tudo isso que dizem a meu respeito?
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Bonhoeffeando
tudo isso que dizem a meu respeito?
sábado, 9 de junho de 2007
Raça Celofânica
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Eu Sou Jerusalém
Eu sou Jerusalém
Ventre crivado de balas
Seio rasgado de espadas
Amar-me? Ninguém...
O ódio, e o Ódio, minha divisão
Na fronteira, o Monte Sagrado
Oh dor! Peito mutilado
Monte Sagrado é meu coração
Eu sou Jerusalém
A mãe que é Mãe e órfã
Tem os filhos por corbã
Onde estão? Ao mar, mar'além
Todos cruzados, sem exceção
Genioso, ambicioso sórdido, Constantino
Carrasco, educado nobre, Saladino
Peregrino, explorador, Ben Gurion
Eu sou Jerusalém
A Brasília do Mundo
De filhos imundos
Ratos e gatos também
quinta-feira, 3 de agosto de 2006
Desejo Prosseguir
Desejo prosseguir...
Se à minha frente o Mar não abrir
Me fará Deus caminhar sobre as águas
Se no deserto não chover
Me fará Deus um poço jorrar
Se as pedras não se transformarem em pão
Me fará Deus que ele caia dos céus
Se as muralhas não ruírem
Me fará Deus que eu as salte
Se meus inimigos não caírem
Me fará Deus que com eles haja paz
Se a Satã eu não puder derrotar
Me fará Deus que um arcanjo o vença
Onde lutar vencerei
E onde plantar colherei
terça-feira, 4 de julho de 2006
Um Dia Inteiro
A noite é sólida
Me mete em dura escuridão
É insólita, é solidão
É dupla via mão
Quando o olhar toca
Aquela infinita estrela
E uma lágrima a ferver
Alcança o gélido chão
E no contrair-se a menina
Dessa chorante janela
Em meus devaneios
Eu vi a Deus
Vi-O pela razão
Era tão pequeno
Não passava de um alvo
De distante alcance
Vi-O pela emoção
E tornou-se inatingível
E eu... e eu,
Extremamente louco
Vi-O pela Fé
E Ele...
Ele se fez completo
Transcedente, Imanente.
Então, raiou o dia
E a pequena estrela
Tornou-se um dia inteiro
Um dia inteiro.
Lágrima Amiga
A lágrima é uma amiga
Desce tão meiga e carinhosamente
Com seu calor, tentando aquecer o frio da tristeza
A lágrima é uma companheira
Sempre ao nosso lado
Soturna em ajudar
Por vezes ela também chora e
Respinga no chão...
Nesse suicídio de caridade
Percebi que fora amiga
Porque mais que meu choro
Chora minha lágrima
sábado, 1 de julho de 2006
A Deus
Árvores batem palmas
Cantam os penedos
Sorriem os lajedos
A terra se enconfeiteia
Eis Deus no seu trono
Jesus alegria dos homens
Nesse céu que relampeia
De nuvens que negam o pão
Sob o Sol cálido do pícaro
Pai nosso que estás nos céus
Santificado seja o teu nome...
O mormaço dentro esfomeia-se
Venha o teu reino
Seja feita a tua vontade
Assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia... dá-nos hoje
Eis o viajante,
Perdoa as nossas dívidas
Eis o peregrino,
Assim como nós perdoamos
Eis o forasteiro,
Os nossos devedores...
Armas da Luz
sexta-feira, 30 de junho de 2006
Sol Sobranceiro
Estoura o brilho na minha fronte
Do raiar do Sol junto a aurora
Evoca arrepios no meu agora
E o meu peito se abre estonteante
Vem belo Sol! A mudar o dia,
Quero vivê-lo intensamente,
A noite é trevas e já não mente,
Antes que esvaia a breve alegria.
Não vá embora Sol, não vá embora
Por favor, fica aqui imponente
Detenha-te pois no horizonte
Senão vai a alegria numa hora
São as trevas, ó desespero
Desce logo, ó lágrima amiga
Entretanto, com essa fadiga
Aguardarei o Sol sobranceiro.
sábado, 17 de junho de 2006
Recortes
Ecoa o verme
Morre a flor
Vai a cor
Dor infame
Esvai a vida
Finda a lida
Ó, tudo cai
Tudo se vai
Pisa a rosa
Pára a vida
Incauta luz
Homem atroz
Ó, quem dera
Ser, alguém ser
Algo fazer
Já fim da era
Ser o tudo
Na calada
Tudo muda
Tudo mudo
Todo Mundo
Qual o valor
E o amor
Vagabundo
O humano
Sonso môco
Tato louco
Um insano
Nas alturas
Belas vidas
Aves liras
Tão queridas
A Feira
Olha. E quantas casinhas!
Montadas qual um mosaico
Gráfico desde as esquinas
Barracas cobertas ao plástico
Ó quantas cores revela
Enleva a beleza que tem
Tão bem o cheiro atrela
Anula a tristeza meu bem
Surgem as formas variadas
Graúdas, dão gosto de ver
Comer as arredondadas
Que benditas de água reter
Olha! as frutas estão belas
Vermelhas e verdes são
Estão também amarelas
São tantas não lembro não
Olho o chão e vejo tristeza
Rudeza, um mendigo no chão
Com a mão me pede em reza
Vileza, não dou um tostão
Caem restos abaixo das mesas
Crianças correm a pegar
Que lar tão sem regalias
São filhas do “não posso dar”
Ó quantas vacas mortas
Expostas ás mesas. Vêem?
Desdém, se compram com notas
Partidas... que mau cheiro além
Olha, a feira é um mundo
Imundo e belo também
Paradoxo bem mais profundo
Encanta a vista de alguém.
segunda-feira, 1 de maio de 2006
Loucos ou Normais
domingo, 30 de abril de 2006
Os 35 Justos
Há uma lenda judaica que diz que Deus, em todo tempo da história da humanidade, sempre reservou trinta e cinco justos, os quais são como anjos de Deus, nem sabe que os são, geralmente permanecem no anonimato, mas são eles, estes justos, que socorrem a humanidade em grandes conflitos e dificuldades. Será que foram Schindler, Perlasca, Winston Churchill, Gen. MacArthur, Roosevelt, Bertha Sophie, Jimmy Carter, Shimon Peres, Desmond Tutu, Yitzhak Rabin, Nelson Mandela, Rigoberta Manchú, Martin Luther King? Não sabemos, nunca saberemos, provavelmente não. Mas é fato que eles socorreram a humanidade de grandes conflitos, foi por causa deles que não sofremos um mal maior. Eu e você não sabemos, nunca saberemos, se somos algum destes justos, provavelmente não, mas quem sabe? Não sabemos...Porém o mais importante é que começemos a agir como um desses trinta e cinco.
