Entendo pouco sobre carros. Aliás, de carros não entendo nada. Porém, sempre que preciso comprar um, faço uma pesquisa razoável, justamente porque desconheço o assunto. Minha preocupação principal é com a faixa de preços e, basicamente, o custo benefício. A segunda preocupação é se o veículo pode carregar minhas malas. Nesta peregrinação, achei algumas pérolas, óbvias para muitos. Uma delas é a grande ilusão do carro zero, no sentido de quem deseja renová-lo todos os anos. Com a desvalorização, a cada três anos, pude-se comprar mais um carro somente com a desvalorização, que varia de 12% a 25%, dependendo do modelo. Na verdade, aí está segredo da redução do IPI que tentava diminuir a desvalorização, mantendo a venda de automóveis zero em alta. Outra pérola é o mito do carro 1.0 como sendo mais econômico do que 1.6 e acima, pergunte a quem possui e compare, sai a mesma coisa. A última pérola é a mais importante: a que tipo de carro está valendo à pena comprar. E adianto, é o seminovo. Porque já sofreu a desvalorização e, estando com média 10 mil Km rodados por semestre ainda está novo. Se você tiver, por exemplo, 40 mil para comprar um carro, um novo você não irá muito além de um Voyage 1.6 basicão. Por este valor, você compra um seminovo com muito mais regalias, porque já sofreu a desvalorização. Na tabela da FIPE, não importa, se o modelo tinha travas, acessórios, som, etc; somente modelo, cilindrada e ano. Quem assim compra, o que é natural, perderá tudo em desvalorização. Quase esqueci de falar que as montadoras iludem o consumidor oferecendo um monte de garantias que só aconteceriam por um certo azar ou descuido do condutor, como garantia de caixa e motor por três anos, sejamos sinceros quantos carros com mais de três anos já bateram o motor em sua mão? Então, repetindo, em lugar de tirar um carro novo que desvaloriza de 5 a 10 só para retirar da loja, pense bem e pesquise um ótimo seminovo. Dê uma busca nos importados.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Acabe com a fofoca, não antes de acabar com o lacerdismo
“Para parar de falar errado, precisamos parar de pensar errado.”
“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências,” (1 Pedro 2:1)
Mais um “ismo”, com tantos existentes nesta Terra que Deus nos deu, até parece não causar espanto. Mas creio que este levanta curiosidade. A princípio, deve-se pensar, quem seria esse Lacerda? Um intelectual? Um filósofo? Mais um fundador dessas seitas excêntricas? Não, não. O lacerdismo refere-se ao antigo governador da Guanabara, chamado de Carlos Lacerda. Não confunda-o com Lamarca, certo!? Bom, Lacerda era daqueles políticos que se levantavam em nome da honra e denegria seus colegas. Discurso aqui ou ali, Lacerda chegava mesmo a convencer no momento, se todos não soubessem quem ele fora, um tremendo cara-de-pau. Na maioria dos discursos de oratória invejável, defendendo a si mesmo, Lacerda denegria com o objetivo de que seus males não fossem vistos, ou, que fossem diminuídos já que todos eram suspeitos. O lacerdismo, como método, tinha por característico ser policialesco, julgar seus companheiros por estarem em local suspeito, em atitude suspeita, com gente suspeita. Sabe, reflito e penso como muitas vezes o “povo de Deus” (pessoas) se comportam com esta metodologia. Funciona assim: está lá o irmãozinho, ou irmãzinha, curtindo a brisa do mar sozinho em uma bela tarde de verão à beira-mar. Então, passa aquele abençoado, vê o irmão (ou irmã), não cumprimenta, não diz um alô, não pára o carro, segue em frente e começa a confabular, interpretar a situação: O que será que o irmãozinho está fazendo a esta hora, às 5 da tarde? O lugar e momento suspeito. E ainda, sentado no calçadão balançando as pernas? Atitude suspeita. Será que está esperando alguém? A pessoa suspeita, que sequer apareceu na cena. Tem algo de errado aí, conclui. Depois, pega o telefone? Liga para fulano. Para sicrano. Sabia que seu filho (ou filha) está a esta hora, 5h da tarde, na praia? O quê? Sim. Em uma atitude totalmente suspeita.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Vice-Chefe do DGP ministra palestra para capelães militares
Como parte dos atividades previstas no Estágio de Instrução e Adaptação para os novos Capelães Militares, no dia 03 Jul 13, o Sr Vice-chefe do DGP*, o General de Divisão Marco Edson Gonçalves Dias, ministrou aos estagiários uma palestra sobre liderança e valores militares.
*Departamento Geral de Pessoal do Exército Brasileiro.
Câmara dos Deputados do EUA Congresso rejeita a entrada de capelães militares não religiosos
A Câmara do Deputados dos EUA, em 23 de julho, aprovou uma emenda a uma lei de orçamentária do Pentágono para evitar a nomeação de capelães militares de entidades não religiosas. A alteração foi patrocinada pelo deputado John C. Fleming, republicando, e exige que somente organizações religiosas possam encaminhar e aprovar a entrada de capelães militares.
"Na emenda já está incluída os padrões atuais sobre as entidades que os aprovam, devem ser reconhecidos tendo como base a fé das organizações religiosas", disse o porta-voz de Fleming, Doug Sachtleben.
Atualmente, o Departamento de Defesa americano reconhece mais de 200 servidores que subscrevem, todos eles baseados em uma crença em Deus. Mas, recentemente, tem havido um esforço de humanistas, que não reconhecem a divindade sobrenatural, para terem os seus próprios capelães militares.
Não está claro se a decisão afetará a aplicação de Jason Heap como o primeiro capelão Humanista da Marinha. Heap tem 38 anos de idade e é graduado pela Brite Divinity School e pela Universidade de Oxford, e tem o aval da Sociedade Humanista. Seus seguidores têm solicitado à Marinha americana que adicione a sociedade na sua lista das entidades que podem encaminhar capelães às forças armadas.
Jason Torpy, presidente da Associação Militar de Ateus e Livres Pensadores, aponta que os regulamentos militares já determinam que estes tipos de capelães sejam aprovados - e que não necessariamente pertençam a uma organização de crentes em uma divindade.
A alteração tem o apoio da Aliança de Capelania para a Liberdade Religiosa, uma organização de capelães cristãos. Em um comunicado divulgado terça-feira, capelão Ron Crews, um coronel da Força Aérea aposentado, disse: "Uma minoria está advogando que ateus sejam encomendados como capelães, mas a própria natureza da palavra 'capelão' sugere que o indivíduo tem uma crença em Deus e um desejo de ministrar às necessidades espirituais ".
A emenda está ligada à aprovação do orçamento do Departamento de Defesa de 2014 e teve sua aprovação de 253 contra 173. O projeto de lei maior está previsto para uma votação com a casa, disse Sachtleben disse. A referida emenda ainda não foi analisada pelo Senado.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Diga a Ele que muito obrigado
Jesus pregou no Sermão da Montanha: “Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:3-4). Lembro bem disso, que não se deve tocar trombeta em por nossas boas obras. O Pr. Ricardo Mateus já ensininava que não importava contar o que se fazia de bom porque se perdia o galardão. Concordo, a palavra do missionário estava em total acordo com os evangelhos. Durante muito tempo, senti vontade de contar algo interessante da vida cristã, mas estes versículos sempre me alertaram. Todavia, resolvi contar, já coloquei diante de Deus que não me importaria de perder o galardão se esta narrativa de um fato real puder abençoar alguém e estimular na prática da justiça, das boas obras. Eram meus anos no seminário, no primeiro ano, na verdade, Ana Lúcia, minha esposa, trabalhava à noite, descia eu duas quadras do Tirol, de onde ficava o seminário e a pegava no cruzamento de Avenida Hermes da Fonseca com a Avenida Bernardo Vieira em Natal, RN. Em 1996, aquele entroncamento era um pouco sombrio, mas animado, barracas de cachorro quente e churrasquinhos disputavam uma vaga em nosso olfato junto à esquina da então fábrica têxtil Guararapes. Salvo engano, havia ali também uma loja de pronta entrega que à noite servia de happy hour para os menos afortunados após à meia noite.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
SUL DO BRASIL SERÁ A REGIÃO MAIS FRIA DO MUNDO, COM EXCEÇÃO DOS POLOS, A PARTIR DE HOJE
FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS
Os próximos dias devem ficar registrados com destaque no estudo da climatologia do Sul do Brasil. A neve já cai no Rio Grande do Sul, que registrou - 6ºC na manhã desta segunda-feira (22/07) e em Santa Catarina. Trata-se da mais intensa onda de frio que já atingiu a região nos últimos anos.
A previsão é surpreendente: segundo o instituto meteorológico MetSul, o Rio Grande do Sul terá as temperaturas mais baixas do mundo, com exceção dos polos, durante esta semana.
Como aparece no mapa acima, o Sul do Brasil está dentro da área roxa e azul no centro da América do Sul que é apontada pelos especialistas como o local onde o frio deve ficar mais intenso nos próximos dias. "O frio será extremo e deve gear forte em um grande número de localidades", diz o Professor Eugenio Hackbart na página do Instituto.
Católicos vão pouco à missa e contribuem menos com igreja
REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Em sua primeira viagem internacional como pontífice, o papa Francisco encontrará um Brasil em que a presença católica continua em declínio, com fiéis relativamente distantes da Igreja nas missas, no dízimo e na convicção sobre assuntos polêmicos, como casamento gay e adoção por casais do mesmo sexo.
As conclusões vêm de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 6 e 7 de junho, com 3.758 entrevistados em 180 municípios do país. A margem de erro dos resultados é de dois pontos percentuais.
Segundo o levantamento, 57% dos brasileiros com mais de 16 anos se declaram católicos, patamar mais baixo da história do país. Em 2007, pesquisa semelhante feita pelo Datafolha apontou 64%. Em 1994, eles eram 75%.
O segundo maior bloco religioso do Brasil é o de evangélicos pentecostais (membros de igrejas como a Assembleia de Deus), com 19%. Em seguida estão os evangélicos não pentecostais (de igrejas protestantes com séculos de existência, como os metodistas e os batistas), com 9%.
domingo, 30 de junho de 2013
O extremismo de opinião das ruas
Hoje, o povo brasileiro vive uma condição de extremismo de opinião, a popularidade do governante é oito ou é oitenta. Em um só mês, a presidente Dilma marcou duas condições históricas: a de ser a mais popular no período e a mais impopular em curto espaço de tempo. Ao todo, perdeu 35% (trinta e cinco pontos percentuais) em quatro semanas. Pareceu perplexa com as manifestações, mesmo depois de discursar firulas com o Velho do Restelo, e ele não perdoou. Esta semana deverá ser a última de desses protestos massivos. Ninguém consegue brigar o tempo todo. Infelizmente, o fim de um casamento sem conserto é o divórcio. Entretanto, como o povo vive extremismo de opinião, um grande feito de Dilma, dentro da vontade da massa populosa, pode-lhe reverter tudo. Os que estão nas ruas querem a Cristo ou a Barrabás sem saber quem é um ou outro, poderiam ser quaisquer outros nomes ou feições. Esse sentimento de intolerância tem sido alimentado por diversos anos. As políticas que demandaram a busca de direitos humanos e civis, foram políticas inflexíveis de moto fanático sem dialogar com os diversos setores da sociedade. Atualmente, no Brasil, e também em outros lugares mundo, quem defende os direitos dos gays está em pé de guerra com quem não defende. A defesa desses direitos escondem animosidades sub-reptícias, para muitos, ser a favor da “causa gay” é o novo “não gosto de crente.” O evangelicalismo que está na mídia, porque se arroga representar a classe evangélica, ainda que ela não tenha sido consultada para isso, resolve devolver na mesma moeda, no espírito da Lei de Talião: bateu, levou. Há muito tempo que os oficialmente envolvidos com os direitos humanos são questionados pela sociedade. Os agentes desses direitos não pactuaram com a sociedade por suas subjetivas intolerâncias ideológicas; e o PT fez questão de dividir o Brasil. Não basta ter uma causa, é preciso estar contra uma outra que se dividem nos grupos: mulheres vs. homens, negros vs. brancos, imprensa golpista vs. imprensa progressista, civis vs. militares, novos vs. velhos, índios vs. brancos, gays vs. evangélicos; esqueceu-se que a nação é um todo. Admira-me que os governos estejam cada vez mais interessados em regular as particularidades humanas. Sexo, por exemplo, é assunto particular. O Estado esquece a despensa para atender ao que acontece no leito. A tentativa de manipulação deixou a paciência do limite, porque o básico está em último lugar. O povo nas ruas é um "não aguento mais" para partidarismos que nada resolvem. Em nome da ideologia, colocaram uma bala de Mentos na geração Coca-Cola, já vazando para estourar. Em cima de quem for, não haverá tempo para esquivas.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Indígenas brasileiros criam rede de igrejas evangélicas
Apesar da organização, os pastores não influenciam nos atuais conflitos por ocupação de terras.
Por Leilane Lopes
Por Leilane Lopes
FOLHA DE SÃO PAULO
A União das Igrejas Evangélicas da América do Sul (Uniedas) é uma organização com mais de 30 anos, mas que hoje é coordenada por terenas, um grupo de indígenas brasileiros, que conta com 25 igrejas e 8 congregações cadastradas.
A maioria delas está no estado do Mato Grosso do Sul, são 22 instituições religiosas no total, as restantes estão em Rondônia e em Mato Grosso.
Fundada em 1972 por missionários alemães, a Uniedas hoje tem como líderes alguns pastores terenas como Ricardo Poquiviqui que está à frente de uma igreja em Campo Grande que tem 60 membros, a maioria índios terenas.
“Dez, vinte anos atrás, o índio era muito discriminado. Às vezes, quando ia a uma igreja, não se sentia bem, daí a necessidade”, explica ele.
Hoje os terenas contam até com uma tradução bíblica em sua língua, mas as celebrações ainda são feitas em português, pois os jovens não possuem conhecimentos na língua terena.
A Uniedas não tem muita participação nessa crescente disputa de terras em Mato Grosso do Sul, o trabalho está focado na orientação e na vida espiritual dos índios.
“Estamos cansados de reuniões. Já falamos com todo mundo que tínhamos de falar. É deputado, governador, ministro, não tem mais com quem falar. É por isso que estourou”, disse o pastor Ricardo que sabe que com mais acesso à educação superior, os índios passaram a entender seus direitos.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Comissão aprova a Lei das Religiões
Fonte: Tribuna do Norte
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou ontem projeto de lei (PLC 160/2009) que trata das garantias e dos direitos fundamentais ao livre exercício da crença e dos cultos religiosos – a chamada Lei Geral das Religiões. A proposta é de autoria do deputado George Hilton (PRB-MG) e regulamenta dispositivos constitucionais que garante o livre exercício de crenças. Em razão de acordo de líderes, a matéria, que deveria passar por exame da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), segue diretamente para o Plenário.
O projeto, relatado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi aprovado com cinco emendas. De acordo com uma delas, apresentada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o Estado vai assegurar os direitos constitucionais das denominações religiosas, seja qual for a sua constituição jurídica. No entanto, será exigida personalidade jurídica para realizar parceria com o Estado em atividades de interesse público.
Também por emenda de Rollemberg, instituições religiosas, mesmo sem organização formal, poderão oferecer assistência religiosa em hospitais e estabelecimentos de internação coletiva como presídios. Igualmente, a prestação de assistência religiosa em quartéis das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e das Forças Auxiliares (polícias militares e bombeiros) poderá ser feita por qualquer religião ou crença. Ao acatar as emendas de Rollemberg, o senador Eduardo Suplicy ressaltou que a exigência de registros das associações religiosas, como previsto no projeto apresentado pelo deputado Hilton, iria inviabilizar o exercício de religiões de matriz afro-brasileiras, uma vez que, em sua maioria, as casas de culto ou comunidade de terreiros são de estrutura familiar.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
As 10 profissões menos promissoras
A revista americana Forbes, levando em consideração o mercado de trabalho nos Estados Unidos,fez um ranking com as dez profissões menos promissoras.
Foram usados quatro critérios: salário dos recém formados, salários dos profissionais mais experientes, taxa de desemprego entre recém formados e taxa de desemprego entre profissionais mais experientes.
A pesquisa considerou recém formados os jovens entre 22 e 26 anos, e os mais experientes, os profissionais com idades entre 30 e 54 anos.
- Antropologia e Arqueologia
- Artes relacionada a vídeo e fotografia
- Artes plásticas
- Filosofia e teologia
- Artes
- Música
- Educação física
- Design gráfico
- História
- Literatura e letras
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Bom dia, redes sociais!
É uma síndrome de nosso tempo sofrer de megalomania. Isto só ocorre porque nos determinamos a fazer de todos anões. Não somente em estatura social, principalmente em valores e sentimentos, nos apequenamos.
Ora, sabemos que no fundo, a história, não a da historiografia, a do homem que conta o homem, reconhece finalmente o louco delirante que buscou sempre fazer tudo diferente de todos. O iluminado nunca é um politicamente correto em seu tempo, somente depois os megalomaníacos terminam por reconhecê-lo como paradigma, antitético muitas vezes. Entretanto, tem o louco delirante, no seu tempo, alto senso de dignidade humana evidenciando-o como insuportável aos seus vizinhos indignos. É cego quanto à realidade convencional, não a respeita. Ama embriagadamente, um sem-vergonha. Age como se todos fossem dignos de confiança, abestalhado. Como se todos fossem bons, idiota. Amáveis, platônico. Lindos, péssimo gosto. Admiráveis, iludido. E, assim, quase sem querer, vai deixando um rastro de luz por onde quer que passe. Porque resolveu se encantar, porque se apaixonou, porque abraçou com calor e amor, sorriu e é feliz.
Imagine se todos fossem como eu e você, também educados, comportados e cheios dos mais boníssimos sentimentos. Todavia, apesar de tudo isso, de todos buscarem ser assim, não se entende como há tanta maldade no mundo; em um mundo feito somente por gente que se considera tão boa. A megalomania da bondade ocorre quando falta a ação da bondade. Não basta querer ser bondoso, é preciso ser benigno.
Ora, se há tantas famílias perfeitas – a de cada um é sempre a melhor do que a de todos – como o nosso mundo tornou-se tão ruim? E logo se pensa que se, os outros, não fossem tão maus, como este mundo seria bom.
Enfim, a megalomania da bondade impede que reconheçamos que normalmente só sabemos fazer o que foi feito conosco. Que só conseguimos tratar bem a outrem se fomos bem tratados. Ignoramos porque também fomos ignorados. Odiamos porque nos odiaram. Maltratamos porque nos maltrataram.
Paremos esse moinho humano. Sejamos iluminados. Façamos a diferença. Não basta querer ser, precisamos ser fazendo. Ninguém é feliz sozinho. Ou a sociedade melhora ou ela acaba para todos. Amar ao próximo não é mais uma questão de idealismo místico. Amar ao próximo é uma questão de sobrevivência. Se não formos solidários com a raça humana, liquidaremos nossa espécie. Se não tratarmos bem uns aos outros, seremos destruídos. Infelizmente, o moinho da megalomania da bondade continua rolando. Eu também desejo parar.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Sabotagem vocacional
Não tenho certeza se a epígrafe acima pertence ao Jô, mas é bem seu estilo. Creio haver poucas pessoas que discordam dela, uma amizade profunda, bem fundamentada e estruturada pode sim tombar diante de uma avalanche de canalhices. E creio também que podemos ampliar a epígrafe para outras áreas da vida. Por exemplo, para a área profissional. Boa parte das pessoas motivadas para algum trabalho, admitem ter vocação, na qual seriam felizes por fazerem aquilo que gostam. Fico imaginando o ser humano que tendo conhecimento de sua vocação e habilidade para determinada tarefa lutou com unhas e dentes, deu sua vida para assumi-la, e de repente vê-se limitado por uma série de dificuldades. Dificuldades outras das que ele imaginava haver e às quais já estava vacinado. Uma espécie de sabotagem de sua vocação. Infelizmente é o que ocorre com recursos humanos de diversas corporações. O indivíduo entra com sonhos, até com os pés no chão, mas essa tal série de canalhices e politicagens faz com que seja repensada a tal vocação. Não por seu fim, mas por duvidar que aqueles que estão ao seu lado concorrem para o mesmo bem, ou se de fato lhe querem bem. O indivíduo estuda a vida inteira, sacrifica-se, para assumir determinado posto de trabalho e ali poder ajudar ao próximo da melhor forma possível, com toda garra que pode. Entretanto, as deficiências institucionais, muitas vezes, terminam por tolher o vocacionado. De repente, o indivíduo que não almejou, não sonhou a vocação termina por preencher um buraco que seria para o vocacionado uma cordilheira de oportunidades. Puxam-se os tapetes, vão-se as oportunidades, quebram-se as esperanças, ecoa a mesmice. Uma sequência de malfazejos terminam por minar a estrutura do sonho individual agora abalado. Olha para os recursos institucionais e não vê saída. Observa serem beneficiados aqueles que lhe são pares e que não são. Transforma-se em um patinho feio. Enfim, as críticas: está desestimulado porque não tem vocação, não dá para o serviço, é isso ou aquilo. E esquece-se que até ali rajadas de canalhices foram dispensadas, minando-lhe a falta de perspectivas e a esperança de mudança. É um ensino para que prestemos mais atenção ao ser humano que está do outro lado, se o cuidamos, se o estimulamos ou se de fato estamos batendo o machado às suas raízes, muitas vezes calcado naquilo que achamos comum ou corriqueiro. Como nos faz refletir o provérbio bíblico: “Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Provérbios 26:18-19)
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Último Capítulo da Caverna do Dragão - Significado e conclusão
Quem nunca questionou qual seria o fim e o significado do desenho animado "A Caverna do Dragão"? O final nunca foi veiculado, mas o último capítulo foi escrito. Como ele é enorme, recortei e adicionei para que se compreenda. Alguns dizem que este é somente mais um final dentre os três escritos.
"Todos olham e reagem à medida que a luz tremeluzente começa a brilhar. O Vingador continua preso pelo feitiço luminoso. Ele começa a se transformar na figura nobre e majestosa esculpida no sarcófago. Ele olha para si mesmo, incrédulo. Quando fala, sua voz é aquela do Vingador, mas sem aquele tom sinistro. Os garotos assistem com espanto. Hank ergue seu arco em um gesto de triunfo.
- Eu estava certo! Nossa missão no Reino não era derrotar o Vingador. Era redimi-lo!
O novo Vingador se aproxima dos garotos. Então, diante deles, um clarão de luz prismática aparece e toma a forma do Mestre dos Magos. Ele olha para o Vingador e sorri. O Vingador se ajoelha à sua frente.
- Pai… Eu retornei.
Uni lambe a mão do Vingador enquanto o Mestre dos Magos, com lágrimas nos olhos, se volta para os garotos.
- Obrigado, meus jovens pupilos. Vocês fizeram a única coisa que não estava em meu poder fazer… vocês trouxeram meu filho de volta para mim.
Os garotos olham uns para os outros confusos.
- Você é o pai do Vingador?!
- Não há muita semelhança familiar…
- Milhares de anos atrás – sorri o Vingador - eu escolhi seguir um Mestre que servia ao Mal. Aprisionei neste cenotáfio tudo aquilo que o Mestre dos Magos havia me concedido. E agora vocês me libertaram.
O Mestre dos Magos ergue as mãos e um raio final sai da abóbada, atingindo o chão próximo aos garotos, formando um portal. Dentro dele é possível ver o parque de diversões. Os garotos suspiram.
- E vocês deram àqueles, presos neste Reino, sua liberdade. Eu não posso fazer menos. Vocês estão livres para retornar ao seu mundo, se quiserem.
Os garotos olham uns para os outros em alegria incrédula, à medida que o Mestre dos Magos prossegue:
- Ou vocês podem permanecer aqui, no Reino. Ainda há muito mal a combater e muitas aventuras a ter.
Os garotos e Uni permanecem diante do portal, tendo o Mestre dos Magos de um lado e o Vingador do outro.
- A escolha, meus jovens, é de vocês.
Os garotos olham uns para os outros, sorrindo, lágrimas de felicidade em seus olhos, prontos para tomar a maior de todas as decisões."
FIM.
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