domingo, 24 de setembro de 2017
Urgente: correção filial ao Papa Francisco, acusado de luteranismo
Urgente – Correção filial ao papa Francisco.
Comentário introdutório de FratresInUnum.com – Com uma iniciativa que não acontecia há 700 anos, acaba de ser apresentada uma correção formal ao Papa Francisco. Seria uma iniciativa preparatória à correção formal a ser apresentada pelos cardeais do dubia?
O último caso ocorrido na história remonta a 1333, quando o Papa João XXII ensinou opiniões heréticas e foi corrigido por seus súditos.
Agora, uma carta de 25 páginas assinada por 40 clérigos católicos e leigos eruditos foi entregue ao Papa Francisco no dia 11 de agosto. Como nenhuma resposta foi recebida, a missiva foi divulgada neste domingo.
A carta, que está aberta a novos signatários, tem agora o nome de 62 clérigos e estudiosos leigos de 20 países.
Recebeu o título latino: “Correctio filialis de haeresibus propagatis” (literalmente, “Uma correção filial sobre a propagação de heresias”).
O documento afirma que o papa, por meio da Exortação Apostólica _Amoris laetitia_, e por outros atos magisteriais declarou 7 proposições heréticas acerca do casamento, da vida moral e da recepção dos sacramentos, facilitando a propagação de heresias a Igreja Católica.
Entre os signatários, dois brasileiros, Arnaldo Xavier da Silveira e Cônego Jose Luiz Villac. Destaque para a assinatura de dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Abaixo, publicamos o resumo extraído do site oficial da iniciativa e o link para a íntegra do documento.
* * *
Por Correctiofilialis – Uma carta de vinte e cinco páginas, assinada por 40 clérigos católicos e acadêmicos leigos, foi enviada ao Papa Francisco no dia 11 de agosto último. Como até o momento o Santo Padre não deu qualquer resposta, o documento é tornado público hoje, 24 de setembro de 2017, Festa de Nossa Senhora das Mercês e da Virgem de Walsingham (Norfolk, Inglaterra, 1061).
Com o título latino“Correctiofilialis de haeresibuspropagagatis” (literalmente, “Uma correção filial em relação à propagação de heresias”), a carta ainda está aberta à adesão de novos signatários, já tendo sido firmada até o momento por 62 clérigos e acadêmicos de 20 países, representando também outros que não carecem da liberdade de expressão necessária.
Nela se afirma que o Papa, através de sua Exortação apostólica Amorislaetitia, bem como de outras palavras, atos e omissões a ela relacionados, manteve sete posições heréticas referentes ao casamento, à vida moral e à recepção dos sacramentos,resultando na difusão dasmesmas no interior da Igreja Católica. Essas sete heresias são expostas pelos signatários em latim, a língua oficial da Igreja.
Esta carta de correção contém três partes principais. Na primeira, os signatários explicam a razão pela qual lhes assiste, como fiéiscatólicos praticantes, o direito e o dever de emitir tal correção ao Sumo Pontífice. –– Porque a lei da Igreja exige das pessoas competentes que elasrompam o silêncio ao verem que os pastores estão desviando o seu rebanho. Isso não implica nenhum conflito com o dogma católico da infalibilidade papal, porquanto a Igreja ensina que, para que as declarações de um Papa possam ser consideradas infalíveis, ele deve antes observar critérios muito estritos.
O Papa Francisco não observou esses critérios. Não declarou que essas posições heréticas constituem ensinamentos definitivos da Igreja, nem afirmou que os católicos devem acreditar nelas com o assentimento próprio da fé. A Igreja ensina que nenhum Papa pode declarar que Deus lhe revelou qualquer nova verdade nas quais os católicos deveriam acreditar.
A segunda parte da carta é fundamental, uma vez que contém a própria “correção”. Nela se enumeram as passagens em que Amorislaetitiainsinua ou encoraja posições heréticas, e depois as palavras, atos e omissões do Papa Francisco que mostram, além de qualquer dúvida razoável, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de uma maneira que é, de fato, herética. Em particular, o Pontífice apoiou direta ou indiretamente a crença de que a obediência à Lei de Deus pode ser impossível ou indesejável e que a Igreja deve às vezes aceitar o adultério como um comportamento compatível com a vida de um católico praticante.
A última parte, chamada “Nota de Esclarecimento”, discute duas causas desta crise singular. Uma delas é o “Modernismo”. Teologicamente falando,o Modernismo é a crença de que Deus não dotou a Igreja com verdades definitivas, as quais Ela deve continuar a ensinar exatamente do mesmo modo até o fim dos tempos. Os modernistas afirmam que Deus se comunica apenas com as experiências humanas sobre as quais os homens podem refletir, de modo a fazerem asserções diferentes sobre Deus, a vida e a religião; mas essas declaraçõessão apenas provisórias, e nunca dogmas imutáveis. O Modernismo foi condenado pelo Papa São Pio X no início do século XX, mas renasceu em meados desse século. A grande e contínua confusão causada pelo Modernismo na Igreja Católica obriga os signatários a descrever o verdadeiro significado de “fé”, “heresia”, “revelação” e “magistério”.
Uma segunda causa da crise é aaparente influência das ideias de Martinho Lutero sobre o Papa Francisco. A carta mostra como Lutero, fundador do protestantismo, teve ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem às que o Papa promoveu através de suas palavras, atos e omissões. ACorrectiofilialis também destaca oselogios explícitos e sem precedentes que o Papa Franciscofez do heresiarca alemão.
Os signatários não se aventuram a julgar o grau de consciência com que o Papa Francisco propagou as sete heresias que enumeram,mas insistem respeitosamente para que condene tais heresias, as quais elesustentou direta ou indiretamente.
Os signatários professam sua lealdade à Santa Igreja Católica, assegurandoao Papa suas orações e solicitando-lhe a Bênção apostólica.
VEJA O DOCUMENTO
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Brasil deverá deixar de ser de maioria católica em 2030
Euronews
A Igreja Católica perdeu milhões de fiéis na América Latina.

Com uma visita à Colômbia, o papa Francisco regressa esta quarta-feira à América Latina, uma região do mundo de tradição católica mas onde o número de fiéis tem descido de forma progressiva.
À medida que o catolicismo regride, outros cultos avançam, como a Igreja Pentecostal (movimento cristão protestante). Aumenta também o número de ateus e agnósticos.
Se ao longo do século XX, 90% dos latino-americanos se declaravam católicos, essa percentagem ronda agora os 69% e deverá continuar a diminuir.
O Brasil é um dos exemplos mais eloquentes. Calcula-se que nove milhões de brasileiros tenham deixado o catolicismo desde 2014, um ano após o início do pontificado do papa Francisco. No mesmo período, o número de cristãos evangélicos aumentou 29%.
“A Igreja Católica perdeu milhões de fiéis na América Latina, principalmente para a Igreja Pentecostal. Essa foi a razão principal da escolha do primeiro papa latino-americano”, afirmou Andrew Chesnut, especialista em religião da Universidade da Virginia Commonwealth, à agência EFE.
O especialista prevê que o Brasil, o país com maior número de católicos no mundo, deixe de ser de maioria católica em 2030.
Por enquanto, o catolicismo ainda é a religião dominante no Brasil. De acordo com as estatísticas da Igreja Católica, há 172, 2 milhões de brasileiros batizados, um recorde mundial.
O México ocupa o segundo lugar com 110,9 milhões de pessoas batizadas, o que corresponde a 85% da população.
Globalmente, o catolicismo tem perdido terreno em toda a América Latina.
O país menos católico é o Uruguai com 38% de ateus e agnósticos.
“A Igreja vai continuar a perder fiéis e influência política”, estima Andrew Chesnut. O especialista considera que o papa argentino ainda não deu provas de conseguir parar este êxodo religioso.
A Igreja Católica perdeu milhões de fiéis na América Latina.

Com uma visita à Colômbia, o papa Francisco regressa esta quarta-feira à América Latina, uma região do mundo de tradição católica mas onde o número de fiéis tem descido de forma progressiva.
À medida que o catolicismo regride, outros cultos avançam, como a Igreja Pentecostal (movimento cristão protestante). Aumenta também o número de ateus e agnósticos.
Se ao longo do século XX, 90% dos latino-americanos se declaravam católicos, essa percentagem ronda agora os 69% e deverá continuar a diminuir.
O Brasil é um dos exemplos mais eloquentes. Calcula-se que nove milhões de brasileiros tenham deixado o catolicismo desde 2014, um ano após o início do pontificado do papa Francisco. No mesmo período, o número de cristãos evangélicos aumentou 29%.
“A Igreja Católica perdeu milhões de fiéis na América Latina, principalmente para a Igreja Pentecostal. Essa foi a razão principal da escolha do primeiro papa latino-americano”, afirmou Andrew Chesnut, especialista em religião da Universidade da Virginia Commonwealth, à agência EFE.
O especialista prevê que o Brasil, o país com maior número de católicos no mundo, deixe de ser de maioria católica em 2030.
Por enquanto, o catolicismo ainda é a religião dominante no Brasil. De acordo com as estatísticas da Igreja Católica, há 172, 2 milhões de brasileiros batizados, um recorde mundial.
O México ocupa o segundo lugar com 110,9 milhões de pessoas batizadas, o que corresponde a 85% da população.
Globalmente, o catolicismo tem perdido terreno em toda a América Latina.
O país menos católico é o Uruguai com 38% de ateus e agnósticos.
“A Igreja vai continuar a perder fiéis e influência política”, estima Andrew Chesnut. O especialista considera que o papa argentino ainda não deu provas de conseguir parar este êxodo religioso.
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Desintoxicação da Alma
Nós não somos um corpo com uma alma, somos uma alma com um corpo. Enquanto o mundo nos ensina corretamente a desintoxicar nossos corpos, algumas vezes precisamos desintoxicar nossas almas. Talvez estejas com a alma despedaçada e tens a necessidade de tornar-se a pessoa que Deus te criou para ser. Através da Palavra de Deus aprende-se como neutralizar essas influências prejudiciais e a abraçar uma vida mais saudável para a alma.
(Life.Church)
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Caicó: neve, névoa e granizo. As intempéries na Serra de São Bernardo

Ao que parece, conforme publicado no Blog Bar do Ferreirinha, a neve na Serra de São Bernardo, em Caicó, não passou de uma névoa, conforme registro fotográfico da jornalista Wllana Dantas publicado no Blog Robson Pires Xerife. Ainda, foto da mesma jornalista publicada no Blog de Heitor Gregório, registra partículas da chuva de granizo em Caicó, ocorrida no dia 18 deste mês.
Serra de São Bernardo amanhece com uma neblina
Blog do Robson Pires
Diante das chuvas caídas no fim de semana, a segunda-feira (17) amanheceu em Caicó com uma temperatura propícia para cair mais um “toró”. Na Serra de São Bernardo, por exemplo, uma neblina já encobre um pouco da paisagem, para a alegria do sertanejo. O registro fotográfico é da jornalista Wllana Dantas.
Chuva de granizo em Caicó
Blog do Heitor GregórioMuita chuva nesta sexta-feira (17), em Caicó, onde chegou a chover granizo, faltou energia e em alguns pontos da cidade se registrou alagamento pela forte precipitação pluviométrica.
Foto: Wllana Dantas

O Ministério da Presença
GARBC - Annual Conference

No workshop, "O Ministério da Presença", o diretor executivo do Ministério de Capelania Batista Regular, Rev. Manning Brown, falou da importância dos ministérios de capelania. Deu uma breve história de como a capelania tem sido uma parte integrante da vida militar e outros comunidades desde os tempos do Antigo Testamento. Aproveitou a oportunidade para enviar um chamado a todos os líderes e membros da igreja local a começarem a pensar acerca de como eles podem sustentar e ainda também de como podem se tornar capelães.
"Os capelães tem uma entrada em nossa sociedade cada vez mais secularizada que um pastor convencional não tem." Ele explorou o fato de que esses cristãos tem a incrível oportunidade de encontrar pessoas em seus momentos de necessidade através do ministério de capelania, seja entre os militares, no mundo corporativo, em hospitais, cadeias e prisões; e até em equipes esportivas; ou como assessores em casas legislativas. O potencial para o ministério de capelania é virtualmente ilimitado.
Todos os presentes ficaram a par, passo a passo, de como é o processo de se tornar um capelão nas três áreas do ministério (serviço militar, institucional e comunitário). foram dados conselhos encorajadores para orar por quase 90 capelães da GARBC e suas família que estão servindo a Deus pelo mundo inteiro.

No workshop, "O Ministério da Presença", o diretor executivo do Ministério de Capelania Batista Regular, Rev. Manning Brown, falou da importância dos ministérios de capelania. Deu uma breve história de como a capelania tem sido uma parte integrante da vida militar e outros comunidades desde os tempos do Antigo Testamento. Aproveitou a oportunidade para enviar um chamado a todos os líderes e membros da igreja local a começarem a pensar acerca de como eles podem sustentar e ainda também de como podem se tornar capelães.
"Os capelães tem uma entrada em nossa sociedade cada vez mais secularizada que um pastor convencional não tem." Ele explorou o fato de que esses cristãos tem a incrível oportunidade de encontrar pessoas em seus momentos de necessidade através do ministério de capelania, seja entre os militares, no mundo corporativo, em hospitais, cadeias e prisões; e até em equipes esportivas; ou como assessores em casas legislativas. O potencial para o ministério de capelania é virtualmente ilimitado.
Todos os presentes ficaram a par, passo a passo, de como é o processo de se tornar um capelão nas três áreas do ministério (serviço militar, institucional e comunitário). foram dados conselhos encorajadores para orar por quase 90 capelães da GARBC e suas família que estão servindo a Deus pelo mundo inteiro.
Ministério de Capelania recebe destaque na GARBC 2017
GARBC - Annual Conference


O Diretor Executivo do Ministério de Capelania dos Batistas Regulares no EUA (GARBC), Rev. Manning Brown, trouxe um relatório atual desse ministério em uma variedade de serviços por todo mundo. "Nós administramos aproximadamente 90 (noventa) capelães, ministrando em uma variedade de situações ao redor do mundo," disse Brown. "É importante que nossa Associação conheça o maravilhoso trabalho que nossos capelães estão fazendo." Também relatou sobre a viagem com sua esposa, Jennifer, para apresentar às igrejas e encontrar-se com os capelães e suas famílias ao redor do mundo. Disse que tem sido um encorajamento e buscá-los uma prioridade: "Quero ter a certeza de que nossos capelães sabem que não apenas nós temos um ministério de orar por eles, mas que toda associação de igrejas ora por eles. Isto é muito significativo." Também desafiou a congregação para ser mais curiosa sobre o capelania, encontrando diversas formas de contribuir com este ministério. "Você não precisa ser pastor ou ordenado para ser um capelão voluntário." "Estou aqui para ajudar a esses que sentem um direcionamento para serem capelães, tornar-se um capelão. Brown terminou sua mensagem pedindo para que capelães se levantasse para serem vistos pela audiência e que em seguida receberam um caloroso aplauso pelo trabalho que executam.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Treinamento de Capelania na Conferência Anual da Associação de Igrejas Batistas Regulares dos EUA - GARBC
GARBC
Cerca de 20 (vinte) capelães participaram da reunião anual da capelania, na terça-feira, 27 de junho, na conferência da GARBC de 2017. A reunião começou com os membros da equipe de Sandy Cove Ministries discutindo a disponibilidade da implantação de um programa para famílias militares. A Operação Oasis oferece a oportunidade das famílias se reconectarem ao se associarem ao ministério da Sandy Cove gratuitamente, seja para férias em família, folga nos fins de semana para casais ou retiro pessoal. Informações sobre este programa podem ser encontradas em events.sandycove.org/free-military-stays .
Em seguida, Rev. Jim Combs, capelão da GARBC e pastor da River Church em Holly, Michigan, palestrou sobre vícios. Durante sua apresentação, Combs discutiu algumas das causas dos vícios, seus variados tipos e como se aproximar dos que sofrem com este mal. Ressaltou que o vício afeta todas as facetas de nossas comunidades e que é vital estar preparado para alcançá-los com o evangelho.
Steve Viars, pastor da Faith Church em Lafayette, Indiana, apresentou informações sobre o contato com as comunidades. A palestra de Viars focou nos princípios que orientam o testemunho cristão para um mundo perdido e moribundo. O workshop terminou com um tempo para perguntas e respostas e comunhão.
O GARBC apoia cerca de 100 capelães que servem no âmbito militar e em serviços comunitários e configurações institucionais. Para saber mais, visite www.regularbaptistchaplaincy.org/about .
terça-feira, 25 de julho de 2017
Caiu neve na Serra de São Bernardo, em Caicó, RN
do Blog Bar do Ferreirinha

Alto da Serra de São Bernardo, com Caicó ao fundo: nevou no sertão!
Um fenômeno natural muito raro ocorreu em Caicó nos últimos dias, ocasionado pelas mudanças climáticas globais.
O que parecia improvável, aconteceu entre os dias 12 e 16 de julho, na face invisível da Serra de São Bernardo, para quem observa de Caicó.
O frio intenso provocou uma pequena nevasca, embranquecendo as cinzentas encostas da formação rochosa milenar, também conhecida como Serra de Samanaú.
O fenômeno havia ocorrido pela última vez no longínquo ano de 1927, fato narrado apenas de forma oral por remanescentes da época, avós dos caicoenses que hoje estão na faixa dos 50 anos de idade.
A nevasca atraiu algumas pessoas ao lado oposto da Serra de São Bernardo, pra ver a neve, algumas pela primeira vez na vida.
O frio de julho está com os dias contados e a neve, evidentemente, já está derretendo: muitas pessoas ainda estão se organizando pra ver in loco a paisagem branca e gelada do Seridó.
Alguns privilegiados foram ao local e esquiaram em equipamento improvisado feito pelos moradores das redondezas.
É o caso da caicoense Maria das Graças Medeiros, que mora no Distrito Federal.
Ela é Peregrina de Sant'Ana, está na cidade desfrutando as delícias da Festa da Padroeira e viu o fenômeno climático raro.
Especialistas consultados pelo Bar de Ferreirinha informaram que a neve deverá derreter totalmente até o fim desta semana, coincidindo com o encerramento da Festa de Sant'Ana.
Religiosos mais ortodoxos enxergam a nevasca como um aviso divino da proximidade do fim do mundo, castigo do Criador ao homem pelas mazelas que ele produz diariamente.
Será?
Alto da Serra de São Bernardo, com Caicó ao fundo: nevou no sertão!
Um fenômeno natural muito raro ocorreu em Caicó nos últimos dias, ocasionado pelas mudanças climáticas globais.
O que parecia improvável, aconteceu entre os dias 12 e 16 de julho, na face invisível da Serra de São Bernardo, para quem observa de Caicó.
O frio intenso provocou uma pequena nevasca, embranquecendo as cinzentas encostas da formação rochosa milenar, também conhecida como Serra de Samanaú.
O fenômeno havia ocorrido pela última vez no longínquo ano de 1927, fato narrado apenas de forma oral por remanescentes da época, avós dos caicoenses que hoje estão na faixa dos 50 anos de idade.
A nevasca atraiu algumas pessoas ao lado oposto da Serra de São Bernardo, pra ver a neve, algumas pela primeira vez na vida.
O frio de julho está com os dias contados e a neve, evidentemente, já está derretendo: muitas pessoas ainda estão se organizando pra ver in loco a paisagem branca e gelada do Seridó.
Alguns privilegiados foram ao local e esquiaram em equipamento improvisado feito pelos moradores das redondezas.
É o caso da caicoense Maria das Graças Medeiros, que mora no Distrito Federal.
Ela é Peregrina de Sant'Ana, está na cidade desfrutando as delícias da Festa da Padroeira e viu o fenômeno climático raro.
Especialistas consultados pelo Bar de Ferreirinha informaram que a neve deverá derreter totalmente até o fim desta semana, coincidindo com o encerramento da Festa de Sant'Ana.
Religiosos mais ortodoxos enxergam a nevasca como um aviso divino da proximidade do fim do mundo, castigo do Criador ao homem pelas mazelas que ele produz diariamente.
Será?
domingo, 25 de junho de 2017
25 de Junho de 1530: Confissão de Augsburg
DW
Em 25 de junho de 1530, os príncipes que haviam aderido à Reforma foram convidados a explicar-se no Parlamento alemão. Na ocasião, Philipp Melanchton, amigo de Lutero, apresentou a proclamação da fé luterana.
Para melhor compreender a importância da Confissão de Augsburg, é necessário apresentar a situação histórica no contexto da Reforma da Igreja, impulsionada pelo estudioso Martinho Lutero, da Ordem dos Monges Agostinianos. Ele se aprofundou na teoria da religião a partir de 1510, quando retornou de uma viagem a Roma, decepcionado com a corrupção que constatara no alto clero.
Aprofundando seus estudos, concluiu que o homem só se pode salvar pela fé incondicional em Deus, não pelas obras praticadas ou pela indulgência comprada. A fim de arrecadar fundos para financiar a reconstrução da Basílica de São Pedro, o papa Leão 10 havia permitido o perdão dos pecados a todos que contribuíssem financeiramente com a Igreja.
Escandalizado com essa salvação comprada a dinheiro, Lutero afixou na porta da igreja de Wittenberg, no leste da Alemanha, um manifesto público (as 95 teses), em que protestou contra a atitude do papa e expôs os elementos de sua doutrina. Iniciava-se, desta maneira, uma longa discussão entre Lutero e as autoridades eclesiásticas, culminando com sua excomunhão pelo papa, em 1520.
No dia 21 de janeiro de 1530, o imperador Carlos 5º convocara uma Dieta imperial a reunir-se em abril seguinte, em Augsburg, no sul da Alemanha. Para dispor de uma frente unida contra os turcos nas suas operações militares, ele exigiu o fim do conflito entre protestantes e católicos.
Melanchton, o autor intelectual
Os príncipes e representantes das cidades livres do Império foram convidados a discutir as diferenças religiosas na futura Dieta, na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Atendendo ao convite, o príncipe eleitor da Saxônia pediu aos seus teólogos em Wittenberg que preparassem um relato sobre as crenças e práticas nas igrejas da sua terra, que seria apresentado ao imperador.
Sob a coordenação de Philipp Melachton, foram reunidas as doutrinas compiladas nos documentos conhecidos como Artigos de Schwabach, de 1529, e Artigos de Torgau, de março de 1530.
Lutero, que não estava presente em Augsburg, foi consultado por correspondência, mas as emendas e revisões continuaram sendo feitas até a véspera da apresentação formal ao imperador, em 25 de junho de 1530. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a Confissão imediatamente foi reconhecida como uma declaração pública de fé.
De acordo com as instruções do imperador, os textos das confissões foram apresentados em alemão e latim. Diante da Dieta foi lido o texto alemão, que é, por isso, tido como mais oficial.
A Confissão representava um esforço para manter a Igreja unida e continha as principais teses da doutrina de Lutero, entre as quais as que dizem respeito à doutrina da justificação, ou da salvação. Mesmo que a Confissão tivesse sido redigida em estilo conciliador, evitando ataques e reivindicações, não foi aceita pela Igreja Católica e sua divulgação ficou proibida.
A rejeição da Confissão de Augsburg deu força à separação entre luteranos e católicos. Passaram-se quatro séculos de condenações recíprocas e guerras religiosas. O diálogo, suspenso em 1530, só recomeçou em 1967, após o Concílio Ecumênico Vaticano 2º.
Meio religioso para fim militar
Philipp Schwarzerd foi o compilador, não somente da Confissão, como também de outro documento muito importante, conhecido como Apologia da Confissão de Augsburg. Philipp nasceu em Bretten, Baden, em 1497. Seu tio-avô, o famoso humanista Reuchlin, exerceu grande influência sobre ele.
Devido à admiração pelo idioma grego, "helenizou" o sobrenome, adotando o nome de Melanchthon, conforme a tradução de "terra negra" para o grego. Foi grande amigo de Lutero e o seu mais fiel aliado na causa da Reforma. Se, de um lado, Lutero era profundo conhecedor da Palavra de Deus, Melanchthon foi um dos maiores conhecedores das línguas originais nas quais a Palavra de Deus havia sido escrita.
Em 25 de junho de 1530, os príncipes que haviam aderido à Reforma foram convidados a explicar-se no Parlamento alemão. Na ocasião, Philipp Melanchton, amigo de Lutero, apresentou a proclamação da fé luterana.

Monumento a Melanchton, em Wittenberg
Para melhor compreender a importância da Confissão de Augsburg, é necessário apresentar a situação histórica no contexto da Reforma da Igreja, impulsionada pelo estudioso Martinho Lutero, da Ordem dos Monges Agostinianos. Ele se aprofundou na teoria da religião a partir de 1510, quando retornou de uma viagem a Roma, decepcionado com a corrupção que constatara no alto clero.
Aprofundando seus estudos, concluiu que o homem só se pode salvar pela fé incondicional em Deus, não pelas obras praticadas ou pela indulgência comprada. A fim de arrecadar fundos para financiar a reconstrução da Basílica de São Pedro, o papa Leão 10 havia permitido o perdão dos pecados a todos que contribuíssem financeiramente com a Igreja.
Escandalizado com essa salvação comprada a dinheiro, Lutero afixou na porta da igreja de Wittenberg, no leste da Alemanha, um manifesto público (as 95 teses), em que protestou contra a atitude do papa e expôs os elementos de sua doutrina. Iniciava-se, desta maneira, uma longa discussão entre Lutero e as autoridades eclesiásticas, culminando com sua excomunhão pelo papa, em 1520.
No dia 21 de janeiro de 1530, o imperador Carlos 5º convocara uma Dieta imperial a reunir-se em abril seguinte, em Augsburg, no sul da Alemanha. Para dispor de uma frente unida contra os turcos nas suas operações militares, ele exigiu o fim do conflito entre protestantes e católicos.
Melanchton, o autor intelectual
Os príncipes e representantes das cidades livres do Império foram convidados a discutir as diferenças religiosas na futura Dieta, na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Atendendo ao convite, o príncipe eleitor da Saxônia pediu aos seus teólogos em Wittenberg que preparassem um relato sobre as crenças e práticas nas igrejas da sua terra, que seria apresentado ao imperador.
Sob a coordenação de Philipp Melachton, foram reunidas as doutrinas compiladas nos documentos conhecidos como Artigos de Schwabach, de 1529, e Artigos de Torgau, de março de 1530.
Lutero, que não estava presente em Augsburg, foi consultado por correspondência, mas as emendas e revisões continuaram sendo feitas até a véspera da apresentação formal ao imperador, em 25 de junho de 1530. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a Confissão imediatamente foi reconhecida como uma declaração pública de fé.
De acordo com as instruções do imperador, os textos das confissões foram apresentados em alemão e latim. Diante da Dieta foi lido o texto alemão, que é, por isso, tido como mais oficial.
A Confissão representava um esforço para manter a Igreja unida e continha as principais teses da doutrina de Lutero, entre as quais as que dizem respeito à doutrina da justificação, ou da salvação. Mesmo que a Confissão tivesse sido redigida em estilo conciliador, evitando ataques e reivindicações, não foi aceita pela Igreja Católica e sua divulgação ficou proibida.
A rejeição da Confissão de Augsburg deu força à separação entre luteranos e católicos. Passaram-se quatro séculos de condenações recíprocas e guerras religiosas. O diálogo, suspenso em 1530, só recomeçou em 1967, após o Concílio Ecumênico Vaticano 2º.
Meio religioso para fim militar
Philipp Schwarzerd foi o compilador, não somente da Confissão, como também de outro documento muito importante, conhecido como Apologia da Confissão de Augsburg. Philipp nasceu em Bretten, Baden, em 1497. Seu tio-avô, o famoso humanista Reuchlin, exerceu grande influência sobre ele.
Devido à admiração pelo idioma grego, "helenizou" o sobrenome, adotando o nome de Melanchthon, conforme a tradução de "terra negra" para o grego. Foi grande amigo de Lutero e o seu mais fiel aliado na causa da Reforma. Se, de um lado, Lutero era profundo conhecedor da Palavra de Deus, Melanchthon foi um dos maiores conhecedores das línguas originais nas quais a Palavra de Deus havia sido escrita.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Meia taça de vinho por dia eleva risco de câncer de mama
Segundo um novo estudo, meia taça de vinho ou um copo pequeno de cerveja já é o suficiente para aumentar o risco de câncer de mama
Por Da redação

Segundo um estudo britânico, meia taça de vinho ou copo pequeno de cerveja aumenta o risco de câncer de mama na pré-menopausa em 5% e na pós-menopausa, em 9%. (iStock/Getty Images)
O vinho já foi associado a diversos benefícios para a saúde, principalmente no que diz respeito ao coração. Mas um novo estudo, realizado pelo Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer, sugere que meia taça da bebida – ou um copo pequeno – por dia já é o suficiente para aumentar o risco de câncer de mama em mulheres.
Na verdade, neste caso, o dano está associado ao álcool e não à bebida em si. Um copo pequeno de cerveja por dia também foi associado ao aumento do risco do tumor. Por outro lado, a prática regular de atividade física de alta intensidade pode reduzir a probabilidade de sofrer da doença.
“Com este relatório abrangente e atualizado, a evidência é clara: ter um estilo de vida fisicamente ativo, manter um peso saudável ao longo da vida e limitar o álcool – são todas as medidas que as mulheres podem tomar para reduzir seu risco.”, disse Anne McTiernan, uma das autoras do estudo.
Menos álcool, mais exercício
Os pesquisadores analisaram 119 estudos já existentes, totalizando 12 milhões de mulheres, das quais 260.000 desenvolveram câncer de mama. Os resultados mostraram que apenas 10 gramas de álcool por dia – o equivalente a um copo pequeno de vinho ou cerveja – aumenta o risco de câncer de mama na pré-menopausa em 5%. A mesma quantidade de álcool aumentou em 9% a probabilidade de câncer de mama na pós-menopausa, a forma mais comum do tumor.
A revisão também mostrou que o excesso de peso e a obesidade aumentam a probabilidade de câncer de mama pós-menopausa. Por outro lado, a prática regular de atividade física diminuiu o risco dos dois tipos de tumor. Antes da menopausa, 45 minutos por dia de exercícios vigorosos, como corrida ou bicicleta, significaram uma redução de 17% no risco de câncer de mama. Após a menopausa, o impacto desse tipo de exercício foi de apenas 10%. Porém, a prática de atividades moderadas, como jardinagem ou caminhada, reduziu a probabilidade da doença em 13%.
Alimentação também contribui
No que diz respeito à dieta, o relatório concluiu que existem “evidências limitadas” que vegetais sem amido, como brócolis,
repolho, couve-de-bruxelas, alho-poró, feijão e espinafre podem diminuir o risco dos chamados cânceres de mama negativos aos receptores de estrogênio. Embora seja um tipo mais raro de câncer da mama, tende a ser mais agressivo e ter um pior prognóstico.
Também foi encontrada uma associação entre dietas ricas em laticínios, cálcio e carotenoides e uma redução no risco de câncer de mama. Carotenoides são pigmentos sintetizados por plantas, que frequentemente são responsáveis por sua coloração amarelada, laranja ou vermelha. Alguns alimentos ricos na substância são abóbora, damasco, cenoura, espinafre e couve.
“As conclusões indicam que as mulheres podem obter algum benefício ao incluir na dieta uma alta variedade de vegetais não-amiláceos, incluindo alimentos que contêm carotenoides. Isso também pode ajudar a evitar o comum acúmulo de peso de 500 gramas a um quilo por ano, o que é fundamental para reduzir o risco de câncer.”, disse Anne.
Câncer de mama no Brasil
O câncer de mama é o segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para o Brasil, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100.000 mulheres.
Por Da redação

Segundo um estudo britânico, meia taça de vinho ou copo pequeno de cerveja aumenta o risco de câncer de mama na pré-menopausa em 5% e na pós-menopausa, em 9%. (iStock/Getty Images)
O vinho já foi associado a diversos benefícios para a saúde, principalmente no que diz respeito ao coração. Mas um novo estudo, realizado pelo Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer, sugere que meia taça da bebida – ou um copo pequeno – por dia já é o suficiente para aumentar o risco de câncer de mama em mulheres.
Na verdade, neste caso, o dano está associado ao álcool e não à bebida em si. Um copo pequeno de cerveja por dia também foi associado ao aumento do risco do tumor. Por outro lado, a prática regular de atividade física de alta intensidade pode reduzir a probabilidade de sofrer da doença.
“Com este relatório abrangente e atualizado, a evidência é clara: ter um estilo de vida fisicamente ativo, manter um peso saudável ao longo da vida e limitar o álcool – são todas as medidas que as mulheres podem tomar para reduzir seu risco.”, disse Anne McTiernan, uma das autoras do estudo.
Menos álcool, mais exercício
Os pesquisadores analisaram 119 estudos já existentes, totalizando 12 milhões de mulheres, das quais 260.000 desenvolveram câncer de mama. Os resultados mostraram que apenas 10 gramas de álcool por dia – o equivalente a um copo pequeno de vinho ou cerveja – aumenta o risco de câncer de mama na pré-menopausa em 5%. A mesma quantidade de álcool aumentou em 9% a probabilidade de câncer de mama na pós-menopausa, a forma mais comum do tumor.
A revisão também mostrou que o excesso de peso e a obesidade aumentam a probabilidade de câncer de mama pós-menopausa. Por outro lado, a prática regular de atividade física diminuiu o risco dos dois tipos de tumor. Antes da menopausa, 45 minutos por dia de exercícios vigorosos, como corrida ou bicicleta, significaram uma redução de 17% no risco de câncer de mama. Após a menopausa, o impacto desse tipo de exercício foi de apenas 10%. Porém, a prática de atividades moderadas, como jardinagem ou caminhada, reduziu a probabilidade da doença em 13%.
Alimentação também contribui
No que diz respeito à dieta, o relatório concluiu que existem “evidências limitadas” que vegetais sem amido, como brócolis,
repolho, couve-de-bruxelas, alho-poró, feijão e espinafre podem diminuir o risco dos chamados cânceres de mama negativos aos receptores de estrogênio. Embora seja um tipo mais raro de câncer da mama, tende a ser mais agressivo e ter um pior prognóstico.
Também foi encontrada uma associação entre dietas ricas em laticínios, cálcio e carotenoides e uma redução no risco de câncer de mama. Carotenoides são pigmentos sintetizados por plantas, que frequentemente são responsáveis por sua coloração amarelada, laranja ou vermelha. Alguns alimentos ricos na substância são abóbora, damasco, cenoura, espinafre e couve.
“As conclusões indicam que as mulheres podem obter algum benefício ao incluir na dieta uma alta variedade de vegetais não-amiláceos, incluindo alimentos que contêm carotenoides. Isso também pode ajudar a evitar o comum acúmulo de peso de 500 gramas a um quilo por ano, o que é fundamental para reduzir o risco de câncer.”, disse Anne.
Câncer de mama no Brasil
O câncer de mama é o segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para o Brasil, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100.000 mulheres.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Refugiados cristãos enfrentam ataques na Alemanha
Pesquisa de organização cristã listou centenas de casos de agressão e ameaças por parte de muçulmanos em abrigos. Alvo da violência geralmente são os convertidos ao cristianismo.

Funeral da afegã e ex-muçulmana assassinada em Prien am Chiemsee
A mãe de quatro filhos tinha 38 anos e vivia na Alemanha desde 2011. Afegã e ex-muçulmana, havia se convertido ao cristianismo e se envolvido em um projeto para ajudar os refugiados promovido pela sua igreja em Prien am Chiemsee, no estado alemão da Baviera. Nenhum de seus amigos jamais pensou que a mulher seria esfaqueada na rua e em frente de seus filhos por um refugiado de 29 anos, também do Afeganistão. O crime ocorreu no dia 30 de abril.
A polícia agiu inicialmente com cautela em relação ao motivo do crime. O agressor foi considerado "mentalmente instável" e está passando por tratamento psiquiátrico. Mas os investigadores também estão considerando a conversão religiosa da mulher como uma possível motivação para o crime. O suspeito, um muçulmano, foi descrito como "muito religioso".
No funeral, o pastor da comunidade falou sobre as reações desencadeadas pelo crime. Em entrevista à DW, Karl-Friedrich Wackerbath disse que um grupo de muçulmanos apareceu espontaneamente e se desculpou pelo ocorrido. Eles também expressaram o desejo de que o crime não provoque uma campanha de difamação geral contra os muçulmanos.
O dia a dia em um abrigo de refugiados é outra história. Desde 2015, houve um aumento no número de relatos de refugiados cristãos que foram atacados verbal ou fisicamente. Embora a situação tenha relaxado com a queda do número de refugiados que chegam à Alemanha, ainda ocorrem situações difíceis para os requerentes de refúgio que se converteram.
Vítimas se sentem impotentes
Por exemplo, uma parede em um abrigo foi pichada com a frase "é hora de matar os infiéis". A entrada do banheiro, chuveiros e da cozinha foi restringida com a frase "o impuro não pode entrar". Há casos de convertidos obrigados a ouvir preces islâmicas ou versos do Alcorão, que são transmitidos por meio de telefones celulares. Aqueles que não usam véus ou que exibem crucifixos estão sujeitos a recriminações duras. Além de insultos e abusos, há ataques de faca, e, com frequência, ameaças de morte.
Representantes de organizações religiosas que ajudam refugiados disseram à DW que tais incidentes são frequentes. O jornal Iraner Seelsorge de Hannover, que aconselha refugiados do Irã, relatou o caso de um jovem convertido que foi intimidado na escola. Os abusos ocorreram com regularidade e acabaram forçando o jovem a abandonar a instituição.
Na igreja luterana Trindade, no distrito de Steglitz, em Berlim, o pastor Gottfried Martens reclama que as vítimas que denunciam tais casos não são levadas a sério.
No ano passado, o chefe da Conferência dos Bispos Alemães, o cardeal Reinhard Marx, bem como o chefe do conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, Heinrich-Bedford Strohm, admitiram a existência de casos de intimidação e violência contra refugiados cristãos. Eles disseram que levam a questão a sério, mas que ainda não tem informações claras sobre o tamanho do conflito religioso. Passaram a ideia de que se trataram de incidentes isolados.
Apenas a ponta do iceberg?
"A teoria dos casos isolados foi refutada", disse Ado Greve em uma conversa com a DW. Greve é porta-voz da ONG cristã Portas Abertas em Kelkheim, um subúrbio de Frankfurt. A organização tenta dar voz às minorias cristãs ao redor do mundo.
Quando as queixas sobre a discriminação de refugiados cristãos não pararam de chegar, a Portas Abertas decidiu levantar alguns números por conta própria. A primeira tentativa foi criticada publicamente por reunir dados que não seriam confiáveis. Mas em outubro de 2016 a organização publicou um segundo levantamento: "56% das pessoas ouvidas citaram agressões físicas graves e 83% admitiram que sofreram agressões", contou Ado Greve.
As duas pesquisas ouviram 743 refugiados cristãos e dez da minoria yazidi entre maio e setembro de 2016. No grupo havia mais 300 iranianos, 263 sírios, 63 afegãos, entre outras nacionalidades. Os documentos da Portas Abertas listaram 522 episódios de ataques. Segundo as pesquisas, 91% das pessoas ouvidas culparam refugiados muçulmanos pelos ataques – e, entre elas, 28% culparam guardas de origem muçulmana. Em muitos casos as vítimas apontaram que os agressores eram conterrâneos.
Quando a reportagem questionou a se amostra não seria muito limitada, Greve respondeu com uma pergunta: "Quantos refugiados afetados precisamos achar para que não encaremos como casos isolados, quinhentos, mil?"
Nenhum caso listado no relatório levou a alguma uma condenação. Até agora, apenas o estado de Hesse implementou medidas para tentar reduzir os casos de agressão e ameaças.
Homo naledi pode ter convivido com ancestrais humanos
Espécie de hominídeo descoberta na África do Sul é mais recente do que se esperava, apesar de apresentar características primitivas, como o cérebro pequeno.

Reconstrução do crânio do Homo naledi
O Homo naledi, uma espécie de hominídeo descoberta na África do Sul em 2013, viveu "apenas" centenas de milhares de anos atrás, o que indica que ele conviveu com ancestrais humanos na região, afirmaram cientistas nesta terça-feira (09/05).
O que o "Homo naledi" pode dizer sobre a evolução humana?
Um processo rigoroso de datação mostrou que o Homo naledi viveu entre 236 mil e 335 mil anos atrás, um período extremamente recente em termos paleontológicos, afirmou o cientista Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo.
"É a primeira vez que se demonstra que outra espécie de hominídeo viveu junto aos primeiros humanos na África", afirma um comunicado dos pesquisadores. "É algo surpreendente", disse Berger, sobre a época em que viveu a espécie. "Pensávamos que poderia ter sido há milhões de anos."
Em 2015, quando a descoberta foi anunciada, Berger foi muito criticado por paleontólogos de todo o mundo por apresentar a descoberta do Homo naledi sem ter feito a datação dos fósseis encontrados.
O Homo naledi mistura características humanas recentes e primitivas, como um cérebro pequeno, o que levou cientistas a especular que ele fosse um dos exemplares mais antigos do gênero Homo.
"Isso [o período em que a espécie viveu] é surpreendentemente recente para uma espécie que ainda mostra características primitivas, encontradas em fósseis com cerca de 2 milhões de anos, como o tamanho pequeno do cérebro, os dedos curvos e os formatos dos ombros, tronco e articulação dos quadris", comentou o cientista Chris Stringer, do Museus de História Natural de Londres, em declarações à agência de notícias AP.
"Já pulso, mãos, pernas e pés parecem mais com os dos Neandertais e humanos modernos, e os dentes são relativamente pequenos e simples", completou o especialista.
A revelação sobre a datação dos fósseis de Homo naledi vem acompanhada do descobrimento dos restos de três espécimes dessa classe de hominídeos, uma criança e dois adultos, um dos quais com o crânio num estado de conservação muito bom.
Os novos fósseis foram encontrados numa cavidade adjacente à que abrigava os primeiros achados do Homo naledi, o que leva os cientistas a pensar que essa espécie guardava seus mortos numa parte separada das cavernas em que vivia.
O Homo naledi foi descoberto em 2013 no conjunto de cavernas conhecido como Rising Star (estrela crescente), localizado perto de Johanesburgo, na África do Sul. No local foram encontrados os ossos de 15 indivíduos da espécie, o que permitiu documentar e descrever o esqueleto do Homo naledi com riqueza de detalhes. Naledi significa estrela na língua tsuana.

Reconstrução do crânio do Homo naledi
O Homo naledi, uma espécie de hominídeo descoberta na África do Sul em 2013, viveu "apenas" centenas de milhares de anos atrás, o que indica que ele conviveu com ancestrais humanos na região, afirmaram cientistas nesta terça-feira (09/05).
O que o "Homo naledi" pode dizer sobre a evolução humana?
Um processo rigoroso de datação mostrou que o Homo naledi viveu entre 236 mil e 335 mil anos atrás, um período extremamente recente em termos paleontológicos, afirmou o cientista Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo.
"É a primeira vez que se demonstra que outra espécie de hominídeo viveu junto aos primeiros humanos na África", afirma um comunicado dos pesquisadores. "É algo surpreendente", disse Berger, sobre a época em que viveu a espécie. "Pensávamos que poderia ter sido há milhões de anos."
Em 2015, quando a descoberta foi anunciada, Berger foi muito criticado por paleontólogos de todo o mundo por apresentar a descoberta do Homo naledi sem ter feito a datação dos fósseis encontrados.
O Homo naledi mistura características humanas recentes e primitivas, como um cérebro pequeno, o que levou cientistas a especular que ele fosse um dos exemplares mais antigos do gênero Homo.
"Isso [o período em que a espécie viveu] é surpreendentemente recente para uma espécie que ainda mostra características primitivas, encontradas em fósseis com cerca de 2 milhões de anos, como o tamanho pequeno do cérebro, os dedos curvos e os formatos dos ombros, tronco e articulação dos quadris", comentou o cientista Chris Stringer, do Museus de História Natural de Londres, em declarações à agência de notícias AP.
"Já pulso, mãos, pernas e pés parecem mais com os dos Neandertais e humanos modernos, e os dentes são relativamente pequenos e simples", completou o especialista.
A revelação sobre a datação dos fósseis de Homo naledi vem acompanhada do descobrimento dos restos de três espécimes dessa classe de hominídeos, uma criança e dois adultos, um dos quais com o crânio num estado de conservação muito bom.
Os novos fósseis foram encontrados numa cavidade adjacente à que abrigava os primeiros achados do Homo naledi, o que leva os cientistas a pensar que essa espécie guardava seus mortos numa parte separada das cavernas em que vivia.
O Homo naledi foi descoberto em 2013 no conjunto de cavernas conhecido como Rising Star (estrela crescente), localizado perto de Johanesburgo, na África do Sul. No local foram encontrados os ossos de 15 indivíduos da espécie, o que permitiu documentar e descrever o esqueleto do Homo naledi com riqueza de detalhes. Naledi significa estrela na língua tsuana.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Família que controla maior empreiteira do país propagandeava "ética protestante alemã" de ancestrais como atestado de rigor empresarial
Odebrecht, da Prússia à Operação Lava Jato
Família que controla maior empreiteira do país propagandeava "ética protestante alemã" de ancestrais como atestado de rigor empresarial.
Retrato de família: Marcelo, à esquerda, ao lado do pai, Emílio, e atrás, de terno claro, Norberto, fundador da organização
Durante décadas o sobrenome Odebrecht foi sinônimo de riqueza e influência no Brasil. Batiza a maior empreiteira nacional, braço de um dos maiores grupos empresariais do país. Nos últimos dois anos, também passou a evocar o maior caso de corrupção político-empresarial da história brasileira. Com a imagem despedaçada, executivos do grupo vêm discutindo mudar o nome para reverter o desgaste. Surgiram sugestões como adotar a sigla "ODB" ou criar marcas independentes para cada subsidiária.
Antes de ser tragada pela Lava Jato, a Odebrecht ostentava orgulhosamente o nome como uma espécie de "Made in Germany". Em livros escritos por membros da família e na história oficial do grupo, a origem alemã do seu fundador, Norberto Odebrecht, sempre foi citada com destaque, como um suposto atestado de veia empreendedora e de rigor em relação ao trabalho.
A saga brasileira dos Odebrecht começou há 160 anos, com a chegada ao Brasil do bisavô de Norberto, Emil Odebrecht, um nativo do vilarejo de Jacobshagen, então na parte pomerana da Prússia (e hoje na Polônia, com o nome de Dobrzany).
A família pode facilmente traçar sua genealogia até o século 17. Em uma igreja ainda em pé em Greifswald, no Estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, existe o túmulo de um Andreas Odebrecht. A data: 1686.

O pioneiro Emil Odebrecht
Emil nasceu em 1835 em uma família culta e próspera. Seu pai era juiz, e sua mãe vinha de uma linhagem huguenote (os protestantes franceses). Aos 21 anos, deixou a Prússia e seguiu para a colônia de Blumenau, em Santa Catarina. O local ainda era primitivo. Os colonos conviviam com doenças e ataques de índios. "Aqui parece que tudo parou no primeiro dia da Criação", escreveu o fundador Hermann Blumenau.
O jovem prussiano logo se tornaria um dos homens de confiança de Hermann. Em 1859, foi à Europa para estudar engenharia e cartografia na Universidade de Greifswald. Naturalizado brasileiro, regressou e ofereceu seus novos talentos para a expansão da colônia.
Projetou estradas, demarcou lotes e instalou linhas telegráficas. Deixou cartas em que se queixou das autoridades imperiais e manifestou sua desconfiança em relação aos brasileiros. Foi também voluntário da pátria na Guerra do Paraguai. Era amigo do naturalista Fritz Müller, que batizou uma espécie de caranguejo com o nome Aeglea Odebrechti em homenagem ao engenheiro.
Antes de partir para a guerra, se casou com uma imigrante de Hamburgo. Tiveram quinze filhos. Hoje, a descendência de Emil é estimada em mais de 1.300 pessoas. Em 2006, uma celebração em sua memória reuniu mais de 300 descendentes em Blumenau.
O ramo baiano
Vários netos de Emil se tornaram engenheiros, entre eles Emílio Baumgart, que foi responsável pelo projeto estrutural do hotel Copacabana Palace. Outro, Emílio Odebrecht, construiu uma ponte na zona rural de Blumenau. A estrutura foi levada por uma enchente, e os colonos exigiram indenização. Arruinado, deixou a região e se mudou para o Recife. Depois, seguiu para Salvador. Nascia assim o ramo baiano dos Odebrecht.
Em 1923, fundou a empresa Emílio Odebrecht e Cia. Era casado com a catarinense Hertha, que foi educada em uma rígida escola para futuras mães em Greifswald, fundada no início do século 19 por uma certa Johanna Odebrecht – a instituição ainda existe.
Em 1920, nasceu o filho do casal, Norberto, que em 1944 fundaria a Organização Odebrecht. A educação de Norberto ficou a cargo de um pastor luterano chamado Otto Arnold, que comandava a comunidade evangélica de Salvador. Nas aulas em alemão, o pastor repetia conceitos protestantes, como a "saúde moral é a base para a saúde material".
Quando a Organização Odebrecht completou 60 anos, em 2004, os princípios éticos passados por Arnold foram citados em vários textos elogiosos. No Senado, Romero Jucá (PMDB), um dos políticos mais implicados na Lava Jato, disse que Norberto "seguiu a tradição familiar germânica, em que o trabalho duro é o único caminho para a riqueza merecida".
Em um livro, Norberto disse que baseou a política empresarial da sua empresa nessa visão protestante e discorreu sobre a ideia de "Bildung" (formação, em alemão). Esses conceitos foram empacotados em um conjunto de princípios chamado "Tecnologia Empresarial Odebrecht". No texto, Norberto disse que a empresa "preserva o gosto e a consciência alemãs com relação à Filosofia".
A empreiteira
Mas antes da prosperidade veio a Segunda Guerra. A construtora de Emílio sofreu com a alta dos preços de materiais e se afundou em dívidas. Em 1941, Norberto, então com apenas 21 anos, assumiu os negócios do pai, que voltou para Blumenau. Passou os três anos seguintes concluindo as obras deixadas incompletas pelo pai. Em 1944, fundou sua própria empresa: a Construtora Norberto Odebrecht, a primeira empresa da Organização Odebrecht.
Em Salvador, Norberto encarnava o tipo alemão nos trópicos, sempre usando terno de linho branco. Era chamado de "doutor" pelos funcionários. Mas também se desviou da tradição familiar e se casou com uma católica sem laços com o país europeu.
Apesar da propaganda sobre ética protestante, "doutor Norberto" viu sua empresa decolar graças a um ator menos espiritual: o Estado. No final dos anos 1950, tirou vantagem do financiamento estatal que promoveu construções pelo Nordeste após a criação da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Também executou os primeiros projetos para a novata Petrobras, que concentrava suas atividades na Bahia. Ainda limitada ao Nordeste, a empresa ficou de fora de grandes obras nacionais do período, como Brasília.
A nacionalização das atividades só veio com o golpe militar de 1964, que impôs um regime ainda mais ávido por grandes obras. Os militares também proibiram em 1969 a atuação de empreiteiras estrangeiras, o que criou uma reserva de mercado para empresas como a Odebrecht.

Sede da Petrobras no Rio foi a primeira grande obra da Odebrecht no Sudeste
Segundo o historiador Pedro Campos, autor de um livro sobre as empreiteiras e o regime, o crescimento da Odebrecht nesse período caminhou com a expansão da Petrobras. "Quando a Petrobras começou a crescer, a Odebrecht foi junto", disse. Em 1969, Norberto recebeu do então presidente da petrolífera (e futuro presidente da República) Ernesto Geisel, outro descendente de alemães, a incumbência de construir a sede administrativa da Petrobras no Rio de Janeiro. Rapidamente a Odebrecht virou uma favorita dos militares e dos políticos alinhados com o regime.
Nos anos seguintes, Norberto conseguiu obras importantes, como o Aeroporto do Galeão e a usina nuclear Angra I. Isso mudou completamente o perfil da empreiteira. Entre 1969 e 1974, a Odebrecht pulou do 19º para o 3º lugar no ranking das construtoras nacionais.
Com o fim do "milagre" brasileiro e a paralisação de grandes obras no final dos anos 1970, a Odebrecht passou a se expandir para países como Peru, Chile, EUA e Angola. No Brasil, começou a comprar empresas de saneamento e polos químicos privatizados nos anos 1990 durante os governos Collor e FHC.
A liderança do grupo foi passando para os descendentes de Norberto, seguindo um rígido sistema de sucessão familiar. Cada membro recebia uma parte do negócio, mas apenas um de cada geração ficaria com o comando. Em 1991, Norberto passou a tocha para seu filho, Emílio Alves Odebrecht. Em 2008, foi a vez do neto, Marcelo.
Com o tempo, o ramo baiano foi se afastando dos menos bem-sucedidos parentes catarinenses, criando seus próprios costumes. Se reuniam regularmente em uma ilha particular no sul da Bahia. Lá, as gerações mais jovens assistiam a aulas de alemão, enquanto os mais velhos discutiam negócios.
A Era Lula
Após a saída dos militares do poder, a Odebrecht reformulou a sua rede de influência. Segundo Campos, a relação direta com os militares e ministros deu lugar a uma aproximação com congressistas e partidos.
Durante a devassa na companhia na Lava Jato, investigadores descobriram o setor de "operações estruturadas”, na prática um departamento de propinas para políticos e funcionários de estatais, que funcionava pelo menos desde o governo Sarney (1985-1990) e que se expandiu nas administrações seguintes, quando a Odebrecht começou a abocanhar estatais privatizadas.
Leia também: Delações da Odebrecht envolvem todos os ex-presidentes vivos
Norberto e Emílio também nunca adotaram o alarmismo de alguns empresários dos anos 1990 em relação ao esquerdista Lula. Emílio disse em um de seus depoimentos da Lava Jato que conheceu o petista em 1985. Citou ainda uma frase do general Golbery: "Lula não tem nada de esquerda. Ele é um bon vivant". Também apoiou a campanha do petista em 2002, organizando reuniões entre Lula e empresários.

Marcelo é levado pela Polícia Federal
A prosperidade da Odebrecht durante o regime militar quase foi obscurecida pela experimentada na Era Lula (2003-2010), quando o Estado retomou a prática de financiar grandes obras. Sob os petistas, o grupo viu o faturamento pular de 17,3 bilhões de reais em 2003 para 107,7 bilhões em 2014. Parte da expansão se deu graças a generosos empréstimos do BNDES e grandes obras para a Copa e as Olimpíadas. Ao mesmo tempo, segundo revelações da Lava Jato, a organização irrigava campanhas políticas do PT e de outros partidos, inclusive da oposição.
O sistema começou a ruir a partir de 2014, quando a Odebrecht caiu na mira da Lava Jato. Em 2015, Marcelo, então o nono homem mais rico do Brasil, foi preso. Acabou sendo condenado a 19 anos de prisão. À época, a Odebrecht empregava 175 mil funcionários em 25 países.
Norberto não chegou a ver o que aconteceu. Morreu aos 93 anos em julho de 2014, quando a Lava Jato ainda não havia alcançado o grupo. Obituários destacaram sua "veia empreendedora" e "disciplina germânica". Sua fortuna pessoal foi estimada em 10 bilhões de reais.
Na semana passada, os baianos da Odebrecht voltaram a cruzar com Blumenau. O atual prefeito da cidade apareceu na lista de Fachin como suspeito de ter recebido ilegalmente 500 mil reais da Odebrecht Ambiental durante a campanha de 2012. Segundo a delação de um executivo, os três principais candidatos naquele ano receberam o mesmo valor. Seria uma forma de garantir apoio à empresa, que detinha contratos milionários para operar o sistema de esgoto blumenauense.
Um jornal da cidade que foi construída com a ajuda do tataravô de Marcelo classificou o escândalo como "o maior caso de corrupção" da história de Blumenau.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Brasil e Alemanha lançam selo conjunto pelos 500 anos da Reforma Protestante
Em comemoração aos 500 anos do movimento protestante, entra em circulação simultaneamente nos dois países um selo com a efígie de Martinho Lutero, mentor da renovação da Igreja.

Selos em em homenagem a Martinho Lutero foram lançados simultaneamente na Alemanha e no Brasil
Nesta quinta-feira (13/04) as empresas de correios do Brasil e da Alemanha lançam simultaneamente um selo e um carimbo comemorativos dos 500 anos da Reforma Protestante.
Ambos os selos levam o retrato de Lutero e a frase "No princípio era a palavra", lema também dos festejos dos 500 anos, cujo ponto alto será em 31 de outubro. Neste dia, em 1517, o monge e professor de Teologia Martinho Lutero teria pregado suas 95 teses na porta de uma igreja de Wittenberg, iniciando o movimento de renovação da fé cristã.
O selo, produzido em parceria com o serviço postal da Alemanha, será quase igual nos dois países, diferenciando-se apenas no idioma. O selo brasileiro terá o valor facial de 4,15 reais e o da Alemanha, 0,70 euro, como um selo comum.

Correos do Brasil lançam carimbo postal comemorativo dos 500 anos da Reforma Luterana
A imagem é a mesma para as duas edições. O selo foi concebido pela designer Antonia Graschberger, de Munique, também responsável pelo carimbo, que estampa a Rosa de Lutero, símbolo usado pelo teólogo a partir de 1530, para autenticar suas cartas e obras.
Esta é a segunda vez que os Correios do Brasil prestam homenagem ao mentor da Reforma: em 1983 foi lançado um selo alusivo aos 500 anos do nascimento de Lutero. E é a nona vez que selos brasileiros focalizam a Alemanha. A última série, lançada de 2013, celebrou o Ano da Alemanha no Brasil.
O selo brasileiro entra em circulação nesta quinta-feira simultaneamente em seis cidades brasileiras: Brasília, Porto Alegre, Cândido Rondon, Porto Velho, Cuiabá e Curitiba. A embaixada da Alemanha na capital federal celebra a emissão conjunta em 17 de maio próximo.
Na Alemanha, o selo entra em circulação nacional também nesta quinta-feira. No início de abril já havia sido lançada no país uma moeda de prata de 20 euros em alusão ao Ano da Reforma.
Ao saudar o lançamento do selo, o pastor Egon Kopereck, presidente da Igreja Evangélica Luterana do Brasil disse: "Brasil e Alemanha se uniram para testemunhar ao mundo que a Reforma Luterana foi um marco na história, que trouxe bênçãos para a sociedade em geral e, especialmente, para o mundo cristão."

Selos em em homenagem a Martinho Lutero foram lançados simultaneamente na Alemanha e no Brasil
Nesta quinta-feira (13/04) as empresas de correios do Brasil e da Alemanha lançam simultaneamente um selo e um carimbo comemorativos dos 500 anos da Reforma Protestante.
Ambos os selos levam o retrato de Lutero e a frase "No princípio era a palavra", lema também dos festejos dos 500 anos, cujo ponto alto será em 31 de outubro. Neste dia, em 1517, o monge e professor de Teologia Martinho Lutero teria pregado suas 95 teses na porta de uma igreja de Wittenberg, iniciando o movimento de renovação da fé cristã.
O selo, produzido em parceria com o serviço postal da Alemanha, será quase igual nos dois países, diferenciando-se apenas no idioma. O selo brasileiro terá o valor facial de 4,15 reais e o da Alemanha, 0,70 euro, como um selo comum.

Correos do Brasil lançam carimbo postal comemorativo dos 500 anos da Reforma Luterana
A imagem é a mesma para as duas edições. O selo foi concebido pela designer Antonia Graschberger, de Munique, também responsável pelo carimbo, que estampa a Rosa de Lutero, símbolo usado pelo teólogo a partir de 1530, para autenticar suas cartas e obras.
Esta é a segunda vez que os Correios do Brasil prestam homenagem ao mentor da Reforma: em 1983 foi lançado um selo alusivo aos 500 anos do nascimento de Lutero. E é a nona vez que selos brasileiros focalizam a Alemanha. A última série, lançada de 2013, celebrou o Ano da Alemanha no Brasil.
O selo brasileiro entra em circulação nesta quinta-feira simultaneamente em seis cidades brasileiras: Brasília, Porto Alegre, Cândido Rondon, Porto Velho, Cuiabá e Curitiba. A embaixada da Alemanha na capital federal celebra a emissão conjunta em 17 de maio próximo.
Na Alemanha, o selo entra em circulação nacional também nesta quinta-feira. No início de abril já havia sido lançada no país uma moeda de prata de 20 euros em alusão ao Ano da Reforma.
Ao saudar o lançamento do selo, o pastor Egon Kopereck, presidente da Igreja Evangélica Luterana do Brasil disse: "Brasil e Alemanha se uniram para testemunhar ao mundo que a Reforma Luterana foi um marco na história, que trouxe bênçãos para a sociedade em geral e, especialmente, para o mundo cristão."
quinta-feira, 6 de abril de 2017
EUA informam que lançaram 50 mísseis Tomahawk sobre base aérea militar síria próximo à Homs
RT

FOTO DO ARQUIVO © Carlos M. Vazquez / Reuters
Cerca de 50 mísseis de cruzeiros Tomahawk dos EUA teriam sido lançados em um aeródromo militar sírio perto da cidade ocidental de Homs, informaram a NBC e a Reuters, citando autoridades militares dos EUA.
Navios dos EUA estacionados no Mar Mediterrâneo teriam lançado a greve na base aérea da Síria, Shayrat, na noite de quinta-feira, hora local.
A NBC News informou que não havia nenhuma palavra sobre as vítimas e que ninguém teria sido alvo de ataques. As forças russas foram avisadas com antecedência.
O aeródromo teria sido apontado depois que os EUA culparam os militares sírios pelo incidente químico em Idlib, no qual dezenas de civis morreram devido a suspeita de intoxicação por gás no território ocupado pelos rebeldes. Até 86 pessoas, incluindo 26 crianças, alegadamente foram mortas. Vários estados ocidentais imediatamente criticaram as forças do presidente Bashar Assad, enquanto a Rússia disse que os jatos sírios bombardearam um depósito onde estavam sendo produzidas armas químicas.

FOTO DO ARQUIVO © Carlos M. Vazquez / Reuters
Cerca de 50 mísseis de cruzeiros Tomahawk dos EUA teriam sido lançados em um aeródromo militar sírio perto da cidade ocidental de Homs, informaram a NBC e a Reuters, citando autoridades militares dos EUA.
Navios dos EUA estacionados no Mar Mediterrâneo teriam lançado a greve na base aérea da Síria, Shayrat, na noite de quinta-feira, hora local.
A NBC News informou que não havia nenhuma palavra sobre as vítimas e que ninguém teria sido alvo de ataques. As forças russas foram avisadas com antecedência.
O aeródromo teria sido apontado depois que os EUA culparam os militares sírios pelo incidente químico em Idlib, no qual dezenas de civis morreram devido a suspeita de intoxicação por gás no território ocupado pelos rebeldes. Até 86 pessoas, incluindo 26 crianças, alegadamente foram mortas. Vários estados ocidentais imediatamente criticaram as forças do presidente Bashar Assad, enquanto a Rússia disse que os jatos sírios bombardearam um depósito onde estavam sendo produzidas armas químicas.
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