pegar água. Isso depois do racionamento que antecederia em 1 (um) ano a previsão de término do fornecimento de água. Mas na Terra dos Poetas ditosos, ainda há a ilusão de que existe, água, que pode chover, que pode... Tecnicamente, santiaguenses, a água acabou. Vamos reconhecer, repetindo, a água acabou.
Há um mês estive lá duas vezes de bicicleta, sozinho, vi que estava ruim. Há quinze dias estive lá com meus filhos, duas ou três famílias visitavam e estava pior. Hoje fui com toda a família, fiquei chocado, mal consegui estacionar o veículo, havia uma multidão de romeiros gaúchos para constatar um milagre ao contrário, de como a sua água acabou, a água acabou. Depois de dois ou três acenos, não mais prossegui visitar, dei volta, a água acabou, a água acabou, a água acabou... fiquei com este mantra. Acabou por nocaute técnico, basta fazer a relação de consumo da população e de vazão do reservatório. E, o principal, aquilo não é água, é lama, não serve mais para consumo. Paradoxalmente, serve somente para lavar carros e calçadas. A barragem foi ao barro.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
O futuro mundo de nossas crianças
O mundo está mudando. Na cultura global, o futuro de nossas crianças, com certo grau de certeza, poderá ser completamente diferente do que imaginamos hoje. Basta que analisemos as mudanças demográficas que já vivemos no mundo hoje.
Para que uma determinada cultura seja mantida por mais de 25 (vinte e cinco) anos, requere-se que a taxa de natalidade seja mais de 2.11 crianças por família (c.f.) . Menor do que isso, a cultura já estará em sua posição descendente. Historicamente, nenhuma cultura sobreviveu a uma taxa de 1.9 c.f. e é impossível de reverter uma taxa de 1.3 c.f. Seriam necessários de 80 a 100 anos para corrigir este problema, todavia não há modelo econômico que sustente a cultura por esse tempo.
Em outras palavras, se dois casais procriam apenas filhos únicos, tem-se 1/5 (a metade) de filhos que havia de pais. E se estes filhos tiverem apenas um filho, haverá 1/4 (um quarto) de pessoas. Os netos serão 25% da quantidade de avós. Se nascessem apenas 1 milhão de pessoas em 2012, seria muito difícil ter dois milhões de adultos na força de trabalho em 2032.
Enquanto a população encolhe, a mesma coisa acontece com a cultura. Observe as taxas de natalidade dos seguintes países: França, 1,8; Inglaterra, 1,6; Alemanha, 1,3; Grécia, 1,3; Itália, 1,2; Espanha, 1,1. Coincidentemente, os países em crise na Europa hoje.
Em todos os 31 países da União Europeia, a taxa de natalidade é de 1,38. Pesquisas demonstram que já é impossível reverter este quadro. Em alguns anos, a Europa como conhecemos hoje, deixará de existir. Apesar disso, a população da Europa não está declinando. E por quê? Devido a imigração, especificamente, a imigração islâmica. De todo aumento populacional da Europa, 90% deve-se à imigração islâmica.
Na França, a taxa de natalidade das famílias naturais são de 1,8, mas nas famílias islâmicas é de 8,1. No sul da França, já há maior número de mesquitas do que igrejas. 30% dos que tem menos de 20 anos, são islâmicos. Em cidades maiores como Nice, Marselha e Paris, este número sobe para 45%. Em 2027, 1 em cada 5 franceses será muçulmano. Em apenas 30 (trinta) anos, a França será uma República Islâmica.
Nos últimos 30 anos, a população da Inglaterra mudou de 82 mil para 2,5 milhões. Cresceu 30 vezes mais! Nos locais nos quais haviam milhares de igrejas, agora há milhares de mesquitas. Na Holanda, 50% dos recém-nascidos são muçulmanos. Em 15 anos, 1/5 (metade) da população será muçulmana. Na Rússia há mais de 23 milhões de muçulmanos, 1 em cada 5 habitantes. 40% do exército Russo será muçulmano em poucos anos. E na Bélgica, 25% da população e 50% dos nascimentos já são muçulmanos. 1/3 dos recém-nascidos na Europa será muçulmana em 2025. Daqui a apanas 12 anos.
O governo alemão já declarou que “a queda da população alemã não pode mais ser detida. Sua espiral descendente não é mais reversível. Este será um estado muçulmano em 2050.”
Dizia Muamar Al-Kaddaf: “Há sinais de que Alá garantirá a vitória ao Islã na Europa sem espadas, sem armas, sem conquistas. Não precisamos de terroristas ou bombas homicidas.”
Há 52 milhões de muçulmanos na Europa. Este número irá dobrar para 104 milhões nos próximos 20 anos.
Nas América do Norte, o processo é semelhante. No Canadá, a taxa de natalidade é de 1,6. Bem abaixo dos 2,11 para manter a cultura; e o Islã é a religião que mais cresce. Entre 2001-2006, a população do Canadá aumentou em 1,6 milhão. Desses 1,2 é oriunda da imigração.
Nos Estados Unidos, a taxa de fertilidade é de 1,6. Com o influxo de latinos subiu para 2.11, o mínimo necessário para se manter uma cultura por mais de 25 anos. Em 1970, havia apenas 100 mil muçulmanos, mas hoje há 9 milhões.
Conferências anuais islâmicas descrevem em detalhes planos para “evangelizar” a América através do jornalismo, da política e da educação. “Precisamos nos preparar para realidade de que, em 30 anos, haverá 50 milhões de muçulmanos nos Estados Unidos.”
A Igreja Católica já reconheceu que o islamismo ultrapassara seu número de membros.
O Islã já é a religião dominante no mundo.
O mundo em que vivemos, não será o mundo em que nossas crianças viverão.
Despertai!
Fonte: Vídeo “Mundo Muçulmano” editado pela 1ª Igreja Batista de São José dos Campos, SP, 2006.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
G. K. Chesterton
Nascido em Londres, no ano de 1874, Chesterton era daqueles sujeitos que não conseguem passar despercebido aonde quer que estejam. A irreverência, o bom-humor e a eloqüência, associados a dois metros e nove centímetros de altura e a um peso médio de 140 quilos, transformavam qualquer ambiente; quer uma festa de aniversário infantil ou um acalorado debate com Bertrand Russel.
Chesterton era uma "máquina" intelectual. Escreveu mais de 4.000 artigos para jornais. Não bastasse a infinidade de artigos, escreveu mais de 100 livros e aproximadamente 200 contos, quase todos ditados para sua secretária. Destacam-se ainda as biografias sobre Tomás de Aquino e Francisco de Assis, além do livro O homem que foi quinta-feira (The Man Who Was Thursday) e a série de livros ficcionais que contam as peripécias protagonizadas pelo personagem Padre Brown.
Sua obra literária é tão versátil quanto marcante. Além de Ortodoxia, em que expõe os pilares da fé cristã, Chesterton escreveu Everlasting Man [O homem eterno], obra responsável por levar um jovem ateu, C. S. Lewis, ao cristianismo. Também é atribuída a Chesterton, decisiva influência na vida de líderes de movimentos de libertação como Michael Collins (Irlanda), Mahatma Gandhi (Índia) e Martin Luther King (Estados Unidos).
Chesterton era extremamente consciente de sua fé. Mesmo quando tachado de retrógrado, não se intimidava em defender o ideário cristão e opunha-se, sem pedir licença, ao encantamento que o socialismo, o relativismo, o materialismo e o ceticismo despertavam na intelligentsia européia da primeira metade do século XX.
Gilbert Keith Chesterton faleceu em 14 de junho de 1936, em sua residência, na cidade de Beaconsfield (Reino Unido), ao lado de sua esposa Frances Blogg, deixando marcas inesquecíveis em mestres da literatura como Ernest Hemingway, Graham Greene, Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Marshall McLuhan, Dorothy L. Sayers, Agatha Christie, Orson Welles e T. S. Eliot, que certa feita afirmou: "Chesterton merece o direito perpétuo a nossa lealdade".
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Quase acidente
Segunda-feira, voltava pela rua dos poetas ao QG logo após verificar preparativos para a Páscoa dos Militares em Santiago, RS. No cruzamento da Getúlio Vargas com a Deodoro, um gringo pelo duro dirigindo um Celta prata avança a faixa de pedestres e quase atropela um índio que instantaneamente propala imprecações e palavrões. O gringo pára e retruca de fazer chover saliva. O pedestre quase vítima, quase acidente, aproveitando-se da oportunidade, do motorista sentado, trancado e sob o cinto de segurança, desfere dois ou três golpes em forma de soco; nova discussão. Fardado, meto-me no meio quase que instintivamente, peço para pararem a briga:: “está bom, vamos embora." O gringo acelera e sai com essa: “negro de merda.” O índio grita: "repita!" E o gringo: “negro de merda.” E enfim, o índio diz: “eu vou te pegar.” Só pensei no momento, não racionei pegar a placa do automóvel, também fiquei nervoso e a adrenalina a mil naquele momento. Três erros cometidos em questão de segundos: uma transgressão de trânsito por falta de atenção, agressão física e preconceito racial. Todos errados.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A aula depois da guerra
FONTE: REVISTA EDUCAÇÃO
Estevan Muniz (texto e imagens)
No ano em que completa duas décadas de paz, Moçambique se vê em meio a outra batalha: a reconstrução de seu sistema educacional
Estevan Muniz (texto e imagens)
| A Escola Comunitária de Magude, na periferia de Maputo, está localizada no bairro Luiz Cabral (conhecido como Drenagem, por estar próximo ao dreno do rio Matola). A região é imprópria para moradia. Ali, não há saneamento básico. O sistema de saúde e a rede de energia também são precários |
Moçambique completa duas décadas de paz neste ano. Após dez anos de Guerra de Independência contra Portugal e mais 16 de guerra civil, o país africano, um dos 20 mais pobres do mundo, com o quarto pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), encontra-se em fase de reconstrução. Durante os últimos anos, seu sistema educacional passou por uma grande expansão: hoje, mais de 90% das crianças estão matriculadas no ensino primário (equivalente ao ensino fundamental brasileiro), segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e cerca de 12 milhões de crianças estudam em salas apropriadas. Apesar das conquistas, a incapacidade de abrigar de forma eficaz o grande número de estudantes, a insuficiência de professores, a falta de formação de boa parte deles e a ausência de uma política de educação infantil indicam que o cenário ainda é desafiador.
sábado, 12 de maio de 2012
Gen Bini exorta para que os militares quebrem a Lei do Silêncio
LEI DO SILÊNCIO
Romulo Bini Pereira - O Estado de S.Paulo
Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.
Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável. Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia. Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.
Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.
No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade. De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo. Os seus defensores - alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário - já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.
No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo. Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro. Os diversos delitos cometidos - assassinatos, atentados, roubos e sequestros - também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a "derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado", e não uma democracia, como apregoam seus defensores. Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.
domingo, 22 de abril de 2012
Quixote - Vão-se os livros e ficam os textos
"— Tão rigorosa talvez que o seja — respondeu o nosso D. Quixote — porém tão necessária, duvido muito; porque, se se há-de dizer toda a verdade, não faz menos o soldado que executa o que lhe manda o capitão, do que o próprio capitão, que lho ordena. Venho a dizer que os religiosos, com toda a paz e sossego, pedem ao céu o bem da terra; e nós, os soldados e cavaleiros, executamos o que eles só requerem, porque a defendemos com o valor do nosso braço, e ao fio da nossa espada, não debaixo de teto, mas em campo descoberto, oferecidos em alvo aos insofridos raios do sol do verão, e aos arrepiados gelos do inverno. Deste modo, somos ministros de Deus na terra, e braço pelo qual se executa no mundo a sua justiça. E como as coisas da guerra, e as concernentes a elas, não se podem pôr em execução senão suando, cansando, e trabalhando excessivamente, segue-se que os que a professam têm sem dúvida maior trabalho que os outros, que em sossegada paz estão pedindo a Deus que favoreça aos que podem pouco. Não quero eu dizer (nem pelo pensamento me passa) que é tão bom estado o de cavaleiro andante, como o de religioso na sua clausura; só quero inferir que isto que eu padeço é sem comparação mais trabalhoso e aperreado, mais faminto e sedento, miserável, roto, e bichoso, pois é certíssimo que os cavaleiros andantes passados contavam muitas aventuras ruins no decurso de suas vidas, e, se alguns chegavam a ser Imperadores, pelo esforço do seu braço, à fé que bastante suor e sangue lhes custou; e se àqueles, que a tais graus subiram, houvessem faltado encantadores e sábios para os ajudarem, bem defraudados teriam ficado de suas esperanças."
(D. Quixote, Cervantes)
terça-feira, 10 de abril de 2012
Introdução ao Salmo 119
O maior salmo acróstico
da Bíblia e também seu maior capítulo é uma coleção de
observações da Palavra de Deus e seus preceitos. Todos os versos
tratam das escrituras pela exposição de sinônimos, hipônimos e
hiperônimos. Um acróstico do alfabeto hebraico, cada conjunto de
oito versos é contemplado com uma letra hebraica; vinte e oito
conjuntos, portanto. A massorá denomina este salmo como o Grande
Alfabeto. A composição acróstica tem por objetivo facilitar sua
memória e cantilação. Todo conjunto é uma demonstração
fervorosa do salmista pela Palavra de Deus.
O secular alfabeto
hebraico é consonantal. Durante a idade média, os massoretas
acrescentaram os sinais vocálicos a fim de que a fonética de língua
não fosse perdida. Mesmo assim, até o penúltimo século, a
pronúncia da língua restringia-se a uns pouquíssimos eruditos
judeus, até ganhar força com o moimento sionista e a restauração
do estado de Israel.
Dividindo o salmo em
outros capítulos, temos a seguinte proposta:
CAPÍTULO 1 – Álefe,
as bem-aventuranças da Palavra de Deus; vs. 1-8.
CAPÍTULO 2 – Beit,
Guardo a tua Palavra; vs. 9-16.
CAPÍTULO 3 – Guímel,
Abre meus olhos; vs. 17-24.
CAPÍTULO 4 – Dálet,
Ajuda-me a compreender; vs. 25-32.
CAPÍTULO 5 – Hê,
Dá-me entendimento; vs. 33-40.
CAPÍTULO 6 – Waw,
Anunciarei as tuas ordens; vs. 41-48.
CAPÍTULO 7 – Zayin,
No sofrimento, eu fui consolado; vs. 49-56.
CAPÍTULO 8 – Hêt,
De todo coração, eu te peço; vs. 57-64.
CAPÍTULO 9 – Têt,
Eu andava errado; vs. 65-72.
CAPÍTULO 10 – Yôd,
Peço que o teu amor me console; vs. 73-80.
CAPÍTULO 11 – Caf,
Sou tão inútil; vs. 81-88.
CAPÍTULO 12 – Lâmed,
A tua fidelidade permanece; vs. 89-96.
CAPÍTULO 13 – Mem,
Eu te amo, Senhor; vs. 97-104.
CAPÍTULO 14 – Nûn,
Na Tua Luz; vs. 105-112.
CAPÍTULO 15 – Samek,
Dá-me Forças; vs. 113-120.
CAPÍTULO 16 – Ayin,
Age, Senhor; vs. 121-128.
CAPÍTULO 17 – Pê,
Minhas lágrimas como um rio; vs. 129-136.
CAPÍTULO 18 – Tsade,
Os sofrimentos e a ansiedade me atingem; vs. 137-144.
CAPÍTULO 19 – Qof,
Responde-me, Senhor; vs. 145-152.
CAPÍTULO 20 – Resh,
Defende a minha causa; vs. 153-160.
CAPÍTULO 21 –
Sin/Shin, Eu te louvo; vs. 161-178.
CAPÍTULO 22 – Tav,
Meu grito de socorro; vs. 169-176.
domingo, 8 de abril de 2012
A Páscoa me fez lembrar
Hoje é domingo de
Páscoa, lembrei do Cristo, mas lembrei de quem o Cristo me fez
lembrar. Por alguma razão, lembrei de Ivo Maia, amigo/irmão do qual
perdi contatos. Ivo segregou-se, o que sempre soube ser/fazer.
Conheci este ser humano ainda no fervor de minha conversão a Cristo.
Ivo, permita-me repetir diversas vezes o nome, chegara em Ceará-Mirim
oriundo de Catolé do Rocha com uma grande missão, implantar o casa
de recuperação a dependentes de drogas; e assim o fez. Ivo fundou a
Casa de Assistência Espiritual a Dependentes de Drogas – CAEDD em
Ceará-Mirim. Obra pela qual Ivo dedicou e sacrificou boa parte de
sua vida e família, até mesmo uma cadela vira-lata sabida que
levava e trazia recados de casa quando ter uma linha telefônica era
coisa de granfinos. Como sempre visitava a CAEDD e conversava com Ivo
por horas a fio, eu sabia das dificuldades que passava, a vida de
semi mendicância que levou tinha um ideal, Ivo havia sido liberto do
cárcere das drogas por Jesus e a única coisa que desejava na vida
era ver outros jovens também livres das drogas. Um dos passatempos
do desencarcerado era, dentro das diversas terapias que realizava na
casa, pintar e exercitar as artes plásticas. Vi Ivo pintar de
plantas proféticas, ao tabernáculo e à Santa Ceia; razão também
porque dele lembrei. Por ironia da vida, sem apoio material, que já
era escasso, e também espiritual, Ivo Maia abandonou o ideal e saiu
perambulando por aí, por motivos diversos. Mas eu sabia onde encontrá-lo, sempre que queria vê-lo,
ia para frente do Banco do Brasil no centro da cidade em Natal, Ivo
estava lá, expondo suas novas pinturas, a nova razão que encontrou
para viver, expor a vida pela arte, matéria em que já era perito.
Eu fui embora, sem muito ter visto depois o irmão Ivo. Sei onde
encontrá-lo ainda hoje no Beco das Cores, beco que ele assim
denominou e morada fez.
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