
terça-feira, 31 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009
O que eles disseram - Thomas Carlyle

Thomas Carlyle (1795-1881)
A Bíblia é a expressão mais verdadeira que, em letras do alfabeto, saiu da alma do homem, mediante a qual, como através de uma janela divinamente aberta, todos podem fitar a quietude da eternidade e vislumbrar seu lar longínquo, há muito esquecido.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Expiação limitada: o ponto exato da questão
Fonte: BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 3a ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.
domingo, 8 de março de 2009
O que eles disseram - Goethe

Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)
Continue avançando a cultura intelectual; progridam as ciências naturais sempre mais em extensão e profundidade; expanda-se o espírito humano tanto quanto queira; além da elevação e da cultura moral do Cristianismo, como ele resplandece nos Evangelhos, é que não irão.
A Existência de Deus
Em vez de surpreender-nos de que a dogmática comece com a Doutrina de Deus, bem poderíamos esperar que seja completamente um estudo de Deus, em todas as suas ramificações, do começo ao fim. Neste sentido, há duas pressuposições básicas na teologia: 1) que Ele existe; e 2) que Ele se revelou em sua Palavra divina.
Na exposição desse estudo, em geral, apresentou-se em um método seguindo o esboço trinitário Pai, Filho e Espírito Santo, conforme Hegel e Martensen. Breckenridge dividiu o assunto da dogmática em (1) O Conhecimento de Deus Objetivamente Considerado; (2) O Conhecimento de Deus subjetivamente Considerado.
Até o começo do século XIX era quase geral a prática de começar o estudo da dogmática com a doutrina de Deus, mas ocorreu uma mudança sob a influência de Schleiermacher. A consciência religiosa do homem substituiu a palavra de Deus como a fonte da teologia. A fé na Escritura como autorizada revelação de Deus foi desacreditada e a compreensão humana, baseada na apreensão emocional ou racional do homem, veio a ser o padrão do pensamento religioso. A religião gradativamente tomou o lugar de Deus como objeto da teologia. A obra dogmática de Schleiermacher dedica-se ao estudo e análise do sentimento religioso e das doutrinas nele envolvidas. Esta começa com a doutrina do homem e conclui com a doutrina de Deus. Poderia parecer que a teologia da escola de Ritschl requeresse ainda outro ponto de partida, desde que encontra a revelação objetiva de Deus, não a Bíblia como na palavra divinamente inspirada, mas em Cristo como fundador do Reino de Deus, e considera a idéias do Reino como o conceito central e absolutamente dominante da teologia. Ao mesmo tempo, há vários teólogos, como Strong, que em suas obras começam a discussão da dogmática propriamente dita com a doutrina de Cristo ou da Sua obra redentora.
A prova bíblica para a existência de Deus. O Cristão aceita a verdade da existência de Deus pela fé. Mas esta fé não é uma fé cega, mas fé baseada em provas, e as provas se acham, primariamente, na Escritura como a Palavra de Deus inspirada, e, secundariamente, na revelação de Deus na natureza. Nesse sentido a Bíblia não prova a existência de Deus. O que mais se aproxima de uma declaração talvez seja o que lemos em Hebreus 11:6 “... é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. A Bíblia pressupõe a existência de Deus em sua declaração inicial, “No principio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Esta revelação de Deus constitui a base da nossa fé na existência de Deus, e a torna uma fé inteiramente razoável.
Entretanto, há várias formas de negação da existência de Deus, isto inclui tanto a absoluta negação quanto os falsos conceitos que envolvem a negação do verdadeiro Deus.
1. A absoluta negação da existência de Deus. Em vista da semen reliogionis implantada em todos os seres humanos, pela criação do homem à imagem de Deus, é seguro admitir que ninguém nasce ateu. Em última análise, o ateísmo resulta do estado moral pervertido do homem e do seu desejo de fugir de Deus. A respeito dos ímpios o Salmo 14.1 declara: “Diz o insensato no seu coração: não há Deus” (cf. Sl 10.4b). E Paulo lembra aos Efésios que eles tinham estado anteriormente “sem Deus no mundo”, Efésios 2.12. A experiência também dá abundante testemunho da presença deles no mundo. O professor Flint distingue três espécies de ateísmo teórico, a saber, (1) Ateísmo dogmático, que nega peremptoriamente a existência de um ser divino; (2) Ateísmo cético, que duvida da capacidade da mente humana de determinar se há ou não há um Deus; (3) Ateísmo crítico, que sustenta que não há nenhuma prova válida da existência de Deus. Há um número muito maior daqueles que teoricamente põem de lado todo e qualquer deus; e um número ainda maior dos que romperam com o Deus da Escritura. Spinoza pode ser chamado “O homem intoxicado por Deus”, mas o seu Deus certamente não é o Deus que os cristãos cultuam e adoram.
2. Falsos conceitos atuais de Deus que envolvem negação do verdadeiro deus. Em nossos dias há vários conceitos falsos de Deus, conceitos que envolvem a negação do conceito teísta de Deus: a. Um Deus imanente e impessoal, o teísmo sempre acreditou num Deus que é transcendente e imanente, entretanto, o deísmo retirou deus do mundo, e deu ênfase à Sua transcendência, em detrimento da Sua imanência. b. Um Deus finito e pessoal. O teísmo sempre considerou Deus como um Ser pessoal, absoluto, de perfeições infinitas. Bradley considerava o deus da religião cristã como uma parte do Absoluto, e James defendia um conceito de Deus que estava mais em harmonia com a experiência humana de que com a idéia de um Deus infinito. Para eles, as condições do mundo tornam impossível crer num Deus bondoso, infinito em conhecimento e poder. c. Deus como personificação de uma simples idéia abstrata. Repete-se com freqüência a afirmação de que, se Deus criou o homem à Sua imagem, o homem agora está devolvendo o cumprimento criando a Deus à imagem do homem. A maioria dos que rejeitam o conceito teísta de Deus ainda professa fé em Deus, mas este é um Deus de sua própria imaginação... “Deus é o espírito imanente da comunidade” (Royce). Deus “é aquela qualidade da sociedade humana em desenvolvimento” (E. S. Ames). Mal é precisa dizer que o Deus assim definido não é um Deus pessoal e não responde às necessidades mais profundas do coração humano.
Entretanto, apesar do paradoxo entre as pressuposições da existência de Deus na Bíblia e as formas de sua negação. Há provas racionais da existência do Criador, conforme os argumentos ontológico, cosmológico, teleológico, moral e histórico e/ou etnológico:
1. O argumento ontológico. Este argumento foi apresentado em várias formas por Anselmo, Descartes, Samuel Clark, e outros. Foi apresentado em sua mais perfeita forma por Anselmo. Este argumenta que o homem tem a idéia de um ser absolutamente perfeito; que a existência é atributo de perfeição; e que, portanto, um ser absolutamente perfeito tem que existir.
2. O argumento cosmológico. Este argumento tem aparecido em diversas formas. Em geral se apresenta como segue: Cada coisa existente no mundo tem que ter uma causa adequada; sendo assim, o universo também tem que ter uma causa adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande. O universo material aparece como sistema interativo e, portanto, como uma unidade que consiste de várias partes. Daí, deve haver um Agente Integrante que veicule a interação das várias partes ou constitua a base dinâmica da existência delas.
3. O argumento teleológico. Este argumento também é causal e, na verdade, é apenas uma extensão do imediatamente anterior. Pode ser exposto da seguinte forma: Em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este. “A prova teológica”. Diz Wright. “indica apenas a provável existência de uma mente que, ao menos em considerável medida, controla o processo do mundo, suficiente para explicar a quantidade de teleologia que nele transparece”.
4. O argumento moral. Como os outros argumentos, este também assumiu diferentes formas. Kant tomou seu ponto de partida no imperativo categórico, e deste deferiu a existência de alguém que, como legislador e juiz, tem absoluto direito de dominar o homem. Em sua opinião, este argumento é muito superior a qualquer dos outros. É o argumento em que se apóia principalmente, em sua tentativa de provar a existência de Deus. Esta pode ser uma das razões pelas quais este argumento é mais geralmente reconhecido do que qualquer outro, embora nem sempre com a mesma formulação. Alguns argumentam baseados na desigualdade muitas vezes observada entre a conduta moral dos homens e a prosperidade que eles gozam na vida presente, e acham que isso requer um ajustamento no futuro que, por sua vez, exige um árbitro justo. A teologia moderna também o usa amplamente, em especial na forma de que o reconhecimento que o homem tem do Sumo Bem e a sua busca de uma ideal moral exigem e necessitam a existência de um ser santo e justo, não torna obrigatória a crença em um Deus, em um Criador ou em um Ser de infinitas perfeições.
5. O argumento histórico ou etnológico. Em geral este argumento toma a seguinte forma: Entre todos os povos e tribos da terra há um sentimento religioso que se revela em cultos exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria natureza do homem. E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso, isto só pode achar sua explicação num ser superior que constituiu o homem um ser religioso.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Reflexão sobre a Consciência

Se Machado estivesse certo
E todo homem fosse um Cubas
Morrer não seria nada bom
Tornar-se-ia triste ver nos afagando
Aqueles que a vida inteira nos espezinharam
Tornar-se-ia triste ouvir nos louvando
Aqueles que constantemente nos maldisseram
Tornar-se-ia triste observar nos canonizando
Aqueles que um dia amaldiçoamos
Lida hipócrita dos fétidos
Obra da insinceridade
Ó verme, rasgai minha coxa
Já não sinto dor,
Que eu não contemple a tirania.
Que ninguém durma!
Que ninguem durma...
Meu mistério morrerá comigo
Ninguém saberá meu nome
Desapareça, ó noite.
Sumam, estrelas!
Na alvorada vencerei.
Sim, eu vencerei.
terça-feira, 3 de março de 2009
A Trindade

Chamamos de Trindade a manifestação plural da personalidade de Deus. No primeiro verso da Bíblia está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a Terra” (Gn 1.11). Este mesmo Deus, em todo restante das Escrituras, sempre se revela dentro de uma perspectiva monoteísta. Mas como esse Deus único, nesse mesmo verso da Bíblia, tem o nome de Deus em hebraico no plural? A resposta é aparentemente confusa, mas é simples: Deus enquanto único quer mostrar sua pluralidade, a pluralidade de pessoas que compõem este único Deus. Para facilitar a mente observadora Deus revelou-se aos hebreus como o SENHOR Deus. SENHOR como uma tradução do acrônimo YHWH Deus, desta forma Deus definia-se o Deus plural que é um (Ex 6.2).
Êxodo 6:2 – Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o SENHOR.
Ainda no Antigo Testamento há várias manifestações de Deus. Como vimos em Êxodo 6.2, Ele aparece como o Senhor, que é Pai; em espectro de homem ou de anjo, que é o Filho (Jz 13.6-22 e 1 Sm 2.27); e em como o Espírito Santo em Gênesis 1.1 e 41.38. Assim,
O que eles disseram - Henry Van Dike

Nascida no Oriente e vestida de formas e de imagens orientais, a Bíblia percorre as estradas do mundo inteiro, familiarizada com os caminhos por onde vai; penetra nos países, um após outro, para em toda parte sentir-se bem, como em seu próprio ambiente. Aprendeu a falar ao coração do homem em centenas de línguas. As crianças ouvem suas histórias com admiração e prazer, e os sábios ponderam-nas como parábolas de vida. Os maus e os soberbos estremecem com os seus avisos, mas aos ouvidos dos que sofrem e dos penitentes sua voz tem timbre maternal. A Bíblia está entretecida nos nossos sonhos mais queridos, de sorte que o amor, a amizade, a simpatia, o devotamento, a saudade, a esperança, cingem-se com as belas vestimentas de sua linguagem preciosa. Tendo como seu esse tesouro, ninguém é pobre nem desolado. Quando a paisagem escurece, e o peregrino, trêmulo, chega ao Vale da Sombra, não teme nele entrar; empunha a vara e o cajado da Escritura; diz ao amigo e companheiro - "Adeus, até breve." Munido desse apoio, avança pela passagem solitária como quem anda pelo meio de trevas em demanda da luz.
segunda-feira, 2 de março de 2009
A Turma do "Pipe"


Veja abaixo:
“Estou muito triste que tenha sido dado destaque ao que parece-me uma questão tão pequena, e a última coisa na minha opinião teria sido a menção dela a partir do púlpito. Porém, eu fui colocado em uma posição tal que devo, quer por meu silêncio confessar-me culpado de viver em pecado, ou então, denunciar a minha infeliz e auto-feroz censura por haver falado honestamente das medidas antitabagistas. Eu escolhi esta última, e embora eu seja o alvo para dignos irmãos, resolvo sofrer o dano mais cedo tão rápido intentem agir secretamente pelo que me estigmatizam. Eu não posso justificar-me e ganhar imunidade diante de críticas tão sorrateiramente apresentadas e seja, então, cobrado de pecado em uma prática que a minha consciência permite.”

sábado, 28 de fevereiro de 2009
Acerca da Lei da Natureza e a Possibilidade do Conhecimento de Deus

Fonte: LEWIS, C. S. Cristianismo puro e simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Alternativas Éticas: Cristãs?

Norman Geisler
A exposição teórica introduz-se com a narração do impasse entre o governo norte-coreanos e o comandante Lloyd Bucher que é obrigado a mentir para que sua tripulação fosse salva. Utilizando este evento como um laboratório de ética cristã, sugere-se seis alternativas éticas.
A primeira alternativa exposta é o antinominismo que assevera: não há normas. A segunda exposição é a do generalismo, para o qual não há normas universais, ou seja, há normas gerais utilitárias que normalmente não deveriam ser quebradas. A terceira exposição trata do situacionismo que reclama: há uma norma universal, o amor. Em oposição ao situacionismo está a quarta explicação: o absolutismo não-conflitante ao dizer que há muitas normas universais não-conflitantes. Aliada a esta, a quinta alternativa ética: absolutismo ideal que diz, há muitas normas universais conflitantes. E, finalmente, o hierarquismo, posição defendida e assumida pelo autor, prescreve: Há normas universais hierarquicamente ordenadas.
Segundo a exposição de Geisler, o problema do comandante Bucher pode ter os seguintes desfechos: conforme o antinominismo, o comandante pôde mentir porque mentir não é certo nem errado, pois que não há normas; conforme o generalismo, ele pôde porque mentir é geralmente errado, mas deve-se ter em vista um bem maior, útil; é um fim útil salvar pessoas; de acordo com o situacionismo, ele pôde porque mentir às vezes é certo quando o amor direciona a resolução do conflito. Porém, no absolutismo não conflitante, ele jamais poderia ter mentido porque mentir é errado e as normas não são conflitantes. Também no absolutismo ideal, o comandante jamais poderia ter mentido, porque mentir nunca é certo, entretanto há sim muitas normas conflitantes.
No sentido prático, o hierarquismo não se diferencia de outras alternativas éticas seculares, somente dos absolutismos tão criticados e combatidos pelo autor. Sua grande questão é resolver o conflito interno e tem um foco essencialmente antropológico.
Em oposição a Geisler está Reifler em sua ética dos dez mandamentos, pois além de afirmar que a ética cristã é absolutista, defende que somente há três alternativas éticas: o antinominismo, o legalismo e o teonomismo. Este último tem o foco no Criador e é a alternativa mais condizente com os princípios cristãos arraigados nas Escrituras Sagradas.

Hans Ulrich Reifler
Teologia no Tom
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Primeira Coríntios Treze

Ainda que eu fosse poliglota
entre os homens e os anjos
E não possuísse amor,
Tornar-me-ia um bronze que treme
ou um címbalo que chora,
E ainda que eu tenha profecia
E saiba todos os mistérios
E toda ciência,
E ainda que eu tivesse toda fé para teletransportar montes
E não possuísse amor, permaneceria vazio
E ainda que doasse todo meu monopólio
E ainda entregasse meu corpo para que incinerem
E não possuísse amor, continuaria a ser um inútil.
O amor tarda irritar-se, permanece benigno,
O amor não enciúma,
O amor não se exibe,
Não se ensoberbece,
Não age indecentemente
Não busca futilidades para si mesmo,
Não amola,
Não premedita o mal
Não graceja sobre a injustiça
Porém,
rejubila-se com a verdade
Tudo tolera,
Tudo crê,
Tudo espera,
Tudo resiste,
O amor nunca desmorona,
Se, porém, houver profecias
Desaparecerão.
Se, porém, houver línguas
Acabarão
Se, porém, houver ciência
Dissipar-se-á
Porque conhecemos partes
E profetizamos partes
Quando, porém, chegar o que é concluso
O que está em parte dissipar-se-á
Quando eu era uma criança,
Falava como uma criança,
Sentia como uma criança,
Raciocinava como uma criança,
Então... tornei-me homem,
Parei com as coisas de criança,
Agora, portanto, vemos por espelho em enigma
O que será visto face a face
Agora conhecemos por partes
O que conhecerei assim como sou conhecido
Agora, porém, permanece:
Fé,
Esperança,
Amor.
Da tríade,
O maior destes
É o Amor
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Bonhoeffeando

tudo isso que dizem a meu respeito?
