segunda-feira, 28 de abril de 2014

Somos todos bananas

A idiotice com aval institucional chega mais uma vez às redes sociais. A teoria de que viemos do macaco é a mais nobre difusora do racismo científico. Todo racista intelectual, e o racismo é deplorável, fundamenta-se na teoria da evolução. Hitler acreditava que o genocídio racial poderia purificar a espécie humana e apressaria, assim, "nossa" evolução. Não somos macacos. Somos todos seres humanos.

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa. Com a palavra, a Morte

Páscoa. Lembro até hoje de Deus me pedindo o serviço. Quando ele falou que era pra buscar seu próprio filho fiquei de cara, de boca aberta. Mas assim que vi como era o método da crucificação, foi paixão à primeira vista. Então, fiz o serviço e desci pro Mar Morto pra aproveitar o resto do feriado. Aí neguinho veio, no domingo, com a notícia de que Cristo havia  ressuscitado. Mas que droga! Trabalhei numa sexta-feira santa pra nada! É revoltante. Então, caiu a ficha: Cristo ressuscitou três dias depois, só para me desmoralizar! Nem reclamar eu podia. Cristo era filho do Chefe, com os mesmos privilégios e regalias do Chefe. Tive que ficar pianinho. Vou te dizer, e ainda Ele subiu aos céus em um corpo glorioso. É pra ficar de não aguentar. Nem vou falar mais nada para não me complicar. Já me desmoralizaram. Estou de saco cheio desde o dilúvio. Só pra lembrar o placar de vidas humanas até agora: 88 bilhões. Ressurreições oficiais: uma. 

domingo, 23 de março de 2014

Teólogo medieval antecipou teoria cosmológica atual

Com informações da New Scientist - 21/03/2014 no site Inovação Tecnológica.

A coincidência entre a cosmologia atual e o modelo proposto por Robert Grosseteste em 1225 é impressionante - e leva aos mesmos gargalos. [Imagem: Tom C. B. McLeish et al.]

Honrando os mestres

Os cientistas gostam de chamar a Idade Média de "era da escuridão", "noite medieval" e outras denominações pouco elogiosas.

Em contraposição, com o declínio do paradigma religioso em termos de explicação da natureza, emergiu a "idade das luzes", esta capitaneada pelos próprios cientistas.

Obviamente que a ciência moderna surgiu nos ombros dos pioneiros medievais, uma herança que não pode ser esquecida sob pena de negligenciar a coragem e o heroísmo desses pioneiros - ainda que o fato de que grande parte deles tenha pago com a vida seu amor pelo conhecimento torne compreensível o medo inconsciente que leva à tentativa dos cientistas atuais em apartar-se dessa época.

O restabelecimento desses laços agora ganhou uma nova força: uma das principais teorias cosmológicas da atualidade foi redescoberta em um autor medieval - e mais, ela está inspirando os cientistas atuais a melhorarem suas próprias teorias.

Quando físicos traduziram um texto em latim do século 13, e transformaram suas afirmações em equações matemáticas, eles descobriram que um teólogo inglês previu a ideia dos multiversos em 1225.

A descoberta do momento, que envolve a detecção de ondas gravitacionais e a comprovação da inflação cósmica, apoia justamente a ideia dos multiversos.

Cosmologia medieval

Tom McLeish e seus colegas da Universidade de Durham, no Reino Unido, desenvolveram equações a partir do tratado De Luce - Sobre a Luz - escrito pelo teólogo medieval Robert Grosseteste.

"Nós tentamos traduzir matematicamente o que ele disse em palavras em latim," disse McLeish. "Então você tem um conjunto de equações que podem ser inseridas no computador e resolvidas. Estamos explorando matematicamente um novo tipo de universo, que é o que os teóricos das cordas fazem o tempo todo. Apenas estamos sendo teóricos das cordas medievais."

Grosseteste vinha estudando as obras então recém-redescobertas de Aristóteles, que explicou o movimento das estrelas incorporando a Terra em uma série de nove esferas celestes concêntricas.

As coincidências das suas conclusões com a teoria cosmológica contemporânea são estarrecedoras.

No tratado Sobre a Luz, Grosseteste propôs que o universo concêntrico começou com um flash de luz, que empurrou tudo a partir de um ponto minúsculo, formando uma grande esfera.

E as similaridades continuam: Grosseteste propõe que a luz e a matéria são intimamente relacionadas - essencialmente acopladas.

Quando o pulso inicial de luz-matéria em expansão alcançou uma densidade mínima, o universo entrou no que ele chamou de um estado perfeito e parou de se expandir. Esta esfera perfeita emitiu então uma forma diferente de luz, que ele chamou de lúmen, que se propagou para dentro varrendo a matéria "imperfeita", comprimindo-a como um floco de algodão.

A região menos densa de luz-matéria que restou pode então chegar ao seu estado perfeito e cristalizar-se em uma nova esfera embutida na primeira, que emitiria então seu próprio lúmen. Este processo se repetiu até que restou apenas um núcleo de matéria imperfeita, que por sua vez deu origem à Terra.

terça-feira, 4 de março de 2014

A ausência do bem

O mal é a ausência do bem como as trevas é ausência de luz. Quando alguém deixa de cumprir seu dever, o mal se alastra. O caos é consequência direta do pecado. Onde superabundou a desordem, superabundou o mal. Isto vale para vida particular e vale para sociedade.

segunda-feira, 3 de março de 2014

O CORRETO É "IGREJA DE" OU "IGREJA EM"?


Se ao médico, obviamente formado em medicina, é-lhe estranho fazer uso do curandeirismo. Há algumas coisas que me incomodam em teologia. E uma delas é quando quem faz uso da teologia, não a utiliza como teólogo, mas como “curandeiro”. Não quero falar do dom de curas, evidentemente. Fico pasmo como alguém pode frequentar quatro anos ou mais uma faculdade teológica ou seminário de sua agremiação e ainda assim não saber fazer o uso prático da teologia, naquilo que aprendeu como sendo ensino da Bíblia, em coisas tão básicas, como colocar o nome de uma igreja. Como batistas, torna-se quase um mantra para nós que “das 115 vezes que a palavra ‘igreja’ aparece no Novo Testamento, ela se refere, em pelo menos 93, à igreja local,” justamente para que entendamos a distinção, em atividade, entre igreja local e igreja universal. Que uma corresponde à igreja visível a outra à invisível; que uma é composta por professos, a outra por todos os salvos da graça; que uma é uma organização e outra um organismo; igreja temporal e igreja atemporal. Veja biblicamente: “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres” (Atos 13.1), “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia,” (Romanos 16:1), “E, uma vez lida esta epístola perante vós, providenciai por que seja também lida na igreja dos laodicenses;” (Colossenses 4:16), “Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses” (1 Tessalonicenses 1:1). É verdade que se encontra algumas vezes a expressão “igreja em” no Novo Testamente, mas sempre mostrando a igreja no seu início, no sentido abstrato (espiritual), ou no Apocalipse quando a ênfase da mensagem entregue é para o Anjo da “igreja em”, para não usar a preposição “de” repetidamente. Além disso, nas cartas às 7 igrejas, o “igreja em” está, no grego, entre o artigo e o substantivos declinados no genitivo, indicando o domínio da sentença no genitivo. Portanto, uma igreja local é a “igreja de” algum lugar, de algum grupo de pessoas, comunidade, pertencente a algum lugar. Então é “igreja de” e não “igreja em”. A expressão “igreja em” torna errada a aplicação do nosso conceito de igreja local, pois aponta para uma igreja invisível, atemporal, mística, sem locus e tampouco topos. É a igreja “flutuante” naquela cidade. Observe que o “igreja em” aplica-se quando a doutrina eclesiológica tem um poder e administração central como católica, anglicana, episcopal etc. Não é o caso das igrejas batistas que são independentes e autônomas. Portanto, o correto, conforme a teologia batista, é igreja batista DE algum lugar e não igreja batista EM algum lugar.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sobre carros

Entendo pouco sobre carros. Aliás, de carros não entendo nada. Porém, sempre que preciso comprar um, faço uma pesquisa razoável, justamente porque desconheço o assunto. Minha preocupação principal é com a faixa de preços e, basicamente, o custo benefício. A segunda preocupação é se o veículo pode carregar minhas malas. Nesta peregrinação, achei algumas pérolas, óbvias para muitos. Uma delas é a grande ilusão do carro zero, no sentido de quem deseja renová-lo todos os anos. Com a desvalorização, a cada três anos, pude-se comprar mais um carro somente com a desvalorização, que varia de 12% a 25%, dependendo do modelo. Na verdade, aí está segredo da redução do IPI que tentava diminuir a desvalorização, mantendo a venda de automóveis zero em alta. Outra pérola é o mito do carro 1.0 como sendo mais econômico do que 1.6 e acima, pergunte a quem possui e compare, sai a mesma coisa. A última pérola é a mais importante: a que tipo de carro está valendo à pena comprar. E adianto, é o seminovo. Porque já sofreu a desvalorização e, estando com média 10 mil Km rodados por semestre ainda está novo. Se você tiver, por exemplo, 40 mil para comprar um carro, um novo você não irá muito além de um Voyage 1.6 basicão. Por este valor, você compra um seminovo com muito mais regalias, porque já sofreu a desvalorização. Na tabela da FIPE, não importa, se o modelo tinha travas, acessórios, som, etc; somente modelo, cilindrada e ano. Quem assim compra, o que é natural, perderá tudo em desvalorização. Quase esqueci de falar que as montadoras iludem o consumidor oferecendo um monte de garantias que só aconteceriam por um certo azar ou descuido do condutor, como garantia de caixa e motor por três anos, sejamos sinceros quantos carros com mais de três anos já bateram o motor em sua mão? Então, repetindo, em lugar de tirar um carro novo que desvaloriza de 5 a 10 só para retirar da loja, pense bem e pesquise um ótimo seminovo. Dê uma busca nos importados.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Acabe com a fofoca, não antes de acabar com o lacerdismo



“Para parar de falar errado, precisamos parar de pensar errado.”

“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências,” (1 Pedro 2:1)

Mais um “ismo”, com tantos existentes nesta Terra que Deus nos deu, até parece não causar espanto. Mas creio que este levanta curiosidade. A princípio, deve-se pensar, quem seria esse Lacerda? Um intelectual? Um filósofo? Mais um fundador dessas seitas excêntricas? Não, não. O lacerdismo refere-se ao antigo governador da Guanabara, chamado de Carlos Lacerda. Não confunda-o com Lamarca, certo!? Bom, Lacerda era daqueles políticos que se levantavam em nome da honra e denegria seus colegas. Discurso aqui ou ali, Lacerda chegava mesmo a convencer no momento, se todos não soubessem quem ele fora, um tremendo cara-de-pau. Na maioria dos discursos de oratória invejável, defendendo a si mesmo, Lacerda denegria com o objetivo de que seus males não fossem vistos, ou, que fossem diminuídos já que todos eram suspeitos. O lacerdismo, como método, tinha por característico ser policialesco, julgar seus companheiros por estarem em local suspeito, em atitude suspeita, com gente suspeita. Sabe, reflito e penso como muitas vezes o “povo de Deus” (pessoas) se comportam com esta metodologia. Funciona assim: está lá o irmãozinho, ou irmãzinha, curtindo a brisa do mar sozinho em uma bela tarde de verão à beira-mar. Então, passa aquele abençoado, vê o irmão (ou irmã), não cumprimenta, não diz um alô, não pára o carro, segue em frente e começa a confabular, interpretar a situação: O que será que o irmãozinho está fazendo a esta hora, às 5 da tarde? O lugar e momento suspeito. E ainda, sentado no calçadão balançando as pernas? Atitude suspeita. Será que está esperando alguém? A pessoa suspeita, que sequer apareceu na cena. Tem algo de errado aí, conclui. Depois, pega o telefone? Liga para fulano. Para sicrano. Sabia que seu filho (ou filha) está a esta hora, 5h da tarde, na praia? O quê? Sim. Em uma atitude totalmente suspeita.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vice-Chefe do DGP ministra palestra para capelães militares


Como parte dos atividades previstas no Estágio de Instrução e Adaptação para os novos Capelães Militares, no dia 03 Jul 13, o Sr Vice-chefe do DGP*, o General de Divisão Marco Edson Gonçalves Dias, ministrou aos estagiários uma palestra sobre liderança e valores militares.

*Departamento Geral de Pessoal do Exército Brasileiro.

Câmara dos Deputados do EUA Congresso rejeita a entrada de capelães militares não religiosos

A Câmara do Deputados dos EUA, em 23 de julho, aprovou uma emenda a uma lei de orçamentária do Pentágono para evitar a nomeação de capelães militares de entidades não religiosas. A alteração foi patrocinada pelo deputado John C. Fleming, republicando, e exige que somente organizações religiosas possam encaminhar e aprovar a entrada de capelães militares.

"Na emenda já está incluída os padrões atuais sobre as entidades que os aprovam, devem ser reconhecidos tendo como base a fé das organizações religiosas", disse o porta-voz de Fleming, Doug Sachtleben.

Atualmente, o Departamento de Defesa americano reconhece mais de 200 servidores que subscrevem, todos eles baseados em uma crença em Deus. Mas, recentemente, tem havido um esforço de humanistas, que não reconhecem a divindade sobrenatural, para terem os seus próprios capelães militares.

Não está claro se a decisão afetará a aplicação de Jason Heap como o primeiro capelão Humanista da Marinha. Heap tem 38 anos de idade e é graduado pela Brite Divinity School e pela Universidade de Oxford, e tem o aval da Sociedade Humanista. Seus seguidores têm solicitado à Marinha americana que adicione a sociedade na sua lista das entidades que podem encaminhar capelães às forças armadas.

Jason Torpy, presidente da Associação Militar de Ateus e Livres Pensadores, aponta que os regulamentos militares já determinam que estes tipos de capelães sejam aprovados - e que não necessariamente pertençam a uma organização de crentes em uma divindade.

A alteração tem o apoio da Aliança de Capelania para a Liberdade Religiosa, uma organização de capelães cristãos. Em um comunicado divulgado terça-feira, capelão Ron Crews, um coronel da Força Aérea aposentado, disse: "Uma minoria está advogando que ateus sejam encomendados como capelães, mas a própria natureza da palavra 'capelão' sugere que o indivíduo tem uma crença em Deus e um desejo de ministrar às necessidades espirituais ".

A emenda está ligada à aprovação do orçamento do Departamento de Defesa de 2014 e teve sua aprovação de 253 contra 173. O projeto de lei maior está previsto para uma votação com a casa, disse Sachtleben disse. A referida emenda ainda não foi analisada pelo Senado.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Diga a Ele que muito obrigado

Jesus pregou no Sermão da Montanha: “Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:3-4). Lembro bem disso, que não se deve tocar trombeta em por nossas boas obras. O Pr. Ricardo Mateus já ensininava que não importava contar o que se fazia de bom porque se perdia o galardão. Concordo, a palavra do missionário estava em total acordo com os evangelhos. Durante muito tempo, senti vontade de contar algo interessante da vida cristã, mas estes versículos sempre me alertaram. Todavia, resolvi contar, já coloquei diante de Deus que não me importaria de perder o galardão se esta narrativa de um fato real puder abençoar alguém e estimular na prática da justiça, das boas obras. Eram meus anos no seminário, no primeiro ano, na verdade, Ana Lúcia, minha esposa, trabalhava à noite, descia eu duas quadras do Tirol, de onde ficava o seminário e a pegava no cruzamento de Avenida Hermes da Fonseca com a Avenida Bernardo Vieira em Natal, RN. Em 1996, aquele entroncamento era um pouco sombrio, mas animado, barracas de cachorro quente e churrasquinhos disputavam uma vaga em nosso olfato junto à esquina da então fábrica têxtil Guararapes. Salvo engano, havia ali também uma loja de pronta entrega que à noite servia de happy hour para os menos afortunados após à meia noite.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

SUL DO BRASIL SERÁ A REGIÃO MAIS FRIA DO MUNDO, COM EXCEÇÃO DOS POLOS, A PARTIR DE HOJE

FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS

A NEVE COMEÇOU A CAIR NO RIO GRANDE DO SUL, QUE REGISTRA -6ºC NESTA SEGUNDA-FEIRA
COMO MOSTRA A IMAGEM, O CENTRO DA AMÉRICA DO SUL SERÁ A ÁREA COM TEMPERATURAS MAIS BAIXAS NOS PRÓXIMOS DIAS, EXCLUINDO, É CLARO, OS POLOS (FOTO: REPRODUÇÃO INTERNET/METSUL.COM/MODELO METEOROLÓGICO OPERACIONAL DOS EUA)
Os próximos dias devem ficar registrados com destaque no estudo da climatologia do Sul do Brasil. A neve já cai no Rio Grande do Sul, que registrou - 6ºC na manhã desta segunda-feira (22/07) e em Santa Catarina. Trata-se da mais intensa onda de frio que já atingiu a região nos últimos anos.

A previsão é surpreendente: segundo o instituto meteorológico MetSul, o Rio Grande do Sul terá as temperaturas mais baixas do mundo, com exceção dos polos, durante esta semana. 

Como aparece no mapa acima, o Sul do Brasil está dentro da área roxa e azul no centro da América do Sul que é apontada pelos especialistas como o local onde o frio deve ficar mais intenso nos próximos dias. "O frio será extremo e deve gear forte em um grande número de localidades", diz o Professor Eugenio Hackbart na página do Instituto.

Católicos vão pouco à missa e contribuem menos com igreja

REINALDO JOSÉ LOPES

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Em sua primeira viagem internacional como pontífice, o papa Francisco encontrará um Brasil em que a presença católica continua em declínio, com fiéis relativamente distantes da Igreja nas missas, no dízimo e na convicção sobre assuntos polêmicos, como casamento gay e adoção por casais do mesmo sexo.

As conclusões vêm de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 6 e 7 de junho, com 3.758 entrevistados em 180 municípios do país. A margem de erro dos resultados é de dois pontos percentuais.

Segundo o levantamento, 57% dos brasileiros com mais de 16 anos se declaram católicos, patamar mais baixo da história do país. Em 2007, pesquisa semelhante feita pelo Datafolha apontou 64%. Em 1994, eles eram 75%.

O segundo maior bloco religioso do Brasil é o de evangélicos pentecostais (membros de igrejas como a Assembleia de Deus), com 19%. Em seguida estão os evangélicos não pentecostais (de igrejas protestantes com séculos de existência, como os metodistas e os batistas), com 9%.

domingo, 30 de junho de 2013

O extremismo de opinião das ruas


Hoje, o povo brasileiro vive uma condição de extremismo de opinião, a popularidade do governante é oito ou é oitenta. Em um só mês, a presidente Dilma marcou duas condições históricas: a de ser a mais popular no período e a mais impopular em curto espaço de tempo. Ao todo, perdeu 35% (trinta e cinco pontos percentuais) em quatro semanas. Pareceu perplexa com as manifestações, mesmo depois de discursar firulas com o Velho do Restelo, e ele não perdoou. Esta semana deverá ser a última de desses protestos massivos. Ninguém consegue brigar o tempo todo. Infelizmente, o fim de um casamento sem conserto é o divórcio. Entretanto, como o povo vive extremismo de opinião, um grande feito de Dilma, dentro da vontade da massa populosa, pode-lhe reverter tudo. Os que estão nas ruas querem a Cristo ou a Barrabás sem saber quem é um ou outro, poderiam ser quaisquer outros nomes ou feições. Esse sentimento de intolerância tem sido alimentado por diversos anos. As políticas que demandaram a busca de direitos humanos e civis, foram políticas inflexíveis de moto fanático sem dialogar com os diversos setores da sociedade. Atualmente, no Brasil, e também em outros lugares mundo, quem defende os direitos dos gays está em pé de guerra com quem não defende. A defesa desses direitos escondem animosidades sub-reptícias, para muitos, ser a favor da “causa gay” é o novo “não gosto de crente.” O evangelicalismo que está na mídia, porque se arroga representar a classe evangélica, ainda que ela não tenha sido consultada para isso, resolve devolver na mesma moeda, no espírito da Lei de Talião: bateu, levou. Há muito tempo que os oficialmente envolvidos com os direitos humanos são questionados pela sociedade. Os agentes desses direitos não pactuaram com a sociedade por suas subjetivas intolerâncias ideológicas; e o PT fez questão de dividir o Brasil. Não basta ter uma causa, é preciso estar contra uma outra que se dividem nos grupos: mulheres vs. homens, negros vs. brancos, imprensa golpista vs. imprensa progressista, civis vs. militares, novos vs. velhos, índios vs. brancos, gays vs. evangélicos; esqueceu-se que a nação é um todo. Admira-me que os governos estejam cada vez mais interessados em regular as particularidades humanas. Sexo, por exemplo, é assunto particular. O Estado esquece a despensa para atender ao que acontece no leito. A tentativa de manipulação deixou a paciência do limite, porque o básico está em último lugar. O povo nas ruas é um "não aguento mais" para partidarismos que nada resolvem. Em nome da ideologia, colocaram uma bala de Mentos na geração Coca-Cola, já vazando para estourar. Em cima de quem for, não haverá tempo para esquivas.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Indígenas brasileiros criam rede de igrejas evangélicas

Apesar da organização, os pastores não influenciam nos atuais conflitos por ocupação de terras.



Por Leilane Lopes
FOLHA DE SÃO PAULO

A União das Igrejas Evangélicas da América do Sul (Uniedas) é uma organização com mais de 30 anos, mas que hoje é coordenada por terenas, um grupo de indígenas brasileiros, que conta com 25 igrejas e 8 congregações cadastradas.

A maioria delas está no estado do Mato Grosso do Sul, são 22 instituições religiosas no total, as restantes estão em Rondônia e em Mato Grosso.

Fundada em 1972 por missionários alemães, a Uniedas hoje tem como líderes alguns pastores terenas como Ricardo Poquiviqui que está à frente de uma igreja em Campo Grande que tem 60 membros, a maioria índios terenas.

“Dez, vinte anos atrás, o índio era muito discriminado. Às vezes, quando ia a uma igreja, não se sentia bem, daí a necessidade”, explica ele.

Hoje os terenas contam até com uma tradução bíblica em sua língua, mas as celebrações ainda são feitas em português, pois os jovens não possuem conhecimentos na língua terena.

A Uniedas não tem muita participação nessa crescente disputa de terras em Mato Grosso do Sul, o trabalho está focado na orientação e na vida espiritual dos índios.

“Estamos cansados de reuniões. Já falamos com todo mundo que tínhamos de falar. É deputado, governador, ministro, não tem mais com quem falar. É por isso que estourou”, disse o pastor Ricardo que sabe que com mais acesso à educação superior, os índios passaram a entender seus direitos.
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