domingo, 12 de fevereiro de 2017

Joachim Gauck, de pastor rebelde a presidente da Alemanha


Joachim Gauck, de pastor rebelde a presidente da Alemanha

O ativista de direitos humanos na antiga Alemanha Oriental restabeleceu a dignidade do cargo de presidente e se manteve fiel aos seus temas mais queridos: liberdade e reconciliação com as vítimas do nazismo.


Gauck durante a eleição de seu sucessor, Frank-Walter Steinmeier, no Parlamento alemão


Em meados de fevereiro de 2012, Joachim Gauck, então com 72 anos, estava num táxi a caminho de casa quando uma nova reviravolta acontece em sua vida. O celular toca, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, comunica-lhe que o partido dela gostaria de indicá-lo candidato ao cargo de presidente. Gauck agradece e acrescenta estar ciente de que a decisão não deve ter sido fácil para ela. Ele sabe que a chanceler teria dito: "Uma coisa é certa: Gauck não será [presidente]".

Ela estava errada. Ele se torna presidente na segunda votação, depois de obter a grande maioria dos votos da Assembleia Nacional. Um ano e meio antes, Merkel havia impedido a presidência de Gauck: é verdade que ele, como a própria chanceler, vem da antiga Alemanha Oriental, mas ele seria por demais imprevisível e teimoso.

Essas características se refletem no período de Gauck no Palácio Bellevue, a sede presidencial em Berlim. Por exemplo quando ele defende uma reparação alemã aos crimes de guerra cometidos pelos nazistas na Grécia, enquanto o governo evita esse tema como o diabo foge da cruz. Ou quando ele chama de genocídio o massacre turco contra os armênios bem antes de o governo tomar uma posição sobre o assunto.

Até que ponto um presidente alemão, um cargo principalmente representativo, pode interferir em assuntos políticos cotidianos? Gauck se movimenta num terreno escorregadio quando pede mais engajamento militar da Alemanha ou critica a eleição de um primeiro-ministro de esquerda no estado alemão da Turíngia, na região da antiga Alemanha comunista.

Uma agência com o seu nome

Nascido em 1940 em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Gauck não é apenas direto nas palavras – "Eu era um estudante fanfarrão", disse, a seu respeito – como também levou ao cargo uma autoconfiança despreocupada. Em toda a Alemanha, mas especialmente no oeste, sua biografia de pastor rebelde na antiga Alemanha Oriental lhe confere muito mais credibilidade do que uma carreira num partido político poderia lhe dar. Ele restabeleceu a dignidade do cargo após seus dois antecessores, Horst Köhler e Christian Wulff, renunciarem.

Logo ele se torna um concorrente da chanceler federal nas pesquisas de popularidade e, de forma surpreendente, é ainda mais popular no oeste do que no leste do país. No leste, as opiniões se dividem sobre os dez anos de trabalho dele como "encarregado especial para os documentos especiais" da antiga Stasi. Os críticos, incluindo alguns ex-companheiros do movimento pelos direitos civis, afirmam que ele foi menos gestor e mais juiz e procurador. A agência dirigida por ele logo se torna conhecida como "agência Gauck", e entre os antigos comunistas do lado oriental ele é chamado de "o grande inquisidor", o que ele considera um comentário maldoso.


Por dez anos, Gauck administrou os arquivos do serviço de inteligência da Alemanha Oriental

Destino do pai marcou Gauck politicamente

A oposição de Gauck ao regime da República Democrática da Alemanha (RDA) decorre de uma experiência dolorosa da juventude. Quando ele tinha 11 anos, seu pai foi levado, por causa de um contato que tinha no oeste alemão, para um campo de trabalhos forçados na Sibéria e, somente quatro anos mais tarde, libertado.

Em suas memórias, Gauck escreveu que o destino do pai lhe marcou politicamente e o impediu de ter qualquer simpatia pelo regime comunista. Ele desiste de se tornar jornalista, como inicialmente queria, e vai estudar teologia, tornando-se pastor. Suas atividades na igreja evangélica são vistas com desconfiança pela Stasi. Os registros sobre Gauck afirmam que ele seria um "anticomunista incorrigível", que age sob o manto da igreja.

No outono de 1989, ele se une ao recém-formado movimento pelos direitos civis Neues Forum (Novo Fórum) e é eleito deputado na primeira eleição livre para o Parlamento da Alemanha Oriental, em 1990. Em seguida, acaba sendo escolhido, meio por acaso, como ele mesmo diz, para o cargo de principal administrador dos arquivos da Stasi.

Gauck se torna uma das figuras centrais do processo de unificação das duas Alemanhas, e a palavra gaucken (em referência a seu sobrenome) se torna um sinônimo para a verificação da ficha dos candidatos para o serviço público. Ele encampa as demandas da maioria dos defensores dos direitos civis, luta pela abertura regulamentada por lei dos arquivos da Stasi e adverte contra colocar um ponto final no passado. Em 2000, depois de dois mandatos à frente da gestão dos arquivos da Stasi, fala de uma "profunda satisfação por criamos uma lei especial que tem contribuído para a deslegitimação da ditadura finda".


Gauck (dir.) e François Hollande dão as mãos em Oradour-sur-Glane

"Professor da democracia"

Nos 12 anos seguintes, ele se engaja no debate público contra o esquecimento dos males causados pelas ditaduras nazista e comunista e a favor da democracia, até receber no táxi a ligação da chanceler federal. Mesmo presidente, ele não abandona seu tema favorito: a liberdade. Seu entusiasmo pelo assunto deriva da experiência com o Muro de Berlim e a ditadura. "Eu conhecia o olhar de compaixão daqueles consideravam ingênua a minha duradoura alegria quanto à liberdade no oeste, [...] que me olhavam como se eu tivesse há pouco imigrado de uma cultura primitiva", escreveu.

Seu segundo grande tema é a reconciliação com os vizinhos: a primeira viagem internacional leva Gauck à Polônia. Imagens mostram ele de mãos dadas com o presidente francês, François Hollande, em Oradour, com o presidente grego, Karolos Papoulias, em Lingiades, ou ao lado de Petro Poroshenko em Baby Yar, na Ucrânia – locais de massacres nazistas.

Nenhum presidente alemão derramou lágrimas de emoção tão frequentemente e em público. Seu mandato também coincidiu com as celebrações pelo 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. Numa foto, ele é visto no memorial Seelower Höhen, nas proximidades de Berlim, onde se travou uma das últimas batalhas sangrentas do conflito. Gauck anda de mãos dadas com veteranos de guerra idosos. Eles vêm do país que, muitos anos atrás, sequestrou o seu pai.

Representante de uma era

Por muito tempo, ele deixou o público em dúvida sobre se estaria disponível para um segundo mandato. Então, em junho de 2016, rejeitou a possibilidade, argumentando não ter mais forças. Tomar a decisão, porém, não foi fácil. A política migratória e a ascensão do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) o fazem ponderar se não deveria continuar como uma âncora de estabilidade.

No final de seu mandato, o círculo de sua atuação política se fecha. Para ele, as semanas que antecederam a queda do Muro de Berlim permanecem como a principal experiência de sua vida política: "Liberdade é bom, mas a libertação é ainda mais emocionante."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Aeronáutica abre vagas para Capelães e mais 51 vagas para nível superior


Aeronáutica abre 55 vagas para nível superior
Cinco editais para exames de admissão contemplam 22 áreas distintas
 Fonte: DEPENS

Edição: Agência Força Aérea, por Ten Cynthia Fernandes




A Força Aérea Brasileira lançou, nesta segunda-feira (06/02), cinco editais para exames de admissão, que contemplam 22 profissões de nível superior. Ao todo, foram abertas 55 vagas. As inscrições para os processos seletivos acontecem no período de 20 de fevereiro ao dia 21 de março de 2017 (até as 15h do último dia, horário de Brasília-DF) e devem ser feitas no site www.ciaar.com.br. A taxa de inscrição é de R$ 120,00.

Para participar dos exames de admissão de dentistas, engenheiros e farmacêuticos, os candidatos não podem completar 36 anos, até o dia 31 de dezembro de 2018. Os profissionais que participarem do exame de admissão para o Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio deverão ter no máximo 32 anos, em 31 de dezembro de 2018. Para participar do Exame de Admissão ao Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães o candidato deverá ter entre 30 e 40 anos de idade, até 31 de dezembro do ano da matrícula no estágio.

O processo seletivo é composto de provas escritas (língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral (somente para dentistas e farmacêuticos) e validação documental.

As provas escritas ocorrerão no dia 28 de maio de 2017. Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso/estágio no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), durante aproximadamente 17 semanas.

Para obter mais informações, não deixe de consultar o edital na página www.fab.mil.br/ciaar.





domingo, 29 de janeiro de 2017

Astrônomo afirma que asteroide catastrófico se chocará com a Terra em 16 de fevereiro





O planeta pode estar com os dias contados. Ao menos, no entendimento do especialista em astronomia russo Dyomin Damir Zakharovich.

De acordo com ele, conforme publicação do jornal do Reino Unido, Daily Mail, o asteroide 2016WF9, descoberto no ano passado, não passará apenas nas proximidades da Terra, como afirma a NASA, mas sim, se chocará com o planeta, gerando um super tsunami, com chances reais de acabar com a civilização.

O asteroide tem, ao menos, um quilômetro de diâmetro e foi avistado pela última vez no dia 27 de novembro de 2016, pela missão NEOWISE da NASA. Ele estaria viajando a quase cinco anos pelo espaço, passando nas proximidades do principal cinturão de asteroides de Marte e, de acordo com Zakharovich,agora está no caminho da órbita da Terra.

A NASA já pronunciou algumas vezes sobre o que fazer em casos de asteroides de grande proporção vindo em direção ao planeta Terra. A agência garante que a chance de isso acontecer é mínima, por outro lado, caso uma colisão dessa magnitude venha a se confirmar num futuro próximo, não haveria o que ser feito, já que as ideias para destruição de objetos desse tamanho ainda não são viáveis.

Junto à estátua de Lutero no Vaticano, Papa diz que o reformador pôs a Palavra de Deus nas mãos de todos


Francisco ao encontro do reformador Lutero, que “pôs a Palavra de Deus nas mãos” de todos

O Papa Francisco diz que Lutero “foi um reformador” que, “num momento difícil”, pôs “a Palavra de Deus na mãos dos homens”. Nas vésperas da sua viagem à Suécia, onde estará em celebrações ecuménicas para abrir as comemorações dos 500 anos do início da Reforma luterana, o Papa concedeu uma entrevista à revista dos jesuítas La Civiltà Cattolica, onde fala de Lutero e da Reforma protestante de 1517, do proselitismo e da perseguição que hoje sofrem os cristãos em tantos países.

Uma síntese da entrevista, em castelhano, pode ser lida aqui e aqui, em italiano, o texto integral.
Na entrevista, o Papa diz que Lutero quis remediar uma situação complexa. “Depois, em parte por situações políticas e também religiosas, essa reforma converteu-se em separação e não num processo de reforma de toda a Igreja, porque a Igreja es sempre reformanda [está sempre em renovação].
A sua primeira esperança com esta viagem é “aproximar-se”, diz o Papa: “A minha esperança e a minha expectativa são as de me aproximar mais dos meus irmãos e das minhas irmãs. A aproximação faz bem a todos. A distância, pelo contrário, faz-nos mal. Quando nos afastamos, fechamo-nos em nós mesmos e ficamos incapazes de nos encontrarmos. Devemos assumir os nossos medos. Temos de aprender a transcendermo-nos para encontrar os outros. Se não o fizermos, nós, cristãos, ficamos doentes de divisão.”


O programa da viagem – que se inicia às 10h (hora de Lisboa) desta segunda-feira, dia 31 e que o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, já considerou um “momento histórico” no caminho da “reconciliação” e busca da unidade – pode ser conhecido aqui. Neste mesmo endereço, serão transmitidas também imagens em directo dos actos públicos da presença do Papa na Suécia.

Sintomaticamente, o símbolo escolhido para a viagem ao Norte europeu luterano é uma cruz latino-americana, pintada com as cenas do quotidiano.


Sobre Lutero, os bispos católicos da Alemanha, pátria do iniciador da Reforma, tinham publicado em Agosto um documento em que afirmam que ele foi “um pioneiro religioso, testemunha do Evangelho e mestre da fé”. Lutero, dizem os bispos católicos alemães, preocupava-se apenas com a renovação da força teológica do arrependimento e da conversão.
O próprio Papa terá telefonado há três dias a Eugenio Scalfari, antigo director doLa Repubblica, dizendo que irá insistir, na sua viagem, na dimensão de Lutero como reformador. Mas o tema em que mais insistirá, de acordo com o que o próprio Scalfari conta desse telefonema, é o da reforma da Igreja Católica, na linha da misericórdia. Os pobres e o acolhimento dos emigrantes, independentemente da sua religião, serão a ideia forte que o Papa quererá transmitir, escreve Scalfari.
Ainda sobre o monge Martinho Lutero, “profeta da Bíblia e da consciência”, pode ler-se este texto publicado no caderno La Lettura, do Corriere della Sera, e traduzidoaqui para português.
Neste outro texto, faz-se uma curta análise da recuperação da figura de Lutero pelo catolicismo.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Adolescente compartilha a luta de ser cristão em área controlada pelo Estado Islâmico



Um adolescente cristão que vive no Iraque em uma região sob o governo do grupo extremista Estado Islâmico (EI) compartilhou como ele e sua mãe foram perseguidos por causa de sua fé cristã. Ismail tinha 14 anos quando os militantes do EI invadiram a aldeia de Bartella, onde ele morava com sua mãe.

Eles foram forçados a se converter ao Islã ou então eles seriam mortos. Com medo da morte, eles disseram que haviam sido cristãos no passado. Mas um dia, os militantes descobriram que Ismail ainda estava usando um colar com uma cruz, identificando-o como um cristão. Ele foi severamente espancado e teve de memorizar diversas partes do Alcorão.

Ismail e sua mãe viram muitos outros sendo espancados e mortos. Eles até testemunharam um grupo de crianças executando prisioneiros e uma mulher sendo apedrejada até a morte.
Depois de dois anos vivendo sob esta violência, Ismail e sua mãe conseguiram escapar. Agora eles estão vivendo em Erbil e estão sendo ajudados por pessoas que trabalham em uma organização de ajuda humanitária.

Ismail lamenta o fato de ter sido forçado a fingir que se converteu ao Islã. "Sim, estou envergonhado por ter professado o Islã como minha religião", disse ele.

Um quase novo cenário

O Estado Islâmico tem sido expulso de Bartella, mas a cidade ainda não é habitável. Embora a presença do grupo extremista na região esteja diminuindo, o pequeno número de cristãos que permanecem, ainda enfrenta riscos diários.

Simon Barrington, diretor executivo do Samaritan's Purse, uma organização cristã liderada pelo evangelista Franklin Graham, ressaltou sua surpresa com o compromisso dos moradores de Barterlla. “Fiquei espantado com a sua determinação e compromisso com o povo de Barterlla e a região vizinha”, contou.

“Seu empenho em ser um testemunho contínuo nessa área é lindo”, afirmou ele que tem prestado ajuda aos cristãos da região. "Há enormes riscos para eles em permanecer no local, mas eles estão muito determinados", finalizou.

Fonte: Guia-me

domingo, 22 de janeiro de 2017

Organizadora de Marcha das Mulheres em Washington, Linda Sarsour, é muçulmana pró lei de Sharia e tem ligações com o Hamas

Organizadora de Marcha das Mulheres em Washington, Linda Sarsour, é muçulmana pró lei de Sharia e tem ligações com o Hamas

Cristina Laila



Aproximadamente 200.000 pessoas participaram da "Marcha das Mulheres" em Whashington, DC, neste sábado. Uma das organizadoras da marcha, Linda Sarsour é uma ativista muçulmana pró-palestina.

Ela também defende a Lei da Sharia na América e tem ligações com a organização terrorista, o Hamas.

Linda Sarsour é muito incisiva sobre seu apoio para Palestina e seu ódio total para Israel. Ela tem laços com a organização terrorista, Hamas conforme o Daily Caller relatórios:

Linda Sarsour, uma das organizadoras da Semana Feminina neste Sábado, em Washington, DC, foi recentemente vista em uma grande convenção muçulmana em Chicago posando para fotos com um acusado do Hamas, o grupo terrorista.

Sarsour, líder da Associação Árabe-Americana de Nova York e uma Casa Branca de Obama "Campeão da Mudança", falava na 15ª convenção anual do mês passado da Sociedade Americana Muçulmana e do Círculo Islâmico da América do Norte.

Enquanto estava lá, ela posou para uma foto com Salah Sarsour, um membro da Sociedade Islâmica de Milwaukee e ex-operário do Hamas que foi preso em Israel na década de 1990 por causa de seu suposto trabalho para o grupo terrorista.

Linda Sarsour é muito ativa no Twitter. Ela é pro lei Sharia e um par de seus tweets ainda têm um tom sedicioso, onde ela romanticiza a lei Sharia e sugere que seja aplicada sobre toda América, por meio da qual teríamos empréstimos sem juros.



O fato de uma facção islâmica ser uma das organizadoras da Marcha das Mulheres é risível na melhor das hipóteses. O Islã é responsável pelos piores abusos de mulheres e crianças, não só ao longo da história, mas hoje em dia. Os supremacistas islâmicos que desejam impor a lei sharia nos Estados Unidos infiltraram vários movimentos esquerdistas para aparecerem como uma minoria oprimida.

Aqui está bizarro tweet de Maya Shwayder, que é correspondente para o Jerusalem Post em Nova York ... ela está realmente comemorando um Hijab? Desgastar uma bandeira americana como um Hijab igualmente vai de encontro ao código da bandeira dos EU.



Eu procurei Linda Sarsour no Twitter para confrontá-la sobre os abusos das mulheres sob o Islã. Eu também mencionei o fato de que o casamento infantil é abominável, mas sancionado sob a lei Sharia. Quando eu perguntei se ela denuncia esses abusos, abaixo estava a sua resposta para mim ...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Igreja Batista no Ipsep, na Zona Sul do Recife, é incendiada

Segundo pastor responsável pelo templo religioso, suspeitos levaram dinheiro, instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos. Fieis prestaram queixa em delegacia.

Por G1 PE


Térreo da igreja foi danificado pelo fogo (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Uma igreja batista no bairro do Ipsep, na Zona Sul do Recife, foi alvo de um incêndio na madrugada deste domingo (8). De acordo com fieis, o fogo começou por volta das 3h, após o templo religioso ter sido invadido por bandidos que tentaram levar dinheiro e instrumentos musicais do local. Ninguém ficou ferido.

“Levaram um teclado, um baixo e dois microfones sem fio e um retroprojetor. Outros instrumentos musicais ficaram quebrados no salão, provavelmente porque eles não conseguiram passar com os equipamentos pela mesma porta que entraram”, relata o pastor Silvio Sacramento Rosa, responsável pela igreja. Ele acredita que as chamas foram iniciadas pelos bandidos.

O primeiro andar do espaço não foi danificado pelo fogo. Durante a manhã, os bombeiros foram acionados para debelar as chamas. O quarto em que é realizada a contabilidade da instituição foi totalmente danificado pelo fogo, além de algumas das paredes do salão principal.



Instrumentos musicais utilizados no templo religioso foram atingidos pelas chamas (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Os responsáveis pela igreja fizeram um Boletim de Ocorrência na delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul. O G1 entrou em contato com a polícia, mas a corporação não soube informar se o caso está sendo investigado. A reportagem também procurou os bombeiros, mas a instituição não repassou detalhes sobre a ocorrência.

sábado, 7 de janeiro de 2017

🇩🇪 vs. ☪ "Tolerância zero": o rival de Merkel pede o fechamento das mesquitas salafistas na Alemanha



FOTO DO ARQUIVO © Ina Fassbender / Reuters

As mesquitas alemãs dirigidas por clérigos que aderem à seita ultra-conservadora do islamismo sunita chamado Salafismo devem ser fechadas, suas comunidades destruídas e os pregadores expulsos, acredita o vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel.

"Sobre esta questão, eu sou para tolerância zero", disse a autoridade alemã Der Spiegel em entrevista, comentando sobre as relações entre o atacante Natal caminhão mercado e um pregador salafista.

"As mesquitas salafistas devem ser banidas, as comunidades quebradas e os pregadores expulsos. E o mais rapidamente possível ", disse ele em uma entrevista publicada na sexta-feira.

Gabriel estava se referindo ao pregador salafista Abu Walaa, que foi preso em novembro junto com outros por recrutar pessoas na Alemanha em nome do grupo terrorista Estado Islâmico (IS, anteriormente ISIS / ISIL). O suspeito de ataque ao caminhão Anis Amri, que matou 12 pessoas em um mercado de Natal em Berlim, teria se comunicado com o clérigo.

O salafismo está crescendo rapidamente na Alemanha, florescendo em subsídios e outras formas de apoio da Arábia Saudita e outras nações do Golfo. O credo pede o retorno às raízes fundamentais do Islã e declara que é incompatível com as formas modernas da sociedade. O movimento está associado com grupos islâmicos radicais, incluindo a IS.

Gabriel diz que a Alemanha deve combater as formas radicais do Islã em seu próprio solo.

"Se nós somos sérios sobre a luta contra o islamismo e terrorismo, então também deve ser uma luta cultural", disse a revista.

Isso significa fortalecer a coesão da sociedade e garantindo que "as áreas urbanas não são negligenciados, aldeias não cair em desuso e as pessoas não se tornam cada vez mais radicalizada", acrescentou.

Gabriel lidera os social-democratas (SPD), um aliado da coalizão da chanceler Angela Merkel democratas-cristãos (CDU). Ele é esperado para concorrer a chanceler este ano contra seu atual chefe.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

🏛 Decreto do Governador de São Paulo dá nome do pastor Enéas Tognini à Faculdade




O governador Geraldo Alckmin assinou na sexta-feira, 30, decreto que dá nome à Faculdade de Tecnologia localizada no bairro do Ipiranga, que passa a ser denominada Faculdade de Tecnologia - Fatec do Ipiranga Pastor Enéas Tognini.

Pastor Tognini foi o fundador da Igreja Batista do Povo (IBP) e do Seminário Teológico Batista Nacional. Na década de 1960, foi um dos líderes do movimento de avivamento espiritual, que deu origem à Convenção Batista Nacional (CBN), tornando-se presidente desta entidade posteriormente.

O Pastor Enéas Tognini faleceu em setembro de 2015, aos 101 anos de idade, após se submeter a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino.

Veja a íntegra do decreto:

DE 30 DE DEZEMBRO DE 2016

Dá denominação à Faculdade de Tecnologia – FATEC do Ipiranga, do Centro Estadual de Educação Tecnológica "Paula Souza" – CEETEPS, localizada no Município de São Paulo

GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,

Considerando que o Pastor Enéas Tognini como fundador da Igreja Batista do Povo e do Seminário Teológico Batista Nacional, foi um dos grandes líderes do avivamento espiritual, que deu origem à Convenção Batista Nacional, tornando-se Presidente desta entidade;

Considerando que exercia grande influência sobre lideranças batistas e de outras igrejas, tendo atuado como Presidente da Sociedade Bíblica do Brasil e, pelo seu relevante trabalho, condecorado com o título de Cidadão Paulistano; e

Considerando a proposta formulada pelo Deputado Estadual André Soares de homenagear o Ilustre Pastor atribuindo seu nome a próprio estadual,

Decreta :

Artigo 1º - A Faculdade de Tecnologia - FATEC do Ipiranga, localizada no Município de São Paulo, criada pelo Decreto nº 53.372, de 2 de setembro de 2008, passa a denominar-se Faculdade de Tecnologia – FATEC do Ipiranga Pastor Enéas Tognini.

Artigo 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 30 de dezembro de 2016

GERALDO ALCKMIN
Samuel Moreira da Silva Junior
Secretário-Chefe da Casa Civil
Saulo de Castro Abreu Filho
Secretário de Governo
Publicado na Secretaria de Governo, aos 30 de dezembro de 2016.

😢 Cavalo comove família de vaqueiro morto ao 'se despedir' do dono na PB

Levado para velório, cavalo reclinou a cabeça no caixão, em Cajazeiras. Irmão do vaqueiro morto disse que vai cuidar e manter o cavalo na família.

Do G1 PB
Levado para enterro pelo irmão do vaqueiro, cavalo Sereno relinchava, batia as patas e deitou a cabeça sobre o caixão do dono, na Paraíba (Foto: Kyioshi Abreu/Diário do Sertão)

Um cavalo comoveu a família e os amigos do vaqueiro paraibano Wagner Figueiredo de Lima, que morreu em um acidente de moto na madrugada do dia 1º de janeiro. O animal foi levado para se despedir do dono - e ao ser colocado próximo ao veículo onde estava o corpo, deitou a cabeça sobre o caixão, um momento que chamou a atenção de todos que foram ao velório de Wagner de Lima. O enterro do vaqueiro aconteceu na tarde desta terça-feira (3) na cidade de Cajazeiras, Sertão da Paraíba. 
Vaqueiro Wagner Lima e o cavalo Sereno
(Foto: Reprodução/Facebook)

“Esse cavalo era tudo para ele [Wagner], era como se o cavalo soubesse o que estava acontecendo e quisesse se despedir. Durante todo o trajeto até o cemitério ele relinchava e batia com as patas no chão”, disse Wando de Lima, irmão de Wagner. Wando teve a ideia de levar o cavalo para o enterro do irmão e organizou as homenagens junto com outros vaqueiros e amigos de Wagner.

Com a morte do irmão, Wando disse que vai assumir a responsabilidade de manter e cuidar de "Sereno".

Segundo ele, o cavalo, que já estava há oito anos com Wagner vai ficar "para sempre" com a família.

Wagner de Lima Figueiredo tinha 34 anos e além de vaqueiro era funcionário da Prefeitura de Cajazeirasx, no sertão da Paraíba. Wagner morreu na madrugada do dia 1º em um acidente de moto no estado do Rio Grande do Norte. Ele estava sozinho na motocicleta no momento do acidente e chegou a ser socorrido para um hospital da cidade de Mossoró, onde passou por cirurgia, mas morreu.

Após enterro em Cajazeiras, irmão do vaqueiro morto disse que vai adotar o cavalo Sereno e manter o animal com a família (Foto: Kyioshi Abreu/Diário do Sertão

🇮🇱 Soldado israelense que matou palestino é condenado por homicídio

DW

Tribunal conclui que vítima, que foi morta com um tiro na cabeça quando estava ferida e imobilizada no chão, não representava qualquer ameaça aos soldados israelenses. Veredicto gera protestos.


O soldado Elor Azaria pouco antes de ouvir a sentença do tribunal, em Tel Aviv


Um soldado israelense que matou com um tiro na cabeça um agressor palestino que estava ferido e imobilizado no chão foi condenado por homicídio nesta quarta-feira (04/01), num julgamento que dividiu o país. Os juízes do tribunal consideraram que a vítima não representava qualquer ameaça.

O soldado Elor Azaria, que estava sendo julgado desde maio do ano passado, foi defendido por políticos de direita, apesar de os altos escalões militares do país condenarem suas ações. A pena que ele deverá cumprir ainda será decidida. Ele poderá receber até 20 anos de prisão.

Dezenas de manifestantes entraram em atrito com a polícia nas proximidades do quartel-general onde o veredicto foi anunciado, em Tel Aviv, entre gritos contra os árabes e contra a esquerda israelense, que apoiou a condenação do militar. Após a leitura do veredicto, uma familiar do condenado foi expulsa da sala após gritar contra os juízes e afirmar que a sentença era "uma vergonha".

A controvérsia em torno do caso aumentou após a aparição de vídeos na internet que mostram o palestino Abdul Fatah al-Sharif, de 21 anos, deitado no chão após ferir levemente, com uma faca, um soldado. Sem qualquer provocação aparente, Azaria se aproxima e dispara contra a cabeça de Sharif.

Seus advogados afirmam que o soldado teria pensado que a vítima carregava explosivos, mas outros envolvidos no caso dizem que o palestino já havia sido revistado. Nenhuma das pessoas que aparece no vídeo aparenta agir com cautela antes de Sharif ser alvejado.


Manifestantes protestam próximos ao tribunal militar onde o caso foi julgado

A presidente do tribunal militar, Maya Heller, afirmou que não havia motivos para que Azaria atirasse, já que a vítima não representava qualquer ameaça. Ela criticou o testemunho "evasivo" dado pelo réu, que tinha 19 anos na época do episódio, ocorrido em 24 de março de 2016 em Hebron, na Cisjordânia ocupada. Azaria permaneceu calmo durante e depois da leitura da sentença, que foi inusualmente longa e que os integrantes do tribunal aprovaram por unanimidade.

O episódio desencadeou um debate em todo o país, com muitos políticos de direita saindo em defesa do soldado. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a telefonar aos pais de Azaria para expressar seu apoio.

Antes de se tornar Ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman demonstrou apoio a Azaria, comparecendo a algumas das audiências do julgamento. Desde que assumiu o cargo, ele procurou se manter afastado do caso. Após o veredicto, Lieberman disse que não concorda com a decisão dos juízes, mas pediu que fosse respeitada.

O episódio ocorreu em meio a uma onda de ataques por parte de palestinos, deflagrada em outubro de 2015. As forças israelenses são acusadas empregar uso excessivo da força em diversas ocasiões, apesar de as autoridades afirmarem que os militares agem adequadamente para proteger os civis e a si próprios. Nos últimos meses, porém, os atos de violência diminuíram.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Arqueólogos descobrem cidade de 7 mil anos no Egito

Cidade residencial e cemitério datados de 5316 a.C. são encontrados nas proximidades de Abidos, na província de Sohag. Novidade pode ajudar a recuperar o turismo no país.



O templo do faraó Seti I, pai de Ramsés II, em Abidos, no Egito


Não se trata de uma única escultura ou tumba. Arqueólogos egípcios anunciaram nesta quarta-feira (23/11) a descoberta de partes do que pode ter sido uma verdadeira cidade residencial do Egito antigo, datada de 5.316 antes de Cristo.

Os vestígios foram encontrados a cerca de 400 metros ao sul do templo do faraó Seti 1º, em Abidos, na província de Sohag, a 390 quilômetros ao sul do Cairo. Abidos é uma das mais antigas cidades egípcias e que teria sido capital na era pré-dinástica e nas primeiras quatro dinastias.

Na cidade há um enorme cemitério, com pelo menos 15 túmulos grandes, diversos objetos decorativos de cerâmicas ou de uso cotidiano e estruturas que provavelmente serviam de moradia para quem vivia lá, possivelmente pessoas encarregadas da construção de cemitérios da família real em Abidos.

"O tamanho desses túmulos é maior do que os encontrados em Abidos, datados da primeira Dinastia. Isso leva a crer que as pessoas sepultadas no local pertenciam a uma hierarquia social muito alta", afirmou o ministro das Antiguidades do Egito, Mahmoud Afifi.

O chefe da missão arqueológica, Yasser Mahmoud Hussein, disse que "os túmulos (com forma de mastaba) são únicos em seu estilo arquitetônico, já que contêm mais de um nível, e alguns chegam a ter até quatro".

Afifi destacou a importância da descoberta, já que é possível que os objetos encontrados revelem novas informações sobre a história da cidade de Abidos.

Além de ampliar os conhecimentos sobre a civilização egípcia, a cidade recém-descoberta pode ajudar a aumentar o turismo no país.

Em 2010, o Egito recebeu cerca de 14,7 milhões de turistas. Após a queda do ex-ditador Hosni Mubarak, em 2011, o turismo no país começou a cair drasticamente. No ano passado, um ataque terrorista matou 224 turistas que sobrevoavam o Mar Vermelho a bordo de um avião russo, reforçando a imagem de insegurança do país.

Nos primeiros três meses de 2016, o Egito recebeu apenas 1,2 milhão de turistas. No mesmo período de 2015, esse número chegava a 2,2 milhões. As autoridades egípcias esperam que a novidade dê um novo rumo a essas estatísticas.

NT/rtr/afp/efe/ots

sábado, 26 de novembro de 2016

Russell Phillip Shedd: uma vida de amor à Palavra de Deus




Russell Phillip Shedd: uma vida de amor à Palavra de Deus

Com enorme pesar, informamos que nosso fundador e presidente emérito, o dr. Russell Phillip Shedd, faleceu na madrugada de hoje.

O velório será a partir de amanhã (27/11) na Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão, Rua Tito 240, Vila Romana – São Paulo. Haverá um culto às 10h deste domingo. O enterro será na próxima quarta-feira (30/11) às 14h no Cemitério da Paz, Rua Doutor Luiz Migliano, 644, São Paulo.

Juntamente com a igreja brasileira, lamentamos profundamente a perda deste servo valoroso, que deixará uma lacuna irreparável. Ainda assim, alegramo-nos no Senhor por saber que ele, tal como o Apóstolo Paulo, combateu o bom combate, terminou a carreira, guardou a fé e tem reservada para si a coroa da justiça.

Fiel mensageiro da Palavra, o dr. Shedd foi incansável em seu ministério, tendo percorrido todo o Brasil como conferencista e professor, pregando e palestrando em congressos, igrejas, seminários e faculdades de Teologia. Foi exemplo extraordinário de uma vida de amor à Palavra. A literatura e o ensino teológicos no Brasil devem muito à incansável, inspiradora e comovente dedicação desse grande servo de Deus.

Ele deixa a esposa, dona Patricia Shedd, com quem foi casado por 59 anos, além de 5 filhos (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy), 14 netos (Laura, Kelley, Rebecca, Katherine, Leander, Cayenne, Henry, Jonathan, Michael, Stephanie, Evelyn, Scott, Susan e Katie) e uma bisneta (Izabella).

O velório será a partir de amanhã (27/11) na Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão, Rua Tito 240, Vila Romana – São Paulo. O enterro será na próxima quarta-feira (30/11) no Cemitério da Paz, Rua Doutor Luiz Migliano, 644, São Paulo.

Em breve daremos mais detalhes.

Um breve relato da vida e da obra de Russell Shedd

Russell Phillip Shedd nasceu em Aiquile, pequena cidade boliviana, no ano de 1929. Aos dez anos de idade, já falava espanhol, inglês e aprendera também o dialeto local. A semente de seu amor à Palavra germinou já na mais tenra infância, quando o menino acompanhava os pais, Leslie e Della Shedd, ambos missionários, em percursos evangelísticos pelas aldeias da Bolívia.

No início da adolescência, volta com os pais e irmãos para os Estados Unidos e cursa o segundo grau em duas instituições: Westervelt Home e Wheaton College Academy. Depois disso, a profunda sede pelo conhecimento da Palavra leva o jovem Shedd a uma intensa jornada de cursos. Primeiro, estuda Teologia no Wheaton College, onde recebe o grau de bacharel com especialização em Bíblia e Grego. Depois, decide fazer um mestrado em estudos do Novo Testamento na Wheaton College Graduate School. Muda-se então para o estado da Filadélfia e matricula-se no Faith Seminary, onde adquire o título de mestre em Teologia, em 1953. Dois anos depois, aos 25 anos de idade, conquista o grau de doutor em Filosofia (PhD) na renomada Universidade de Edimburgo, na Escócia. Em 1955, volta para os Estados Unidos e aceita o cargo de professor no Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, onde conhece uma aluna, Patricia Dunn, com quem viria a se casar em 22 de junho de 1957.

Tendo os olhos e o coração voltados para a obra missionária, em 1959 o jovem casal é enviado pela Conservative Baptist Foreign Mission Society (CBFMS) para Portugal. Ali, Russell Shedd recebe com grata satisfação o encargo de acompanhar um ministério de literatura em formação. Denominado “Edições Vida Nova”, esse ministério fora fundado com o propósito de fornecer textos teológicos básicos e obras de referência bíblica para estudantes, professores e pastores.

Passados três anos, Russell Shedd e os demais missionários notaram que o programa de publicações sofria duas sérias limitações: os altos custos de impressão e a baixa e lenta demanda dos livros na minúscula comunidade evangélica portuguesa. Após muitas orações e deliberações, os olhos dos missionários voltam-se para um país do outro lado do Atlântico, com uma comunidade evangélica maior e em franco crescimento, contando ainda com a possibilidade de baixos custos na produção editorial. O plano inicial era que Russell Shedd ficasse dois anos no Brasil com o objetivo de implantar uma ação editorial em São Paulo e depois voltasse para Portugal.
Em agosto de 1962, o casal Shedd chega ao Brasil, onde permanece, sem retornar a Portugal, e onde Russell Shedd passa a ensinar e a inspirar amor à Palavra de Deus, dando continuidade ao ministério de Edições Vida Nova. Ele sempre se dedicou de corpo e alma ao estudo e ao ensino das Escrituras, seja na área do ensino teológico, seja na área de publicação de livros evangélicos que facilitassem a compreensão e o conhecimento das Escrituras, sendo mais de 25 deles de sua autoria. Por muito tempo esteve à frente do ministério de Edições Vida Nova e, embora há vários anos tivesse passado a presidente emérito, jamais deixou de amar e participar dessa obra. Também atuou como consultor da Shedd Publicações. Sua influência perdura até hoje mesmo depois de aposentado, sendo um ativo influenciador de líderes e membros da igreja brasileira.

Na Faculdade Teológica Batista de São Paulo foi professor de Novo Testamento e diretor do Departamento de Novo Testamento e Exegese. Lecionou também em outras renomadas instituições ao redor do mundo.

Somos profundamente gratos a Deus pela forma maravilhosa em que usou o dr. Shedd para influenciar e impactar a todos a quem ele teve a oportunidade de discipular, usando-o também por meio de aulas e palestras e dos muitos livros escritos ou editados por ele. Com certeza, seu exemplo e ensino serão seguidos por muitos anos. Todos os que o conheceram só podem dizer, juntamente com ele, Soli Deo gloria!

domingo, 13 de novembro de 2016

OMS: suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram para este grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo a organização, poucos países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 relatam possuir uma estratégia nacional para isso.



Suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Foto: EBC

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram para este grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo.

Em comunicado, a OPAS/OMS reconheceu o suicídio e as tentativas de suicídio como uma prioridade na agenda global de saúde e incentivou os países a desenvolver e reforçar estratégias de prevenção, quebrando estigmas e tabus existentes sobre o assunto.

Segundo dados de 2012 da agência da ONU, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Setenta e cinco por cento dos suicídios ocorrem em países de baixa e média renda.

“Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam a cada ano. A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral”, disse a organização.

A ingestão de pesticida, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global.

“Trata-se de um grave problema de saúde pública; no entanto, os suicídios podem ser evitados em tempo oportuno, com base em evidências e com intervenções de baixo custo”, disse a OPAS/OMS.

“Embora a relação entre distúrbios suicidas e mentais (em particular, depressão e abuso de álcool) esteja bem estabelecida em países de alta renda, vários suicídios ocorrem de forma impulsiva em momento de crise, com um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças”, afirmou a agência.

Além disso, enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida.

As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade. De longe, o fator de risco mais relevante para o suicídio é a tentativa anterior, disse a organização.

Segundo a OPAS/OMS, os suicídios podem ser evitados com uma série de medidas que podem ser tomadas junto à população, subpopulação e em níveis individuais.

Entre as medidas está a redução de acesso aos meios utilizados; a introdução de políticas para reduzir o uso nocivo do álcool; identificação precoce, tratamento e cuidados de pessoas com transtornos mentais ou por uso de substâncias, dores crônicas e estresse emocional agudo; entre outras.

“O suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre os múltiplos setores da sociedade, incluindo saúde, educação, trabalho, agricultura, negócios, justiça, lei, defesa, política e mídia”, disse a organização.

O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam, disse a OPAS/OMS.

“A prevenção não tem sido tratada de forma adequada devido à falta de consciência do suicídio como um grave problema de saúde pública. Em diversas sociedades, o tema é um tabu e, por isso, não é discutido abertamente”, salientou.

Até o momento, apenas alguns países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 países relatam possuir uma estratégia nacional para isso. Sensibilizar a comunidade e quebrar o tabu são ações importantes aos países para alcançar progressos na prevenção do suicídio, disse a organização.

Assediada por professor de Direito, jovem comete suicídio

Ariadne Wojcik acusou seu ex-professor de assédio quando começou a trabalhar em seu escritório. O corpo da jovem foi encontrado no dia 9 de novembro.

Jovem deixa mensagem denunciando assédio por professor da UnB e comete suicídio

Ariadne Wojcik era uma jovem de 25 anos, bacharel em Direito pela UnB. Seu corpo foi encontrado na tarde do dia 9 de novembro, quarta-feira, na Chapada dos Guimarães, próximo a Cuiabá, Mato Grosso. Em seu perfil no Facebook, Ariadne deixou uma mensagem preocupante, contando sobre como sofria com o assédio do chefe, seu ex-professor no curso de Direito.

Segundo a jovem, o assédio começou quando ela conseguiu um estágio no escritório do procurador Rafael Santos de Barros e Silva, que lhe mandava mensagens constantes e lhe dava presentes, tendo passado a persegui-la após o divórcio. Ariadne chegou a pedir demissão do estágio e se mudar para Cuiabá, onde foi, inclusive, nomeada para cargo no TJMT um dia antes de sua morte. Mesmo se mudando, voltou a ser procurada pelo ex-professor, e, ainda de acordo com sua postagem no Facebook, não encontrava mais saída daquela que descreveu como uma "situação de abuso insustentável". No texto, são citados nomes de colegas que sabiam o que estava acontecendo.

O procurador denunciado por Ariadne negou que tenha cometido qualquer tipo de assédio, alegando que a jovem sofria de problemas psiquiátricos. Em declaração ao jornal Metrópoles, disse que recebeu e-mails após a saída de Ariadne do escritório do qual é proprietário, nos quais ela afirmava que estava sendo perseguida por ele, e que comunicou a situação à diretoria da Faculdade de Direito. O diretor Mamede Said, no entanto, disse não ter conhecimento da informação, afirmando saber apenas que Rafael teve uma conversa informal com o coordenador do curso de graduação.

O caso está sendo investigado e o que se sabe, até agora, é que Ariadne havia sido diagnosticada com um quadro de depressão profunda. Ainda em sua mensagem deixada na rede social, ela afirmou que estava sendo vítima de "uma mente brilhantemente psicopática e narcisista determinada" e que se sentia exausta.

É impossível tirar quaisquer conclusões sobre o que de fato se passou, mas o texto traz um alerta importante sobre como, não raro, ignoramos o sofrimento psíquico daqueles que se encontram próximos a nós até que seja tarde demais. Tendo sido perseguida ou não, Ariadne precisava de atenção, mas preferiu se fechar por medo do estigma - fator que é responsável por tirar a vida de muitas pessoas.
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