segunda-feira, 23 de junho de 2014

Justiça anula pena de morte à jovem convertida ao cristianismo no Sudão

Cartum, 23 jun (EFE).- O Tribunal de Apelação de Cartum cancelou nesta segunda-feira a condenação à pena de morte ditada contra a médica sudanesa Mariam Ibrahim Ishaq, de 27 anos, que foi sentenciada por se converter ao cristianismo.

Segundo informou à Agência Efe um advogado do caso, Mohammed Ibrahim, a corte aceitou o recurso apresentado pela jovem e ordenou sua libertação imediata.

A médica foi sentenciada à forca no dia 15 de maio, mas a Justiça sudanesa lhe deu dois anos até cumprir a pena para que pudesse amamentar o bebê do qual estava grávida na época e que nasceu no dia 27 desse mês.

De pai muçulmano e mãe cristã, Ibrahim foi condenada por sua suposta conversão ao cristianismo, o que a jovem negou ao afirmar que nunca professou o islã porque foi educada por sua mãe.

A tradição islâmica designa automaticamente os filhos de homens muçulmanos como seguidores dessa religião.

O juiz a sentenciou também por adultério, ao declarar nulo seu casamento em 2011 com Daniel Wani, já que as leis da 'sharia' (lei islâmica) não permitem que uma mulher muçulmana se case com um cristão. EFE

Cantor de 'heavy metal cristão', Tim Lambesis admite ser ateu


Vocalista do As I Lay Dying disse que fingiu ser religioso para vender discos.
Ele foi condenado a 9 anos de prisão por planejar assassinato da mulher.

Do G1, em São Paulo

Tim Lambesis, vocalista da banda cristã de heavy metal As I Lay Dying, revelou que é ateu e que fingiu ser religioso para vender discos, segundo informações do site da "NME".

Em entrevista ao "Alternative Press", Lambesis ainda disse que ele não é o primeiro integrante do grupo a deixar de ser cristão. Segundo o cantor, dois de seus colegas abandonaram a religião antes dele.

"A primeira vez em que traí a minha mulher, minha interpretação de moralidade era agora conveniente para mim. Eu me sentiria menos culpado se eu decidisse: 'Bem, o casamento não é uma coisa real, porque o cristianismo não é real. Deus não é real", declarou o vocalista.

Em fevereiro deste ano, Lambesis foi condenado a nove anos de prisão. Ele confessou que tentou contratar um pistoleiro – na verdade, um policial disfarçado – para matar sua ex-mulher.

Histórico
Em maio de 2013, Lambesis foi detido em Oceanside, ao norte de San Diego, sob a acusação de tramar a morte de sua ex-mulher, Meggan Lambesis, que havia pedido divórcio um ano antes, após um casamento de oito anos. Na ocasião, Lambesis se declarou inocente.

O cantor admitiu que chegou a entregar US$ 1 mil ao agente disfarçado, junto com uma foto da mulher, o endereço dela e os códigos do sistema doméstico de segurança. Ele também forneceu uma lista de datas em que estaria com os três filhos adotados do casal, o que facilitaria o crime e serviria como álibi.

De acordo com os promotores, Lambesis pediu ajuda a um colega de ginástica para achar um pistoleiro, mas esse colega em vez disso organizou um encontro do artista com o policial disfarçado.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Os 10 versículos mais populares da Bíblia

Estudo recente conduzido pela Bible Gateway, organização exclusivamente voltada para assuntos relacionados com a Bíblia, indicou, com base em 8 milhões de acessos feitos ao seu site, quais são são os dez versículos bíblicos mais populares: 

1º João capítulo 3, versículo 16
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 

2º Jeremias capítulo 29, versículo 11
Eu sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.

3º Romanos capítulo 8, versículo 28
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 

4º Filipenses capítulo 4, versículo 13
Tudo posso Naquele que me fortalece.

5º Gênesis capítulo 1, versículo 1
No princípio criou Deus os céus e a terra. 

6º Provérbios capítulo 3, versículo 6
Reconhece o SENHOR nos teus caminhos e Ele endireitará as tuas veredas.

7º Provérbios capítulo 3, versículo 5
Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

8º Romanos capítulo 12, versículo 2
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

9º Filipenses capítulo 4, versículo 6
Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições pela oração e pela súplica, com ações de graças.

10º Mateus capítulo 28, versículo 19 
Indo, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O estudo ainda mostrou que esses versículos formam como que um panorama do trabalho de Deus neste mundo: Ele criou tudo (5º colocado) e provou seu amor por nós ao mandar Jesus para morrer em nosso lugar (1º). Portanto, Ele só quer o nosso bem (3º). Ele tem um plano para nossas vidas (2º), nos dá a força necessária para enfrentarmos as lutas diárias (4º) e nos chama para confiar Nele (7º e 6º), para que possamos acalmar nossas ansiedades (9º). Pede ainda que mudemos as nossas vidas, não fazendo como faz a sociedade em geral (8º). Finalmente, pede que divulguemos as Boas Novas que Jesus trouxe para todos (10º). 

É interessante ainda observar que não há nenhuma referencia ao pecado nos primeiros colocados da lista - o primeiro versículo a tratar desse assunto está em 19º lugar (1 João capítulo 1, versículo 9). E há uma contradição aí, pois o papel de Jesus é reconhecido no 1º lugar, mas a razão para ter sido necessário o seu sacrifício na cruz – o pecado do ser humano – não é algo com que as pessoas se preocupem tanto assim. 

Outro aspecto a comentar, é a necessidade que as pessoas têm de se certificar das promessas de Deus - seis dentre os dez versículos mais populares (2º, 3º, 4º, 6º, 7º e 9º), têm essa característica.

Finalmente, não foi surpresa para ninguém que o versículo mais procurado seja João 3:16. Mas, o segundo colocado, Jeremias 29:11, pode ser considerado uma surpresa, pois todos esperavam que esse lugar fosse ocupado por Romanos 8:28, que ficou no terceiro lugar. Outras surpresas foram os versículos de Provérbios entre os dez primeiros, no 6º e 7º lugares. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Jovem cristão segura atirador em atentado a uma universidade e é tido como herói por sua fé


CP - Um universitário cristão está sendo aclamado como herói na cidade de Seattle, extremo oeste dos EUA, depois de segurar um atirador em um atentado que deixou três feridos e matou uma pessoa na Seattle Pacific University, faculdade cristã da região.

O estudante de engenharia Jon Meis, de 22 anos, abordou o suspeito Aaron Ybarra, de 26 anos, no momento em que ele empunhava uma espingarda e carregava uma faca nas dependências da universidade, por volta das 15:30h (horário local), da última quinta-feira (5).

Monitor de atividades extracurriculares, Meis estava sentado sob a mesa de um dos pátios da faculdade, quando Ybarra apareceu repentinamente. O suspeito teria parado para recarregar a arma, até ser contido por Jon Meis, que o atacou com spray de pimenta e jogou o atirador no chão. Outros alunos e professores ajudaram a segurá-lo até a polícia chegar.

Meis e sua família não quiseram falar sobre o caso, por uma questão de segurança. No entanto, diversos amigos e testemunhas tem descrito o rapaz como herói, sobretudo nas redes sociais. A universidade também lhe ofereceu agradecimentos por evitar uma tragédia que poderia ter sido pior.

Já Andrew Van Ness, colega de quarto em um dormitório da universidade, revelou que não ficou surpreso com a ação de Jon Meis, ao entender que "sua desenvoltura, seu amor ao próximo e seu conhecimento do bem" são maiores do que ele possa definir, de acordo com o canal CNN.

A amiga Melissa Engstrom também acrescentou que o rapaz de 22 anos é reconhecido por sua profunda fé cristã e por sua seu apego à família, sendo que seu amor a Jesus Cristo e disposição de se sacrificar são os maiores alicerces para seu comportamento generoso.

A polícia ainda investiga o que motivou Ybarra a ter a faculdade como alvo, já que ele não era estudante do local. O suspeito está na cadeia, acusado de homicídio. No passado, ele foi duas vezes internado por instituições de tratamento mental, após vários incidentes.

Barack Obama é tarjado de injusto por se omitir no caso de mãe cristã condenada a cem chibatadas



CP - O presidente dos EUA, Barack Obama, foi apontado como injusto, por supostamente se omitir no caso de Meriam Ibrahim, mulher cristã condenada à morte com chibatadas, no Sudão, nordeste da África, sob a acusação de abandonar o islamismo, religião oficial do país.

De acordo com as críticas de órgãos em prol dos direitos humanos, nos últimos meses, Obama ou qualquer funcionário de alto nível do governo americano não ofereceu nenhuma declaração pública pela mulher de 27 anos que no momento está presa aguardando sua pena, vinte meses depois de dar à luz ao segundo filho, na cadeia.

O comportamento do governo americano é dado como passivo, visto que o primeiro-ministro britânico David Cameron já se pronunciou pela causa de Meriam, junto a vários membros da ONU especialistas em direitos. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA se defende sob o argumento de que a "sentença é suscetível de recurso".

Segundo o Departamento de Estado, o marido de Meriam, Daniel Wani, tem cidadania norte-americana. Isso significa, que o filho recém-nascido Martin e Maya, a outra filha do casal, também têm cidadania norte-americana, sendo Meriam elegível para ser cidadã americana, criando um bloqueio diplomático contra o Sudão.

Por sua vez, tal argumento é tido como um motivo ainda maior para o Departamento do Estado tomar uma atitude, ao ver que a proteção dos cidadãos americanos no exterior é prioridade, sobretudo na urgência de Meriam, que corre o risco de morrer a qualquer momento.

Um dos empecilhos no momento para resolver a situação seria a comprovação de Daniel como pai, por meio de um teste de DNA, já que a relação biológica do pai cidadão americano e as crianças deve ser registrada de alguma forma. Outras autoridades também sugerem para que o governo americano lute pela opção de asilo político de Meriam.

Capelães americanos se opõem e dizem não à entrada de gays em suas forças armadas


WASHINGTON (RNS) Mais de 40 capelães militares aposentados advertiram ao presidente Obama e ao secretário de Defesa, Robert Gates, que permitir gays de servirem abertamente nas forças armadas forçará  os capelães atuais a escolherem entre obedecer a Deus ou aos homens.

"Esta escolha forçada deve ser enfrentada, uma vez que o cristianismo ortodoxo - o que representa uma percentagem significativa da crença religiosa nas forças armadas - não afirma comportamento homossexual", escreveram os capelães na quarta-feira de 28 de abril. deste ano.

Os capelães aposentados - filiados a denominações, incluindo a Igreja Luterana-Sínodo de Missouri, a Igreja Presbiteriana na América e da Convenção Batista do Sul - disse que a mudança poderia forçar capelães diluirem seus ensinamentos, ou forçá-los a pregarem e aconselhar tendo em vista o conflito com as políticas militares oficiais.

Em fevereiro, Gates disse que o Pentágono iria passar um ano estudando as implicações.

A carta foi liderada pelo Conselho de Pesquisa da Família e do Fundo de Defesa da Aliança. Advogados do FDA enviaram uma carta com preocupações semelhantes para Obama e Gates em fevereiro.

Também, na quarta-feira, o diretor-executivo da Conferência Internacional de Igrejas Evangélicas que admitem capelães nas forças armadas pediu aos membros que em contato com o Conselho de Capelães das Forças Armadas, que está em busca de informações de grupos de Capelães sobre como a revogação da política os afetaria.

O reverendo Welton Gaddy, presidente da Inter Alliance, criticou a carta dos capelães aposentados, dizendo que é "cheio de raciocínio ilógico" como a inclusão de questões como aconselhamento.

"Por esta lógica, deveríamos também proibir todos os membros do serviço cujos hábitos de jogo, o tratamento dos cônjuges, e pontos de vista sobre o aborto, a política ou a economia não estão em linha com as dos capelães", disse ele.

Pastor afirma que redes sociais são inimigas da religião

TERRA - Para o pastor americano Henry G. Briton as redes sociais podem minar as religiões. Foi isto que ele afirmou em um artigo escrito no Huffington Post se mostrando preocupado com as relações virtuais.

“Estou ficando cada vez mais convencido de que a mídia social pode minar religião por mensagens de ‘generalistas’, colocando o valor no ‘curtir’ e ‘seguidores’ e distraindo as pessoas de um relacionamento com Deus e com seus vizinhos mais próximos”, afirmou.

Briton é pastor sênior da Igreja Presbiteriana de Fairfaz, em Virginia, e lembrou que há muitos líderes religiosos se valendo dessas ferramentas para evangelizar.

Entre os líderes citados por ele está o Papa Francisco que posta mensagens no Twitter, mas outros religiosos e igrejas que usam redes como o Facebook e o LinkedIn.

Na visão do pastor Briton, as redes sociais são “tentadoras”, mas o tempo gasto com elas deveria ser usado para criar relações com Deus e com os próximos.

“Todos nós podemos nos beneficiar ao ‘desplugar’ do mundo online por um dia ou uma temporada, e achar serenidade e crescimento espiritual em uma conexão mais forte com Deus e as pessoas perto de nós”, incentivou o presbiteriano. Com informações Terra.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Justiça indiana e discípulos entram em conflito para decidir se guru milionário está vivo ou morto

Shri Ashutosh Maharaj, um guru indiano com muitos fiéis, tem causado polêmica sobre seu estado vegetativo.

As pessoas que o seguem afirmam que ele pode estar em uma meditação profunda, enquanto o tribunal e os familiares alegam que, na verdade, ele está morto desde janeiro.

Os seus seguidores resolveram congelá-lo na cidade de Punjab, Índia, até que ele desperte do Samadhi, um alto nível de meditação. Os fiéis se negaram a entregar o corpo do mestre ao procedimento de cremação, mesmo depois de vários médicos terem confirmado com inúmeros exames que ele está morto.

Shri é o fundador da ordem religiosa Divya Jyoti Sansthan e, aparentemente, sofreu uma parada cardíaca em janeiro, o que levou ao seu falecimento. Porém, os fiéis não acreditam no diagnóstico dado e continuam afirmando que seu mestre está em profunda meditação. Mesmo a polícia colocando-o como morto, a cidade de Punjab se recusa a aceitar isso, e afirma que é uma questão espiritual.


O filho do líder espiritual, Dilipp Jah, declarou que existem, na verdade, outros motivos para os discípulos insistirem tanto em cuidar da meditação de seu mestre: eles têm o poder de administrar a sua fortuna, que alcança mais de R$ 370 milhões. Aparentemente, quem conseguir decidir se o guru está vivo ou morto, terá o poder de controlar a grande fortuna que esse homem tem.

terça-feira, 10 de junho de 2014

URI Santo Angelo começa receber inscrições para o vestibular de inverno

Iniciou dia 02, período de inscrições para o vestibular de inverno da URI Santo Ângelo. O processo seletivo é para os cursos de Direito, e engenharias Civil e Mecânica, com aulas à noite. Também são ofertadas vagas remanescentes para Administração, Ciência da Computação, Educação Física, Sistemas de Informação e Teologia. As inscrições, ao custo de R$ 50, devem ser realizadas no www.uri.edu.br ou pessoalmente no campus da instituição até dia 24. A prova acontece dia 29.

Cinco provas que nada provam



Por Michelson Borges em 03/06/2014 na edição 801

O jornalista científico Salvador Nogueira assina a coluna “Mensageiro Sideral” na Folha de S.Paulo, e em seu texto “Cinco provas da evolução das espécies “ ele foi realmente estratosférico: passou longe de provar aquela que é considerada por muitos a teoria mais controversa de nosso tempo. O título de seu artigo é simplesmente absurdo, porque a teoria da evolução não pode ser “provada” em tudo aquilo que ela afirma. É, para dizer o mínimo, ufanista, panfletário e leviano. Antes de tratar das tais “provas”, Nogueira faz uma exposição das diferenças entre ciência e religião. Portanto, antes de falar sobre as “provas” apresentadas, vou comentar a introdução do texto do meu colega de profissão.

Ele escreveu:

“Este é um assunto dos mais controversos: a origem das espécies, desde as bactérias mais simples até os orgulhosos seres humanos [note que ele já assume a macroevolução como fato]. A razão básica da confusão é que algumas pessoas querem fazer crer que existe um conflito intrínseco entre a teoria da evolução pela seleção natural e as religiões. É mentira. A ciência, aliás, não é inimiga da religião. As duas são naturalmente complementares, e existe beleza no equilíbrio.”

Aqui Nogueira comete o erro básico (se intencional, não sei) de confundir ciência com evolucionismo e opô-los à religião. Método científico é uma coisa, teoria da evolução é outra. Com o método, a teologia bíblica está em pleno acordo. Com a macroevolução, não. Os evolucionistas até podem se valer do método científico para validar algumas de suas afirmações, mas não todas. Há aspectos do evolucionismo que estão relacionados com as ciências históricas e outros que são pura hipótese mesmo, como a origem da vida a partir da não vida, ou a macroevolução e o surgimento e o aumento da informação genética. Não há absolutamente prova alguma dessas coisas. Apenas conjecturas e cenários imaginários.

O jornalista prossegue:

Biblioteca do Senado lança livro que analisa discurso antireligioso no Brasil do século 19

Doutor em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB), Cristian Santos analisa como os discursos anticlericais das últimas décadas do século 19 marcaram a construção dos personagens religiosos na literatura naturalista brasileira. "Devotos e Devassos – Representação dos padres e beatas na literatura anticlerical brasileira” apresenta as diversas facetas do anticlericalismo no curso dos séculos, tendo por base os romances O Mulato e O Homem, de Aluísio Azevedo, eMorbus, de Faria Neves Sobrinho. As representações estéticas se revelam dóceis à lógica positivista e racionalista, de forte oposição à teologia e a metafísica, expressando, ainda, as circunstâncias históricas do Brasil oitocentista, marcado por grande resistência à monarquia e à Igreja Católica.

O livro será lançado na terça-feira (10), às 18h30, na Biblioteca do Senado.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A teologia atual é a maior inimiga da igreja, alerta pastor

Teólogo afirma “os crentes só ouvem sobre o que eles 'precisam' para ter uma vida melhor... o que é uma heresia”

Um número crescente de cristãos, especialmente entre as gerações mais jovens, hoje tem dificuldade de definir sua posição teológica. Esse é o tema do livro The Rise of the Nones: Compreending and Reaching Religiosly Unaffiliated [A explosão dos sem religião: Compreendendo e alcançando os que não tem mais religião], de James Emery White.

O teólogo, que é pastor da megaigreja Mecklenburg Community Church, uma das maiores da Carolina do Norte, White disse que vem estudando há anos as causas do crescimento das pessoas que não se identificam mais com nenhuma religião. Realidade em muitos países, incluindo o Brasil, a cada ano parece crescer a percentagem de pessoas que são criadas na religião cristã dos pais (evangélica ou católica) e que, posteriormente, acabam se considerando “sem religião” ou apenas “sem igreja”. Um índice radicalmente menor vem de tradições como judaísmo ou islamismo.

Os “sem religião” são o grupo “religioso” que mais cresce em nossos dias. Em especial entre os universitários. O pesquisador Ed Stetzer mostrou recentemente estatísticas que 3 em cada 10 estudantes em idade universitária afirma ser “sem religião”. O número de pessoas que não possuem religião, segundo o IBGE, representa 5% da população brasileira, cerca de 15,3 milhões de pessoas.

Para o pastor White, a culpa é das próprias igrejas. “Os cristãos praticantes, até mesmo entre os evangélicos… estão cada vez mais pensando de uma maneira secular”. E acrescenta: “A forma como nossa cultura continua moldando seus pensamentos e ações, especialmente pelos meios de comunicação fazem ser cada vez mais difícil manter nossa fé forte e vibrante”.

Para o autor do livro, basta olhar para várias questões que seriam impensáveis 20 anos atrás e que hoje são consideradas “normais” por muitas pessoas, incluindo os cristãos que antes se posicionavam fortemente contrários. Entre elas estão o comportamento homossexual, o divórcio, o uso de drogas e o abuso sexual de menores.

As igrejas cristãs são as maiores responsáveis pelo crescimento dos “sem religião” por falharem em anunciar claramente a pecaminosidade do ser humano e sua necessidade de salvação. Esse é o principal ponto levantado por White, o qual acredita que essa teologia falha é a maior inimiga das igrejas.

“Nós (igrejas em geral) passamos a nos preocupar mais com as nossas próprias necessidades… um narcisismo espiritual invadiu a igreja”, enfatiza.

“Há uma mentalidade de consumo que se infiltrou na igreja… os crentes só ouvem sobre o que eles ‘precisam’ para ter uma vida melhor… o que é uma heresia! O culto não deveria ter nada a ver com o que você pode ganhar materialmente com sua relação com Deus… tem a ver com adoração pelo reconhecimento de quem Deus é”.

“Nosso foco de adoração é “completamente herético”, dispara White. Sua ênfase é que as igrejas perpetuam uma forma de consumo que ignora o centro do Evangelho: morrer para si mesmo e viver para Deus… É como colocar um band-aid em paciente com uma doença terminal”, afirma o pastor que conduz um ministério específico em sua igreja voltado a alcançar os sem religião.

Segundo a LifeWay, editora especializada em evangelização, “White oferece sua voz profética para uma das conversas mais importantes que a igreja precisa ter hoje. Ele chama as igrejas a examinar os seus métodos atuais de evangelismo, que muitas vezes resultam apenas em transferência (os cristãos que saem de uma igreja para outra) e não alcançam os sem igreja”. Com informações The Christian Post

Teologia da Missão Integral: debate sobre o tema gera polêmica entre líderes evangélicos. Entenda o que é.

A Teologia da Missão Integral (TMI) é um conceito que vem sendo abraçada por diversas igrejas evangélicas e que sugere a aplicação dos princípios do Evangelho em todas as áreas da vida, incentivando o evangelismo que pregue a Palavra e que ofereça assistência social, psicológica e espiritual.

A TMI foi tema de uma das edições recentes do programa Academia em Debate, organizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com apresentação do reverendo Augustus Nicodemus Lopes e participação dos reverendos e filósofos Jonas Moreira Madureira e Filipe Costa Fontes.

Em suma, durante o debate, Madureira e Fontes apontaram uma suposta influência que a TMI receberia da Teologia da Libertação, conceito surgido há algumas décadas entre teólogos católicos latino-americanos que visa uma atenção maior ao oprimido socialmente, e também fizeram ligações de alguns princípios da TMI com o socialismo e marxismo.

Repercussão

O pastor e escritor Ariovaldo Ramos, auxiliar da Igreja Batista de Água Branca (IBAB) e um dos maiores entusiastas da TMI no Brasil, publicou em sua página no Facebook uma carta aberta aos debatedores, criticando a falta de profundidade nas considerações sobre o assunto.

“As colocações dos convidados não elucidaram o tema, suas críticas, de fato, por falta de rigor, mais pareceram meros ataques, e soaram como opiniões pessoais, acabando por correr o risco de ter prestado um desserviço ao debate teológico, sempre tão necessário, principalmente, neste momento da Igreja brasileira, tão vilipendiada por causa de maus exemplos, principalmente, midiáticos, e acossada por tantos ventos doutrinários”, escreveu Ramos.

Segundo Ramos, a única semelhança entre a TMI e a Teologia da Libertação é o fato de ambas serem “teologias da Práxis, isto é, reflexões teológicas sobre a ação da igreja, como propagadora do Evangelho, no cotidiano da sociedade em que está incrustada”.

Citando o teólogo anglicano John Stott, Ramos afirma que a TMI deu origem ao conceito do “Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens”, que é “compreendido como o poder de Deus para a Salvação de todo o que crê, assim como o poder de Deus para interferir na estrutura da sociedade, para dar sobrevida à humanidade, pela promoção da justiça”, e acrescentou: “Como se pode verificar na irrupção da chamada modernidade, a era dos direitos humanos, iniludível fruto do cristianismo”.

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, mediador do debate sobre a TMI, escreveu uma carta resposta ao pastor dizendo que em seu escrito, apesar de ressaltar a origem da TMI, Ramos não tocou “na questão do uso do marxismo, sim ou não, pela TMI, que é uma das críticas mais feitas ao movimento”.

Lopes também pontuou que o movimento de reforma protestante já trazia em seu bojo muitos dos pontos exaltados por John Stott: “Para mim ‘o Evangelho todo para o homem todo’ encontra uma de suas melhores expressões na cosmovisão reformada, refletida nas conhecidas palavras de Abraham Kuyper, primeiro ministro da Holanda e pastor reformado, ‘Não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: É meu!’ Os seguidores desta linha abriram universidades, hospitais, escolas, abrigos e orfanatos, e se engajaram nas artes, ciência e academia – o ‘homem todo’, muito antes do surgimento da TMI”.

Perante o debate provocado pelo programa e as cartas abertas sobre o tema, o pastor Ariovaldo Carlos Jr, criador da Bíblia Freestyle, publicou um vídeo com um resumo explicativo da história e sentido da TMI. Segundo ele, a ideia da TMI “não é apenas tirar você do inferno, mas tirar o inferno de você”.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Já disponível o aplicativo da versão Almeida Século 21 para Android


A versão Almeida Século 21 definitivamente já faz parte da vida da igreja evangélica brasileira.

Sua qualidade e as marcas distintivas como tradição, exatidão e fluência que têm feito da Almeida Século 21 a versão escolhida por várias igrejas agora está disponível como aplicativo para smartphones com sistema Android. 

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente através do Google Play diretamente do aparelho ou site. Clique aqui.

Em breve, Edições Vida Nova informará novidades sobre a versão Almeida Século 21 para IOS e Windows Phone. 

Acompanhe!

terça-feira, 3 de junho de 2014

A razão por que acreditamos ser possível saber a data exata da morte de Cristo



Em nosso novo livro, The Final Days of Jesus: The Most Important Week of the Most Important Person Who Ever Lived [Os últimos dias de Jesus: A semana mais importante da pessoa mais importante que já viveu], assumimos, mas não discutimos a data precisa da crucificação de Jesus. Praticamente todos os estudiosos acreditam que, por várias razões, Jesus foi crucificado na primavera de 30 ou de 33 d.C., com a maioria optando pela primeira data. "A evidência da astronomia" restringe as possibilidades a 27, 30, 33, ou 34). No entanto, queremos estabelecer nossa tese para a data de sexta-feira, 3 de abril de 33, como o dia exato em que Cristo morreu por nossos pecados.

Para sermos claros, a Bíblia não explicita a data exata da crucificação de Jesus, o que não é uma verdade soteriológica essencial; isso, contudo, não torna a questão irreconhecível ou desimportante. Em virtude de o cristianismo ser uma religião histórica e os acontecimentos da vida de Cristo terem ocorrido juntamente com outros eventos históricos bem conhecidos, é útil localizar a data da morte de Jesus tão precisamente quanto a evidência disponível permita – dentro, pois, do contexto maior da história humana.

Entre os escritores do Evangelho, ninguém insiste tanto nesse ponto quanto Lucas, o médico gentio que se tornou historiador e inspirado cronista do cristianismo primitivo. 

O ano em que o ministério de João Batista começou
Lucas sugere que João Batista começou seu ministério público pouco antes do de Jesus, dando-nos um ponto de referência histórico àquele: "No décimo quinto ano do império de Tibério César . . . " (Lc 3.1).

Sabemos por historiadores romanos que Tibério sucedeu Augusto como imperador e foi ratificado pelo Senado romano em 19 de agosto de 14 d.C.. Ele governou até 37. "O décimo quinto ano do império de Tibério César" parece uma data simples, mas existem algumas ambiguidades, a começar pelo termo inicial do cálculo. Muito provavelmente, o reinado de Tibério foi contado a partir do dia em que ele assumira o cargo em 14 d.C. ou a partir de 1o de janeiro do ano seguinte, 15 d.C.. A data mais próxima possível em que o reinado de quinze anos começara seria em meados de agosto de 28 d.C., e a última data possível em que o seu "décimo quinto ano" se encerrou, 31 de dezembro de 29 d.C.. Assim, o ministério de João Batista teria começado em qualquer ponto entre meados de 28 d.C. e algum momento do ano de 29 d.C.

O ano em que o ministério de Jesus Cristo começou
Se Jesus, como os Evangelhos parecem indicar, iniciou seu ministério não muito tempo depois de João, em seguida, com base nos cálculos acima, a data mais antiga para o batismo de Jesus seria 28 d.C.. No entanto, é mais provável situá-lo em algum momento do primeiro semestre do ano de 29 d.C., por terem decorrido, provavelmente, alguns meses entre o início do ministério de João e o de Jesus (e o ano 30 d.C. é a última data possível). Assim, o ministério de Cristo deve ter começado entre no mínimo o final de 28 e no máximo em 30 d.C..

Isso é coerente com a menção de Lucas de que "Jesus, ao começar seu ministério, tinha cerca de trinta anos de idade" (Lucas 3.23). Se ele nasceu em 6 ou 5 a.C, como é mais provável, Jesus teriaaproximadamente 32 a 34 anos de idade entre fins de 28 e 30 d.C., correspondendo ao intervalo em que ele teria "cerca de trinta anos de idade".

A duração do ministério de Jesus Cristo
Agora precisamos saber quanto tempo o ministério público de Jesus durou, pois, caso tenha se prolongado por dois anos ou mais, aparentemente fica excluída a primavera de 30 d.C. como data possível para a crucificação.

O Evangelho de João menciona que Jesus teria participado de pelo menos três Páscoas (possivelmente quatro), que se davam uma vez por ano, na primavera:

• Houve uma Páscoa em Jerusalém no início do seu ministério público (João 2.13, 23).

• Houve uma Páscoa na Galileia no meio de seu ministério público (João 6.4).

• Houve uma última Páscoa em Jerusalém no final do seu ministério público, ou seja, no tempo de sua crucificação (João 11.55; 12.1).

• E Jesus pode ter assistido mais uma Páscoa, não registrada em João, mas talvez em um ou vários dos Evangelhos sinópticos (ou seja, Mateus, Marcos e Lucas).

Mesmo que houvesse apenas três Páscoas, isso ainda faria do ano 30 d.C. impossível como data de crucificação. Como mencionado acima, a data provável de início do ministério de Jesus a partir de Lucas 3.1 é fins de 28 d.C.. Assim, a primeira dessas Páscoas (no início do ministério de Jesus, João 2.13) cairia em 14 de nisã de 29 (porque nisã dá-se em março/abril, perto do início do ano). A segunda cairia pelo menos em 30 d.C., e a terceira, em 31 d.C., no mínimo. Isto significa que se o ministério de Jesus coincidiu com pelo menos três Páscoas, e se a primeira foi em 29, ele não poderia ter sido crucificado em 30 d.C..
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