Há uma lenda judaica que diz que Deus, em todo tempo da história da humanidade, sempre reservou trinta e cinco justos, os quais são como anjos de Deus, nem sabe que os são, geralmente permanecem no anonimato, mas são eles, estes justos, que socorrem a humanidade em grandes conflitos e dificuldades. Será que foram Schindler, Perlasca, Winston Churchill, Gen. MacArthur, Roosevelt, Bertha Sophie, Jimmy Carter, Shimon Peres, Desmond Tutu, Yitzhak Rabin, Nelson Mandela, Rigoberta Manchú, Martin Luther King? Não sabemos, nunca saberemos, provavelmente não. Mas é fato que eles socorreram a humanidade de grandes conflitos, foi por causa deles que não sofremos um mal maior. Eu e você não sabemos, nunca saberemos, se somos algum destes justos, provavelmente não, mas quem sabe? Não sabemos...Porém o mais importante é que começemos a agir como um desses trinta e cinco.
domingo, 30 de abril de 2006
quinta-feira, 23 de março de 2006
SOZINHOS AQUI
Definitivamente, estamos sozinhos no Cosmos
E assim como ele é, há um universo paralelo dentro de nós
Cheio de planetas, estrelas, galáxias e buracos negros
Prontos para sugarem a alma e a eternidade do espírito
Por mais que tentemos interagir, comunicar, relacionar
Um abismo de energia inerte se estabelece em nosso éter
Estamos, definitivamente, sozinhos no Universo
E esta dor que sentimos de estar sozinhos, mesmo estando perto
Não pode aplacar a necessidade da alma que reluta para viver em meio ao caos
Mas, se a existência exige que pelejemos por algo maior
Este maior, sem que o conheçamos nos sufoca apreende e desconcerta
A aflição do íntimo é minha e sua, está contigo e comigo
Portanto, neste Mundo, estamos definitivamente sozinhos
Como figuras bípedes de raciocínio que nunca evoluem para o bem
Deus nos fez assim mesmo bobos, que por andarem de pé
Acham que a luz da razão pode iluminar as veredas
Tolo é o homem, que se recria e se inventa por seu orgulho
Não passará de qualquer mortal entregue ao pó da terra
Sozinhos, definitivamente estamos Aqui
Não há outra raça de humanos para se descobrir
Nem mais galáxias a conquistar
Ou mesmo extraterrestres para vermos e falar
A Terra é um ponto esquecido no Universo
E estamos aqui, agora neste ponto, sozinhos
Só há uma força que pode dirimir a dor
O grande mal-estar da civilização
Nem que venha pelo sonho, ilusão ou romance
O AMOR, ah... o amor acalma a dor e conforta o coração
E nos religa a nós, ao Cosmos e a Deus
A caridade em tudo é proveitosa, e é por ela que Ele nos fez tolos!
Então, a sensação de estarmos definitivamente sozinhos
Sobrevém porque não deixamos o amor volver a mímese dos sonhos
Calcar os nossos pés nos ladrilhos das ilusões pode ser perigoso
Mas é melhor sonhar do que nunca oferecer um palmo à vida
O ser inerte que sonha está vivo
E um ser vivo sem utopias está morto
Destino e Brisa

Sempre nos deparamos com duas grandes questões do universo: se somos levados pelo destino ou se somos movidos ao léu por uma brisa. Se há destino a vida tem propósito, mas estamos condicionados a uma prisão. Se por uma brisa, não há propósito nem valor para vida e vivemos ao léu, como já disse, o que é um falsa liberdade. A grande questão é que ora sentimos viver por um destino, ora um brisa nos leva. Se pelo destino é muito bom saber aonde vamos, quando iremos chegar, com que iremos chegar. Se por uma brisa é muito bom senti-la tocando ao rosto no dia-a-dia sem um compromisso de fim e término, numa simulação de eternidade. Porém, não há com que se preocupar, como reis e rainhas da criação divina, em nós os dois ocorrem ao mesmo tempo. Tanto somos levados pelo destino como levados por uma brisa ao léu. Somos como aquela pequena pena branca, de plumas livres esvoaçantes de Forest Gump, que aparece no início aos pés do contador de histórias e se vai ao final do filme. E desse modo, o destino nos leva até a metade do caminho, o resto, livre como uma brisa, quem faz é você.
terça-feira, 21 de março de 2006
Ser
segunda-feira, 20 de março de 2006
Biografia Mensageira

Não escrevo por estar entre os escritores
Tento compartilhar entre os que sofrem
Por existência, amargando suas dores
As quais más não são, boas porém,
Sobem dos intestinos e dissabores
Poesia que nem sempre me convém
Que me relega a pouquíssimos leitores
Pois assim é e estes existem
Porque de mim tornei-me leitor dos pobres
Quais como eu, nas letras se defendem
De seus anseios e sentimentos menores
E assim, como poucos, dessas frases dependem
Assumindo em Deus todos seus temores
Pois de nós, autônomos, independem